Voltar para Geografia Ano
EF01GE04Geografia · Ano · Ensino Fundamental - Anos Iniciais

Discutir e elaborar, coletivamente, regras de convívio em diferentes espaços (sala de aula, escola etc.).

O sujeito e seu lugar no mundoSituações de convívio em diferentes lugares
CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, essa habilidade EF01GE04 da BNCC, que é discutir e elaborar coletivamente regras de convívio, eu entendo assim: é ensinar os meninos a entender que em todo lugar onde a gente vive junto com outras pessoas tem que ter umas regrinhas, senão vira bagunça. Eu falo pra eles que não só aqui na escola, mas também em casa, no parque, no ônibus, sempre tem um jeitinho de fazer as coisas funcionar melhor. O aluno precisa conseguir perceber o porquê dessas regras, como elas ajudam a todo mundo e não são só uma chatice imposta pelo professor ou pela escola. E tem que aprender a participar dessa criação das regras, saber dar opinião e ouvir o que os outros têm a dizer. Muitas vezes as crianças chegam já com uma ideia do que é certo ou errado do que aprenderam no jardim de infância, mas agora a gente tá aprofundando isso e mostrando como se aplica em mais lugares.

Aí, vou contar como faço isso na prática mesmo. Uma atividade que sempre faço é a “Roda das Regras”. É bem simples: só precisa de um papel grande ou quadro branco e canetinhas coloridas. Ponho todo mundo sentadinho, formando um círculo na sala pra ficar bem cara de roda mesmo. Primeiro, a gente conversa sobre o que são regras e por que temos elas. Vou pedindo exemplos do dia a dia, tipo "o que acontece se todo mundo quiser falar ao mesmo tempo?" ou "como a gente decide quem é o responsável pelo material na saída?". Da última vez, o Pedro falou que se ninguém respeitasse as regras no futebol, todo mundo ia brigar, porque todo mundo quer fazer gol de qualquer jeito. E todo mundo concordou rindo. Aí cada um vai sugerindo uma regra que acha importante pra nossa turma e eu vou escrevendo no papel. Essa atividade dura uns 30 minutos e é incrível ver como os meninos se comprometem mais quando eles mesmos criam as regras.

Outra coisa que faço é a “Missão Detetive das Regras”. Nessa atividade, os alunos viram detetives por um dia! Dou pra cada grupo – normalmente trio ou quarteto – um bloquinho de notas e um lápis. Peço pra eles andarem pelos diferentes espaços da escola – biblioteca, pátio, cantina – anotando quais regras eles observam nesses lugares e por que acham que essas regras existem. Dou uns 40 minutos pra isso porque andar pela escola sempre demora um pouco mais. Eles adoram isso porque parece uma aventura! Na última vez, a Mariana e o Lucas voltaram empolgados contando que descobriram uma regra nova na biblioteca: “Não pegar livro sem registrar” e acharam super importante pra não se perder livro por aí.

Por último, tem uma atividade chamada “Teatro do Convívio”. Essa é pra galera mais solta e criativa. Divido a turma em grupos de cinco ou seis alunos e dou uns 20 minutos para eles criarem uma ceninha rápida mostrando o que acontece quando uma regra importante não é seguida. Deixo claro que pode ser engraçado, mas tem que ter um aprendizado no final. Depois cada grupo apresenta pros outros. É legal porque além de trabalharem a questão das regras, eles também praticam expressão corporal e oralidade. Uma vez o grupo do João fez uma cena hilária sobre a importância de não gritar dentro da sala de aula. Eles exageraram tanto nos gritos no começo que todo mundo caiu na risada, mas depois mostraram como falar baixinho resolve muita coisa.

Bom, essas são algumas das formas que eu encontro pra trabalhar essa habilidade tão importante com os meninos do primeiro ano. O mais bacana é ver como eles conseguem levar esse aprendizado pra outros espaços da vida deles e até viram fiscais das próprias atitudes uns dos outros – claro, de um jeito positivo! É desafiador às vezes porque cada turma tem sua dinâmica, mas ver eles crescendo e entendendo seu papel no convívio social vale a pena demais. Afinal, estamos formando cidadãos respeitosos pro futuro, né?

E aí você? Como trabalha essa habilidade na sua sala? Vamos trocar umas ideias!

Então, quando a gente tá trabalhando essa coisa de regras de convívio, dá pra perceber que os meninos estão pegando a ideia de várias formas. Não adianta só aplicar prova, né? Eu vejo muito na hora que eu tô circulando pela sala. Tipo, eles mostram que entenderam quando começam a respeitar aquelas combinações que a gente fez juntos, sem eu precisar ficar lembrando toda hora, sabe? Vou te contar uma situação: teve uma vez que o Pedro e a Luísa estavam discutindo sobre quem ia ser o líder do grupo na atividade. Pedro começou a gritar um pouco, mas aí a Luísa lembrou ele da regrinha que eles mesmos sugeriram sobre falar baixo e se escutar. Ah, foi bonito de ver como o Pedro parou pra ouvir e eles resolveram numa boa. Nesses momentos, eu penso: "Esse entendeu!"

Outra coisa que me mostra isso é quando um aluno explica pro outro. Já vi o Felipe explicando pra Júlia por que não pode correr dentro da sala – e ele tava super sério, como se estivesse passando um segredo importante! E tinha aquele dia em que a gente tava discutindo sobre como manter a sala limpa. Aí, ouvi o Tiago comentando com a Mariana: “Se todo mundo fizer sua parte, ninguém precisa ficar limpando tudo sozinho”. Ele pegou direitinho a ideia de colaboração. Olha, essas pequenas coisas no dia a dia são sinais claros de que eles tão realmente entendendo.

Agora, falando dos erros comuns, tem uns clássicos que sempre aparecem. Por exemplo, a Ana, às vezes, acha que é só se comportar bem quando eu tô perto. Ela ainda tá pegando o conceito de responsabilidade coletiva – achou que só precisava seguir as regras na minha presença. O Lucas confundiu regra de convívio com regras escolares mais rígidas e ficou achando que não podia sentar perto dos amigos pra não “atrapalhar”. Isso acontece porque no começo eles ainda tão associando regras com algo chato ou imposto só pelo adulto.

Quando eu percebo esses erros, tento corrigir na hora. Com a Ana, expliquei que as regras são pra facilitar a vida deles mesmos e não só pra me agradar. Já com o Lucas, fiz uma brincadeira com eles onde podiam sentar do jeito que quisessem desde que todos concordassem e vissem que funcionava bem assim.

Agora, falando da galera especial da minha turma: o Matheus tem TDAH e a Clara tem TEA. Com o Matheus, eu adapto as atividades pra serem mais rápidas e visuais porque ele precisa de algo que mantenha o interesse e não pode ser muito longo. Então, ao invés de uma longa discussão sobre regras, faço jogos rápidos onde ele possa participar ativamente. E uso fichas ilustradas pra ajudar ele a lembrar das regras principais.

Com a Clara, que tem TEA, as estratégias são diferentes. Ela gosta de rotina e previsibilidade. Por isso, sempre mostro o cronograma do dia com figuras pra ela ficar mais confortável sabendo o que esperar. Uso também histórias sociais – tipo contar uma historinha sobre seguir regras – porque ajuda ela a visualizar melhor as situações.

Teve uma vez que tentei uma atividade em grupo sem avisar antes e foi um desastre! Ela ficou perdida e agitada. Desde então sempre aviso antes qualquer mudança no que foi planejado pra ela se preparar.

É isso, pessoal! Trabalhar essas diferenças e ver como cada um aprende no seu tempinho é um baita desafio, mas também é recompensador pacas. Eu acho demais ver os meninos crescendo juntos e entendendo mais sobre como viver em sociedade desde cedo.

Bom, vou ficando por aqui. Se alguém tiver alguma dica ou experiência sobre esse tipo de trabalho com as crianças ou quiser saber mais alguma coisa do meu dia a dia em sala de aula, é só falar! Abraço!

Gere materiais prontos para esta habilidade

Plano de aula, lista de exercícios ou avaliação — tudo com o código EF01GE04 incluído.

Criar material em 30 segundos

Grátis para começar. Sem cartão.