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EF01GE06Geografia · Ano · Ensino Fundamental - Anos Iniciais

Descrever e comparar diferentes tipos de moradia ou objetos de uso cotidiano (brinquedos, roupas, mobiliários), considerando técnicas e materiais utilizados em sua produção.

Mundo do trabalhoDiferentes tipos de trabalho existentes no seu dia a dia
CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha só, pessoal, essa habilidade EF01GE06 da BNCC parece meio complicada quando a gente lê, mas na prática é mais simples do que parece. O que a gente precisa fazer é ajudar os meninos a entenderem e falarem sobre as casas e os objetos que eles veem no dia a dia, como brinquedos, roupas e móveis. Eles têm que conseguir descrever esses itens, tipo falar do que são feitos e como são fabricados. O bacana é mostrar que existem várias formas de se fazer a mesma coisa e que isso tem tudo a ver com o trabalho de quem faz. E isso se conecta muito bem com o que eles aprenderam antes: observar e falar sobre o que veem ao redor.

A primeira atividade que eu faço é um passeio investigativo pela escola ou pelo bairro. A ideia é sair da sala de aula e observar as diferentes casas e prédios. A gente leva papel e lápis para os meninos fazerem anotações do que acham mais legal ou diferente. Normalmente divido a turma em pequenos grupos de 4 ou 5 alunos para eles trocarem ideias entre eles enquanto olham. Dura mais ou menos uns 40 minutos, dependendo do quanto exploramos. Teve uma vez que o João, muito curioso, viu uma casa com telhado de zinco e perguntou por que não era igual ao telhado da casa dele, que é de telha cerâmica. Isso levou a turma toda a pensar sobre os materiais disponíveis em diferentes regiões e o custo disso também.

Depois desse passeio, faço uma roda de conversa na sala onde cada grupo compartilha o que anotou. Aqui é só juntar as cadeiras num círculo grandão mesmo. Dá pra usar uns 30 minutos nessa conversa. Os meninos adoram essa parte porque acabam descobrindo coisas novas uns com os outros. Na última vez, a Ana Maria contou sobre uma casa na rua dela feita toda de madeira, e aí o Lucas lembrou da casa do avô dele lá no interior que também é assim. Isso gerou um diálogo bem legal sobre casas urbanas versus casas rurais.

A segunda atividade envolve os objetos do cotidiano. Eu peço para cada aluno trazer um brinquedo ou um objeto pequeno de casa que gostem muito para a aula seguinte. A ideia é colocar todos os objetos numa mesa grande e fazer uma "feira" para eles explorarem e compararem o que os colegas trouxeram. Essa fase dura uns 20 minutos só pra eles mexerem, olharem e conversarem sobre o que acham interessante nos objetos dos outros. Na última vez, o Pedro trouxe um carrinho feito de madeira que o pai dele esculpiu à mão, enquanto a Sofia trouxe uma boneca de plástico super moderna. Eles ficaram impressionados ao comparar como cada brinquedo é feito e o "trabalho" por trás disso.

Depois dessa exploração livre, fazemos uma atividade escrita onde cada aluno tem que escolher dois objetos da mesa (o dele e mais um) para descrever as diferenças nos materiais usados e como acham que foram feitos. O legal é ver como conseguem relacionar isso com diferentes tipos de trabalho: quem fez, como fez, quais ferramentas usou... Isso leva mais uns 30 minutos e eu sempre deixo eles desenharem junto, porque ajuda muito na hora de explicar.

Por último, gosto de fazer uma atividade prática com argila ou massinha de modelar, onde eles têm que criar miniaturas de casas ou objetos. Todo mundo adora por a mão na massa, literalmente! Entrego um pedaço pra cada aluno e deixo eles usarem uns 40 minutos pra criar à vontade. Aí a gente faz uma exposição no final da aula onde cada um apresenta sua criação pros colegas. É ótimo ver como cada um enxerga formas diferentes nos mesmos materiais. Uma vez, a Júlia fez uma casinha toda detalhada com janelas grandes porque "queria entrar bastante luz", como ela mesma disse.

Nas reações dos alunos dá pra perceber como essas atividades não só desenvolvem a habilidade da BNCC mas também ampliam o entendimento deles sobre como as coisas são feitas no mundo real. Eles começam a valorizar mais os diferentes tipos de trabalho e as histórias por trás das coisas simples do dia a dia. E o melhor: fazem isso se divertindo!

Bom, é isso! Se alguém aí já faz algo parecido ou tiver outras sugestões, tô aqui pra ouvir!

Aí, gente, vocês sabem como é. A gente não precisa de prova formal pra ver se os meninos entenderam o que a gente tá ensinando. Eu gosto de pegar essas pistas no dia a dia, quando tô ali no meio da sala, ouvindo os papos deles, vendo como interagem com as atividades. Tipo, tem um momento que sempre gosto de lembrar: tava andando pela sala e vi o Pedro explicando pra Júlia como a cadeira da sala de aula é feita. Ele tava todo empolgado, falando do material, como é montada e tal. Nessa hora a gente percebe que ele sacou o conteúdo. E quando a Júlia começa a fazer perguntas e ele responde direitinho, aí você sabe que tá no caminho certo.

Outra coisa é ouvir as conversas deles. Quando eles tão brincando ou mesmo desenhando, muitas vezes surge uma conversa sobre o que eles tão fazendo. Teve um dia que a Ana tava dizendo pro Lucas que o brinquedo de madeira dela era feito por um carpinteiro e explicou o porquê da madeira ser legal pra aquilo. Eu pensei: “Essa menina entendeu direitinho.” Aí você vê que o aprendizado tá ali, no cotidiano deles.

Mas, claro, tem os erros mais comuns que aparecem. O João, por exemplo, sempre confunde materiais. A gente tava falando sobre tecidos e ele disse que uma jaqueta era feita de plástico quando era claramente de algodão. Acho que esses erros vêm porque às vezes eles tão mais preocupados em dar uma resposta logo do que realmente pensar no objeto. Quando pego um erro assim na hora, paro e faço outra pergunta pra ele pensar: “João, pega essa jaqueta aí e sente a textura. Agora pensa: parece plástico ou tecido?” Ajuda eles a refletirem antes de responder.

E olha, lidar com o Matheus, que tem TDAH, requer algumas adaptações nas atividades. Ele é um menino esperto, mas tem dificuldade de se concentrar por muito tempo em uma tarefa só. Então, procuro dividir as atividades em partes menores e faço muitos intervalos. Uma dica que funciona bem é usar materiais coloridos e diferentes texturas pra chamar a atenção dele. Esses estímulos ajudam na concentração dele. Já testei jogos de montar com peças grandes e coloridas, ele curtiu bastante e fixou bem o conteúdo.

Com a Clara, que tem TEA, a abordagem é diferente. Ela precisa de um ambiente mais tranquilo e previsível. Tarefas com instruções muito claras fazem toda diferença pra ela. Uso bastante ilustrações e esquemas visuais que ajudam a organizar as ideias na cabeça dela. O desafio é garantir que ela entenda as mudanças na rotina ou atividades novas sem ficar ansiosa. Uma coisa que deu certo foi criar um cronograma visual do dia com desenhos das atividades. Assim ela já sabe o que esperar.

Agora, uma vez tentei fazer uma atividade em grupo com todos participando ativamente e percebi que não funcionou muito bem nem pro Matheus nem pra Clara. O Matheus ficou distraído demais com todo mundo falando ao mesmo tempo, enquanto a Clara ficou um pouco perdida na bagunça dos colegas. Então aprendi rápido que nessas horas vale mais separar eles em grupos menores ou até trabalhar individualmente quando necessário.

O bom é sempre estar atento ao que funciona ou não e ir ajustando as estratégias conforme o necessário. Aí a gente vê como cada aluno responde melhor às suas necessidades.

Bom, pessoal, é isso aí! É sempre um desafio encontrar o jeito certo de ensinar cada aluno na sua singularidade, mas quando a gente vê eles pegando a matéria de verdade vale cada esforço! Até a próxima!

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