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EF07ER05Ensino Religioso · Ano · Ensino Fundamental - Anos Finais

Discutir estratégias que promovam a convivência ética e respeitosa entre as religiões.

Manifestações religiosasLideranças religiosas
CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, falar sobre essa habilidade EF07ER05 da BNCC na prática, pra mim, é pensar em como ajudar os meninos a entenderem que o mundo é um lugar cheio de diferenças e que isso é uma coisa boa. A habilidade é sobre discutir estratégias pra convivência ética e respeitosa entre as religiões. A ideia é fazer com que os alunos consigam respeitar o colega que tem uma religião diferente, ou até mesmo aquele que não tem religião nenhuma. E mais do que só respeitar, eles precisam entender um pouquinho sobre essas outras religiões, sabe? Porque quando a gente conhece, a gente respeita mais fácil. Na série anterior, já começamos a falar sobre as manifestações religiosas de forma geral, então eles já vêm com uma noção inicial sobre o que são as religiões e algumas das principais características delas.

Agora, vamos às atividades. A primeira coisa que eu gosto de fazer é uma roda de conversa. É material simples: só um espaço onde a galera possa sentar em círculo e o “bastão da palavra”, que é um objeto qualquer pra quem tá falando segurar. Pode ser um lápis grande, um pedaço de madeira, qualquer coisa. Eu divido a turma em pequenos grupos se ela for muito grande, mas quando dá pra manter todo mundo junto é melhor. Essa atividade leva uma aula inteira, às vezes até mais se o papo estiver bom. A ideia é abrir espaço pra galera compartilhar suas próprias experiências religiosas ou a falta delas. Na última vez que fizemos isso, o Pedro contou sobre uma festa na igreja dele e como eles rezam juntos antes de qualquer refeição. Aí veio a Júlia comentando que na família dela eles fazem um ritual parecido antes das refeições, mas aí foi quando o Bruno levantou a mão — ele é ateu — e disse que na casa dele isso não rola porque eles não praticam religião nenhuma. O legal foi ver como eles foram se ouvindo sem julgar.

Outra atividade que faço bastante é uma pesquisa rápida sobre lideranças religiosas ao redor do mundo. Os materiais são simples também: acesso à internet ou livros da biblioteca da escola. Gosto de dividir os alunos em duplas ou trios pra facilitar a pesquisa e incentivar o trabalho em equipe. Peço para eles escolherem uma liderança religiosa — pode ser Dalai Lama, Papa Francisco, líderes locais — e trazerem informações sobre quem são essas pessoas, o que fazem, como influenciam sua comunidade e por aí vai. Eles têm uns 30 minutos pra essa pesquisa durante a aula e depois mais uns 20 minutos pra apresentarem o que encontraram pro restante da turma. É incrível ver como eles se empolgam! Tipo na última vez, quando a Ana Clara encontrou um vídeo do Papa Francisco falando sobre paz mundial, e ela ficou super emocionada contando pra galera.

A última atividade que faço é uma visita virtual ou presencial (quando possível) a diferentes espaços religiosos da cidade. Se for virtual, uso vídeos e fotos disponíveis na internet; se for presencial, geralmente organizo com antecedência pra ir com segurança. Isso demanda mais tempo — geralmente duas aulas inteiras ou uma manhã/tarde se for presencial. A turma fica sempre ansiosa com essa parte porque é algo fora do comum do dia a dia deles. Da última vez, conseguimos visitar um terreiro de candomblé aqui em Goiânia mesmo. Os alunos ficaram meio receosos no início porque muitos nunca tinham tido contato com esse tipo de manifestação religiosa antes. Mas aí o senhor João, líder do terreiro, foi super acolhedor e explicou tudo com tanta paciência! A Maria Luíza ficou surpresa quando ele mostrou como as oferendas são feitas e no final ela disse que nunca imaginou como as religiões podem ser tão ricas em cultura e história.

Então é isso aí! Trabalhar essa habilidade vai muito além do livro didático; é dar voz aos alunos, abrir espaço pras diferenças e mostrar que todo mundo tem algo a aprender com o outro. Espero que essas ideias possam ajudar outros professores por aí também! Até mais!

Então, gente, uma das melhores formas de perceber que os alunos realmente entenderam o que a gente tá ensinando é bem na hora do papo informal, quando você tá ali circulando pela sala e ouvi as conversas. Tipo, quando eles tão fazendo uma atividade em grupo ou discutindo um tema, aí você ouve um aluno explicar pro outro o que aprendeu. É aquele momento que você pensa "ah, esse aí entendeu mesmo". E é nesses momentos que a gente percebe que o ensino tá dando certo.

Teve um dia que eu tava passando pelas mesas e ouvi a Júlia falando pro Pedro sobre a importância de respeitar as práticas religiosas dos outros sem julgar. Ela disse algo tipo "a gente pode não concordar, mas tem que respeitar porque pra essa pessoa isso é importante". E olha, só isso já mostra uma compreensão bem legal do que a habilidade busca, né? Outro exemplo foi o Gustavo explicando pra turma como o respeito às diferenças pode evitar conflitos. Ele deu até exemplo de como no futebol, se a galera respeita as diferentes torcidas, evita briga. Simples mas direto.

Agora, quanto aos erros mais comuns, olha, às vezes os meninos têm dificuldade em entender que respeito e aceitação não significam necessariamente concordância. Tipo assim, o Marcos uma vez achou que respeitar outra religião era ter que aceitar tudo dela como verdade também. É confusão comum no começo. Aí eu expliquei que a gente pode respeitar e reconhecer o valor de outras religiões mesmo mantendo nossa visão pessoal.

Outra confusão é quando eles acham que porque aprenderam sobre uma religião específica, precisam saber tudo dela. Teve vez que a Luana ficou nervosa porque não lembrava os nomes de todas as figuras religiosas do hinduísmo. O importante é entender o conceito geral e o respeito envolvido, mais do que decorar detalhes.

E sobre pegar esses erros na hora, quando noto algum deslize como esse, procuro corrigir na conversa mesmo. Eu chego junto e explico de forma simples, usando exemplos práticos do dia a dia deles pra mostrar onde tá o erro. Isso ajuda muito porque eles conseguem ver na prática como aquilo pode ser aplicado.

Sobre o Matheus, que tem TDAH, e a Clara com TEA, sempre tento adaptar as atividades pra que eles consigam acompanhar numa boa. Com o Matheus, por exemplo, eu uso atividades mais curtas e dinâmicas pra manter o foco dele. Às vezes ele se dispersa fácil durante uma explicação mais longa, então eu divido a explicação em partes menores e deixo ele perguntar sempre que precisar. Cartões de perguntas rápidas durante a aula funcionam bem também.

Já a Clara tem uma rotina específica e gosta de previsibilidade. Então eu sempre tento avisar com antecedência sobre qualquer mudança na aula ou atividade diferente. E atividades visuais ajudam demais! Pra Clara, uso imagens ou vídeos curtos que expliquem conceitos complexos. Um mapa mental feito junto com ela funciona bem pra organizar ideias.

Lembro de uma atividade sobre religiões africanas onde usei um painel visual com símbolos e cores pra Clara associar melhor as informações. Funcionou super bem! Mas nem tudo dá certo sempre. Teve uma vez que tentei trabalhar um texto longo com ela sem dividir em partes menores e foi difícil manter a atenção dela.

Enfim, é sempre um desafio ajustar as coisas pra cada aluno, mas quando você vê aquele momento "ahá!" nos olhos deles, vale cada esforço! É isso aí pessoal, espero ter ajudado com essas histórias e dicas! Sigamos juntos nessa jornada de ensinar e aprender todo dia um pouquinho mais. Abraço pra todos!

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