Olha, essa habilidade EF04ER07 da BNCC é super interessante de trabalhar, porque ela ajuda os alunos a entender que o mundo é cheio de culturas e religiões diferentes e que a gente precisa respeitar todas elas. A ideia aqui é que os meninos reconheçam as diversas formas de divindade que existem por aí e saibam respeitar essas crenças, mesmo que não sejam as mesmas que as deles ou da família. Na prática, isso significa que, quando a gente fala sobre religiões, os alunos precisam demonstrar compreensão e respeito pelas diferentes manifestações religiosas que conhecemos.
Por exemplo, quando estamos conversando sobre religiões africanas, como o candomblé, quero que eles consigam ouvir sobre os orixás sem fazer piada ou desrespeitar. E aí tem que conectar um pouco com o que eles já sabem. No 3º Ano, muitos deles já ouviram falar de algumas dessas religiões de forma mais superficial. No 4º Ano, a gente aprofunda um pouco mais e foca em como essas crenças são importantes para as comunidades que as praticam. E sempre ligo com coisas do dia a dia deles, tipo quando falamos sobre o que cada um acredita ou celebra em casa.
Agora vou contar umas atividades que faço na sala pra ajudar nessa habilidade. A primeira é chamada "Mural das Crenças". Eu pego cartolina e divido em quadrados grandes. Cada quadrado vai ser uma "janela" pra uma religião diferente. Os alunos trazem pesquisas simples de casa sobre uma religião específica: pode ser cristianismo, islamismo, hinduísmo, candomblé, entre outras. A turma se divide em grupos e cada um fica responsável por preencher uma parte do mural com imagens, símbolos e frases curtas que representem suas pesquisas. Essa atividade geralmente leva umas duas aulas. O legal é ver como a galera curte participar. Quando fiz isso da última vez, o João trouxe umas imagens incríveis do budismo e ficou super empolgado explicando pros colegas. A Maria Clara ficou bem interessada no judaísmo e trouxe até um kipá de papel pra mostrar.
Outra atividade que gosto de fazer é a "Visita Virtual". A gente usa o laboratório de informática da escola pra visitar virtualmente templos religiosos ao redor do mundo. Uso sites que têm tours virtuais de mesquitas, sinagogas, igrejas e templos hindus. Isso leva uma aula inteira e eles adoram porque saem da rotina do papel e lápis. Deixo eles se organizarem em duplas pra explorar os sites juntos e depois cada dupla compartilha uma curiosidade com a turma. Lembro que na última vez a Ana e o Pedro ficaram fascinados com o Templo de Lótus na Índia por causa da arquitetura diferente e contaram pros colegas como era.
A última atividade é a "Roda de Conversa". É bem simples: a gente senta em círculo no chão da sala e eu levo alguns objetos religiosos pra mostrar (como uma cruz, um terço, um mini Buda) e começo perguntando se alguém já viu algo parecido ou sabe pra que serve. Aí abro espaço pra eles falarem sobre suas experiências pessoais. Isso geralmente leva uma aula também. É incrível como eles se soltam! Da última vez, o Felipe contou emocionado sobre quando participou de uma festa junina na igreja dele e como foi importante pra ele e sua família. A Larissa aproveitou pra falar sobre um batizado que ela tinha ido no final de semana anterior.
O mais bacana é ver como essas atividades ajudam a construir um ambiente de respeito na sala. Eles aprendem a ver as diferenças como algo positivo, algo pra se aprender e admirar. Claro que às vezes rola alguma brincadeira fora de hora, mas faz parte do processo de aprendizado e eu sempre tento trazer eles de volta pro foco com carinho.
E vou te dizer: ver os meninos começando a reconhecer e respeitar essas diferenças realmente dá aquele orgulho na profissão, sabe? Quando você vê eles discutindo as coisas com respeito uns pelos outros, sabendo ouvir o colega sem julgar, é quando percebe que tá fazendo diferença ali.
Bom, é isso aí! Espero que esse post tenha te dado umas ideias legais pra trabalhar essa habilidade na sua sala também. Se precisar trocar uma ideia ou tiver alguma dúvida sobre as atividades, tô por aqui!
Por exemplo, quando a gente tá numa roda de conversa e os meninos começam a falar sobre o que aprenderam das religiões diferentes, dá pra perceber quem realmente entendeu a mensagem da habilidade EF04ER07. Tipo, teve uma vez que a gente tava discutindo sobre o Diwali, o festival das luzes da Índia, e a Maria comentou que achava lindo como as pessoas se juntam pra celebrar com tanta alegria. Logo em seguida, o Pedro complementou dizendo que isso lembrava um pouco as festas juninas daqui, que também têm fogos e comida típica. Nesse momento, percebi que não só tinham aprendido sobre o Diwali, mas também estavam fazendo conexões culturais bem interessantes.
Outro sinal de aprendizado que vejo é quando estou circulando pela sala e ouço as conversas entre eles. Às vezes, um aluno começa a explicar pro outro sobre uma religião que estudamos, e é aí que você percebe que a mensagem foi absorvida. Uma vez, a Larissa tava contando pro Lucas sobre o Ramadã, explicando direitinho por que os muçulmanos jejuam. Ela disse: "É porque eles querem se conectar mais com Deus e lembrar dos pobres". Quando eu ouvi isso, pensei "ah, essa entendeu mesmo".
Agora, falando dos erros comuns, olha, um engano que aparece direto é a galera achar que todas as religiões são muito parecidas ou que uma prática específica vale pra todas. Tipo, o João uma vez perguntou se todas as religiões tinham algo como o Natal. Ele tava confundindo celebrações específicas com práticas universais. Isso acontece porque, no início, muitos alunos têm uma visão meio limitada do que significa ser religioso, baseado só no que conhecem de casa. Quando pego esse tipo de erro na hora, eu costumo trazer exemplos concretos de religiões diferentes pra mostrar que cada uma tem suas próprias tradições e datas importantes.
Outra vez, a Sofia achou que todos os cultos usavam música da mesma forma. Aí expliquei que algumas religiões têm silêncio como prática central em vez da música alta e conversamos sobre isso em sala pra ampliar o entendimento dela. Quando vejo esses equívocos rolando, procuro usar exemplos práticos e histórias porque acho que elas ajudam muito mais do que só corrigir falando.
Agora, com alunos como o Matheus e a Clara na turma, eu faço algumas adaptações nas atividades pra atender melhor às necessidades deles. O Matheus tem TDAH e precisa de mais estímulos visuais. Então, em vez de só explicar as coisas oralmente, eu uso cartazes coloridos e vídeos curtos pra chamar a atenção dele. Já testei só falar ou usar textos grandes, mas isso não funciona muito bem pra ele.
Pra Clara, que tem TEA (Transtorno do Espectro Autista), eu procuro dar instruções mais claras e diretas. Uma coisa que funciona é usar imagens e cartões com figuras representando diferentes práticas religiosas pra ela montar tipo um quebra-cabeças. Assim ela consegue entender melhor o que estamos discutindo sem se perder nas palavras. Outra coisa importante é organizar atividades onde ela possa trabalhar em duplas com alguém de confiança porque isso ajuda no engajamento dela.
O tempo também precisa ser pensado diferente pra esses dois alunos. O Matheus às vezes precisa de pequenas pausas durante uma atividade longa pra conseguir focar de novo depois e voltar com mais energia. Com a Clara eu faço questão de dar mais tempo para processar as informações antes de pedir alguma resposta ou participação.
Enfim, ensinar essa habilidade é um desafio e um aprendizado constante não só pros alunos mas pra mim também. Adaptar as atividades conforme a necessidade deles exige criatividade e paciência, mas quando você vê aquele momento "ahá" nos olhos deles vale todo esforço.
E é isso aí pessoal! Essas são algumas das minhas experiências com a habilidade EF04ER07 aqui na escola em Goiânia. Se alguém tiver dicas ou experiências parecidas pra compartilhar também vou adorar ouvir! Até mais!