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EF04ER06Ensino Religioso · Ano · Ensino Fundamental - Anos Iniciais

Identificar nomes, significados e representações de divindades nos contextos familiar e comunitário.

Crenças religiosas e filosofias de vidaIdeia(s) de divindade(s)
CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, trabalhar a habilidade EF04ER06 da BNCC no 4º Ano é um negócio que requer sensibilidade e atenção, porque a gente tá falando de crenças religiosas e filosofias de vida. A ideia aqui é que os meninos e meninas consigam identificar os nomes, significados e representações de divindades nos contextos familiar e comunitário. Tipo assim, na prática, é fazer com que eles percebam o que são essas divindades que eles ouvem falar em casa ou nos lugares que frequentam. Não é só saber que existe um tal de Zeus ou Oxalá por aí, mas entender o que essas figuras representam pras pessoas ao redor deles.

Essa habilidade se conecta com o que a galera já trouxe do 3º Ano. Nessa fase, eles já começaram a ter um contato inicial com as ideias de divindades, muitas vezes através das histórias que ouviram em casa ou até mesmo nas festas de bairro, onde religiões diferentes estão presentes. Agora, no 4º Ano, a gente aprofunda isso. Os alunos precisam ser capazes de não só reconhecer nomes dessas divindades mas também entender o papel delas na comunidade. Por exemplo, é ver que uma imagem de Nossa Senhora na casa da avó deles tem um significado especial pra aquela família.

Bom, agora vou contar três atividades que faço com a turma para trabalhar essa habilidade. A primeira delas é uma roda de conversa. Essa atividade é bem simples e requer só algumas cadeiras dispostas em círculo na sala. A ideia é criar um ambiente acolhedor onde cada aluno possa compartilhar sobre as divindades que conhece. Eu peço pra eles trazerem algum objeto ou imagem relacionada à divindade ou crença da família (combinado com os pais antes, claro). Essa roda geralmente dura umas duas aulas de 50 minutos. Na última vez que fizemos isso, o João trouxe uma imagem do Santo Expedito e contou como a mãe dele faz novena toda semana pedindo proteção pro pai que trabalha viajando. Aí a Mariana contou sobre um orixá que a avó dela sempre menciona nas histórias. As crianças ficam bem empolgadas porque eles amam contar histórias do cotidiano deles.

A segunda atividade é um mural colaborativo. Aqui eu peço pra turma pesquisar em casa imagens de diferentes divindades e trazer pra escola (tudo dentro do que for possível pro contexto familiar deles). Eu levo papel pardo e pincéis coloridos pra eles montarem esse mural juntos. Divido a turma em pequenos grupos e cada um fica responsável por criar uma parte do mural representando as divindades pesquisadas. Essa atividade costuma levar umas três aulas de 50 minutos porque tem pesquisa, discussão em grupo e montagem do mural em si. No final, penduramos o mural num dos corredores da escola pra todo mundo ver. Uma vez a turma da Clarinha fez um trabalho incrível com imagens da cultura indígena e ela ficou toda orgulhosa mostrando pras outras turmas.

E a terceira atividade é uma visita comunitária. Levamos os alunos para conhecer algum espaço religioso ou cultural próximo da escola. Pode ser uma igreja, templo, terreiro, qualquer lugar que represente uma divindade ou filosofia significativa pra comunidade local. Procuro organizar essa visita pra durar uma manhã inteira, incluindo deslocamento e tempo de exploração do lugar. A última vez fomos a um centro espírita na região e foi muito legal porque o pessoal lá explicou super bem sobre os guias espirituais e as crianças ficaram curiosas perguntando tudo. O Pedro ficou fascinado quando soube do trabalho social que eles fazem por lá e até comentou em casa (a mãe dele me contou depois) sobre como gostaria de ajudar.

Nessas atividades eu sempre percebo que os alunos reagem com bastante curiosidade e respeito pelo novo. Eles têm uma capacidade incrível de absorver o diferente e tentar entender sem julgar logo de cara, o que é essencial quando falamos de ensino religioso. Além disso, a troca de experiências entre eles enriquece muito o aprendizado coletivo.

Enfim, espero ter conseguido passar um pouco de como eu trabalho essa habilidade na minha turma do 4º Ano. Cada atividade é uma oportunidade pros alunos descobrirem mais sobre si mesmos e sobre os outros à sua volta, sempre respeitando a diversidade e aprendendo a conviver com ela desde cedo. É isso aí! Se alguém tiver mais ideias ou quiser compartilhar experiências, tô aqui pra ouvir!

Bom, continuando sobre a habilidade EF04ER06, uma coisa que eu gosto de observar é como os meninos começam a conversar sobre as divindades de uma forma mais natural. Tipo, quando tô circulando pela sala e eles tão fazendo alguma atividade em grupo, é comum ouvir um comentar sobre o que aprendeu com o avô, ou sobre uma festa religiosa que participou com a família. Lembro uma vez que a Ana Clara tava explicando pro Pedro que na casa dela eles deixam oferendas pra Iemanjá e isso não tem nada de “mágico”, como ele pensava, mas é um jeito de agradecer e pedir proteção. Quando vejo que eles tão conseguindo explicar pra um colega o que aprenderam, sem aquelas repetições meio robóticas do que leio no livro, é aí que percebo que a coisa tá fluindo.

Outra situação foi quando o Lucas, que é meio quieto, me chamou pra dizer que ele percebeu que as histórias do pai dele sobre Xangô eram parecidas com aquelas de heróis que ele lê nos gibis. Dá pra ver que ele entendeu essa conexão, sabe? Não precisa de prova pra saber que ele tá começando a enxergar a importância das histórias nas várias culturas.

Agora, falando dos erros comuns, vejo bastante confusão quando eles tentam misturar tudo. Tipo assim, teve uma vez que a Mariana falou que Odin, lá da mitologia nórdica, era um orixá africano. Aí eu percebi que ela tava misturando as bolas. Isso acontece porque na cabeça deles há muitas informações novas e parecidas. Pra resolver isso, tento sempre voltar e fazer associações com coisas que eles já conhecem bem, tipo comparar com personagens de histórias em quadrinhos ou filmes. Digo pra Mariana imaginar que cada "universo" tem seus personagens e suas regras.

Outro erro clássico é quando a galera acha que todas as práticas religiosas têm o mesmo significado. Uma vez o Felipe falou que todos os deuses das diferentes religiões são a mesma pessoa com nomes diferentes. Isso aí já é fruto daquela ideia de simplificação – eles querem encontrar uma solução fácil pra algo complexo. Nessas horas puxo um papo sobre como cada cultura tem suas próprias explicações e simbologias. Aí uso exemplos do cotidiano deles, como os diferentes times de futebol e suas torcidas – cada um com seu hino e história.

Sobre o Matheus, que tem TDAH, procuro sempre adaptar as atividades pra ele se manter engajado. Ele se distrai fácil, então divido as tarefas em partes menores e dou tempos curtos pros desafios. Em vez de pedir pra fazer um textão sobre o tema, sugiro desenhos ou colagens sobre as divindades. Alguns jogos também ajudam muito – tipo card games onde eles têm que associar as figuras dos deuses aos seus atributos. Já tentei usar textos muito longos com ele, mas não deu certo. Ele fica impaciente e meio perdido.

Com a Clara, com TEA (Transtorno do Espectro Autista), procuro oferecer um ambiente mais previsível e tranquilo. Faço uso de figuras visuais e rotinas bem estabelecidas nas atividades. Ela gosta muito dos livros ilustrados e quebra-cabeças religiosos com imagens das divindades – isso ajuda ela a se conectar melhor com o conteúdo sem ficar ansiosa. Uma vez tentamos uma atividade em grupo grande e percebi que ela ficou desconfortável pelo excesso de estímulos. Desde então, organizo encontros em grupos menores pra ela interagir melhor.

Bom, gente, acho que é isso! Dá trabalho esse tal de Ensino Religioso no 4º ano, mas também é muito recompensador ver esses pequenos se abrindo pras diferenças culturais ao redor deles. Espero ter contribuído aí com algumas ideias pro pessoal daqui do fórum também aplicar! Qualquer coisa tô por aqui pra trocar mais umas figurinhas. Abraço!

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