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EF03ER02Ensino Religioso · Ano · Ensino Fundamental - Anos Iniciais

Caracterizar os espaços e territórios religiosos como locais de realização das práticas celebrativas.

Identidades e alteridadesEspaços e territórios religiosos
CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, quando a gente fala da habilidade EF03ER02 da BNCC, eu entendo que o professor precisa ajudar os meninos a reconhecerem e respeitarem os diferentes espaços religiosos, sabe? Não é só saber o nome de uma igreja ou de um templo, mas entender que esses lugares têm significados importantes pras pessoas que frequentam. A ideia é que eles percebam que esses espaços são usados pra práticas celebrativas, como missas, cultos, cerimônias, e que cada religião tem seu jeito de se expressar. A conexão com o que eles já sabem vem do básico: muitos deles já viram igrejas ou templos em filmes, nas próprias vivências com suas famílias. Mas agora é aprofundar, fazer eles perceberem a diversidade religiosa de forma mais concreta e respeitosa.

Agora, vou contar como eu trabalho isso em sala com três atividades que têm funcionado bem. Primeiro, tem uma atividade que gosto de chamar de ‘Mapa dos Tempos’. Eu peço pra galera trazer recortes de revistas ou imprimir imagens de diferentes espaços religiosos: igrejas, mesquitas, sinagogas, terreiros... Coisa simples que eles podem achar na internet ou em revistas velhas em casa. Aí a gente monta um painel na sala de aula com todos esses recortes organizados como um "mapa" mesmo, tipo um mural. A turma toda participa e leva mais ou menos umas duas aulas pra concluir. A reação deles é sempre empolgada, porque é aquela coisa de trabalhar em grupo e ver o painel se formando na parede. Teve uma vez que o João trouxe uma foto de um templo budista e a Lívia ficou super curiosa porque nunca tinha visto nada parecido. Isso gerou uma discussão legal sobre quantas religiões a gente talvez desconheça por não serem tão comuns aqui.

A segunda atividade foi uma visita virtual a um templo. Pra isso, uso vídeos do YouTube, daqueles passeios virtuais por espaços religiosos ao redor do mundo. Escolho um vídeo sobre uma mesquita ou um templo hindu, por exemplo, e assistimos juntos na turma. O legal é que eles podem ver detalhes da arquitetura, como as pessoas se comportam nesses espaços, e até escutar as músicas ou orações típicas. Dá pra fazer isso numa aula só. E olha, eles ficam impressionados! Da última vez que fizemos isso, o Rafael comentou como ele achava interessante as diferenças na arquitetura e quis saber mais sobre o significado de algumas coisas que viu no vídeo. Isso é bacana porque desperta a curiosidade deles e o senso de respeito pela diversidade.

A terceira atividade é mais prática, tipo um ‘Dia das Religiões’. Divido a turma em grupos e cada grupo escolhe uma religião pra pesquisar e depois apresentar pro restante da classe. Eles podem trazer objetos simbólicos (ou fotos) e falar sobre como são as celebrações naquela religião específica. A preparação leva umas duas ou três aulas porque envolve pesquisa e ensaio das apresentações. Depois a gente tira uma aula inteira pras apresentações em si. Os meninos sempre se animam com essa atividade porque gostam de "ensinar" pros colegas o que aprenderam. Na última vez que fizemos isso, as meninas do grupo da religião judaica trouxeram réplicas de menorás (candelabros) feitas em casa com papel alumínio e explicaram sobre o Hanukkah. Foi muito legal ver como elas se empenharam pra entender e ensinar aquilo pros outros.

Em todas essas atividades, o mais bonito é ver como eles vão se abrindo pro novo sem preconceito, sabe? Claro que sempre rola uma dúvida ou outra mais "difícil", mas é aí que tá o papel do professor: mediar as conversas e ajudar na compreensão sem julgamentos. Acho que esse tipo de ensino vai além da sala de aula porque impacta diretamente na formação cidadã deles.

Bom, espero que essas dicas ajudem outros professores por aí – compartilhar essas experiências faz parte do nosso crescimento coletivo né? Se alguém tiver outra ideia ou quiser bater um papo sobre isso, tô por aqui! Até a próxima!

ias cidades, então o ponto de partida é familiar.

Agora, como é que eu percebo que os meninos realmente entenderam essa habilidade, sem precisar de uma prova formal? Bom, é no dia a dia mesmo. Tipo assim, quando eu tô circulando pela sala durante uma atividade em grupo, dá pra ouvir as conversas entre eles. Outro dia, a Letícia tava explicando pro João que o templo budista que ela viu na TV não é só um prédio bonito, mas um lugar onde as pessoas vão pra meditar e buscar paz interior. Na hora pensei: "Essa aí entendeu!". É esse tipo de percepção, sabe? Quando eles começam a usar palavras e ideias que discutimos nas aulas em conversas informais, aí eu sei que pegou.

E tem outra coisa: os sinais mais claros vêm quando eles ensinam uns aos outros. Lembro de uma vez, o Pedro tava meio confuso sobre a diferença entre uma igreja católica e uma evangélica. Aí o Lucas, do nada, começou a explicar pra ele sobre as imagens de santos e como isso é uma característica do catolicismo. Fiquei ali do lado só ouvindo e pensando: "Olha só, tá vendo?".

Agora, falando dos erros mais comuns... Ah, tem alguns clássicos que sempre aparecem. O Gustavo, por exemplo, vive confundindo os rituais. Ele acha que tudo tem missa envolvida. Teve uma vez que ele jurava que no templo hindu também tinha missa. Eu não culpo ele, porque é fácil misturar as coisas quando a gente só vê superficialmente. Quando pego esses erros na hora, tento corrigir de um jeito leve. Digo algo como: "Gustavo, essa ideia da missa tá mais ligada ao catolicismo. No hinduísmo o nome é outro e o jeito de celebrar muda bastante".

E aí tem a Priscila que sempre faz confusão com os nomes dos lugares de culto. Ela já chamou sinagoga de mesquita umas três vezes! Isso acontece porque muitos dos meninos não têm contato direto com essas religiões no dia a dia. Então, pra ajudar, eu sempre tento trazer imagens e vídeos curtos que mostram esses lugares e como são usados.

Agora sobre o Matheus, que tem TDAH, e a Clara, que tem TEA... Bom, esses dois são uns desafios maravilhosos! Com o Matheus, percebi que se eu não tiver algo concreto pra ele mexer ou olhar enquanto explico, ele simplesmente desconecta. Então comecei a usar mais objetos físicos relacionados aos temas. Mostro um rosário quando falamos de catolicismo ou um tapete de oração ao discutir o islamismo. E olha só: funcionou! Ele fica mais focado quando tem algo pra explorar com as mãos.

Com a Clara é diferente. Ela às vezes tem dificuldade em entender expressões faciais e metáforas. Por isso, sempre tento ser o mais claro possível nas explicações e uso muitos cartões visuais com fotos reais dos espaços religiosos e das práticas celebrativas. Um dia usei uma dramatização com fantoches pra explicar um ritual específico e ela adorou! Ficou super atenta e fez perguntas no final.

Uma coisa que não deu tão certo foi tentar agrupar o Matheus e a Clara no mesmo grupo pra atividades em dupla. Eles têm ritmos tão diferentes que acabei percebendo que era melhor deixá-los em grupos separados onde cada um pudesse se desenvolver no seu tempo.

E assim vamos indo... Sempre aprendendo junto com os meninos. Porque no fundo é isso que importa, né? A gente ensina mas também aprende um bocado com eles.

Bom pessoal, acho que por hoje é isso aí. Espero ter ajudado vocês com essas minhas experiências na sala de aula! Vamos continuar trocando ideia por aqui e quem tiver dicas também manda ver! Até a próxima!

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