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EF01ER06Ensino Religioso · Ano · Ensino Fundamental - Anos Iniciais

Identificar as diferentes formas pelas quais as pessoas manifestam sentimentos, ideias, memórias, gostos e crenças em diferentes espaços.

Manifestações religiosasSentimentos, lembranças, memórias e saberes
CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, essa habilidade EF01ER06 parece meio complicada quando você lê assim pela primeira vez, mas na prática é bem interessante. A ideia principal é ajudar os meninos a perceberem que as pessoas expressam o que sentem e pensam de jeitos diferentes, dependendo do lugar onde estão e das experiências que já tiveram. Não é só sobre religião, não. É sobre entender que sentimentos, lembranças, ideias e crenças podem ser manifestadas de várias formas, tipo através de uma música, ou de uma pintura, ou até numa conversa. Os alunos precisam conseguir identificar essas manifestações e associá-las a sentimentos e crenças. É como se a gente estivesse ensinando eles a serem mais sensíveis e atentos ao que acontece ao redor.

Por exemplo, os meninos do 1º Ano já vêm com uma noção básica do que são sentimentos e como eles podem ser expressos. A gente trabalha isso bastante no infantil, com histórias e músicas. Aqui no 1º Ano, a gente aprofunda um pouco mais. Queremos que eles reconheçam essas expressões em contextos diferentes, tipo numa festa ou numa cerimônia religiosa. Eles precisam entender que uma música ou uma dança pode contar uma história ou expressar um sentimento profundo.

Agora, sobre as atividades que eu faço com a turma, tem três que eu curto muito e que sempre rendem boas conversas e aprendizados.

A primeira atividade é bem simples: uso imagens de diferentes celebrações e manifestações culturais. Pego aquelas revistas velhas que todo professor tem e recorto fotos de casamentos, aniversários, festas juninas, festas religiosas como o Natal ou o Dia de Iemanjá. Aí faço um varalzinho na sala com barbante e prendedores de roupa. Chamo a galera pra sentar em roda e vamos conversando sobre cada imagem pendurada. Essa atividade leva uns 40 minutos. Os meninos adoram ficar em roda porque fica mais descontraído. O Joãozinho, por exemplo, da última vez ficou super empolgado pra contar sobre a festa de aniversário dele quando viu a imagem de um bolo com velas. Ele disse que o bolo foi em formato de foguete porque ele ama espaço. A ideia é eles identificarem os sentimentos envolvidos em cada celebração nas imagens que veem.

Outra atividade que faço é a roda de música. Trago meu violão pra sala (que aliás já tá velhinho, mas ainda funciona bem) e toco algumas músicas conhecidas que têm significados ou histórias por trás. Normalmente escolho músicas simples como "Alecrim Dourado" ou "Samba Lelê". Aí pergunto pra eles o que acham que a música tá querendo dizer. Às vezes faço também uma comparação com músicas de outras culturas pra ver se percebem diferenças ou semelhanças nos sentimentos expressos. Essa leva uns 30 minutos. A Mariazinha adora essa atividade; ela sempre canta alto e claro toda orgulhosa das letras que sabe de cor. Quando toquei "Samba Lelê" da última vez, o Bruno levantou a mão e disse que parecia uma música feliz porque dava vontade dele sair dançando. Foi ótimo ver ele conseguir relacionar ritmo com sentimento.

A terceira atividade é contar histórias pessoais ou familiares. Peço pros meninos trazerem objetos de casa que tenham alguma história especial pra eles — pode ser uma foto antiga, um brinquedo preferido ou até uma roupa especial. Cada um conta pro grupo por que aquele objeto é importante e o que sente em relação a ele. Geralmente isso leva um tempinho bom porque os meninos gostam de falar bastante sobre suas coisas - uns 50 minutos pelo menos. Da última vez, a Sofia trouxe um lenço vermelho dizendo que era da avó dela, usado em dias especiais na família deles. Ela contou emocionada sobre como era importante pra ela e pra família inteira manter essa tradição.

No fim das contas, essas atividades ajudam muito os meninos a perceberem as diversas formas de expressão ao nosso redor e como essas manifestações estão ligadas à nossa cultura pessoal e coletiva. É um trabalho bacana ver eles expandindo o olhar para além do próprio umbigo, começando a entender melhor as diferenças entre pessoas e suas histórias. E vamos levando desse jeito mesmo: devagarzinho, mas sempre atentos às reações deles!

O legal dessas atividades é que dá pra sentir na hora quando algo bate forte neles; é como se uma luzinha acendesse quando sacam uma ideia nova ou se identificam com algo pessoalmente. Assim seguimos em frente: explorando sentimentos, memórias e tradições com simplicidade e muita troca!

Aí, continuando sobre a habilidade EF01ER06, uma coisa que eu sempre faço pra ver se os meninos realmente entenderam o conteúdo é observar como eles interagem entre si e com o material que a gente está trabalhando. Sabe aquele momento em que você tá circulando pela sala e escuta uma conversa? É ali que mora o ouro. Outro dia, por exemplo, a Sofia estava comentando com o Lucas sobre como a música que eles ouviram na aula lembrava ela de quando a família toda viajava pra casa da avó no interior. Ela fez essa conexão sozinha, sem eu precisar falar nada. Outro exemplo foi quando o João, bem espontâneo, virou pro colega do lado e começou a explicar que aquela pintura que eles estavam vendo era como um "diário" do artista, que ele tava contando uma história dele ali.

E quando um aluno explica algo pro outro é tipo o auge! Eu percebi isso com a Beatriz e o Gabriel. A Beatriz sempre tem um olhar mais atento pro que as imagens querem dizer e o Gabriel estava com dificuldade de entender uma sequência de imagens que a gente usou em aula. Aí, ela mandou bem, explicando pra ele que aquelas cores mais escuras na pintura estavam querendo mostrar que o pintor estava triste naquele dia. Aí você vê: o ensino tá rolando ali, aluno pra aluno, é lindo de ver.

Agora, sobre os erros mais comuns... tem uns padrões que eu já tô esperto. Um deles é os alunos acharem que toda manifestação artística tem um significado fechado, único. Tipo assim, o Pedro sempre falava "Ah, essa música quer dizer isso e pronto." Mas a gente sabe que não é bem assim. O erro acontece porque eles estão acostumados com respostas certas e erradas na maioria das matérias. Então, eu trabalho bastante com perguntas abertas e dou exemplos deles mesmos. Pergunto coisas tipo "E se essa música fosse uma lembrança sua de um dia feliz?" ou "Como você se sentiria pintando isso?". Isso ajuda a quebrar essa ideia de resposta única.

E tem também aqueles momentos em que eles misturam os sentimentos pessoais com as ideias do artista de forma meio confusa. A Ana, por exemplo, uma vez disse que uma escultura estava "brava" só porque ela não gostou dela. Daí eu expliquei que às vezes a gente não gosta de algo porque não entende ou porque nos lembra de algo desconfortável.

Agora, falando do Matheus e da Clara... cada um com suas especificidades. O Matheus tem TDAH e precisa de mais movimento durante as atividades. O que eu faço é incluir dinâmicas onde ele possa se levantar, escolher materiais diferentes e até mexer no ambiente de aprendizagem. Já percebi que usar atividades práticas funciona super bem pra ele. Teve uma atividade de colagem que ele arrasou! Conseguiu ficar focado e ainda ajudou outros colegas.

A Clara, por outro lado, tem TEA e precisa de mais previsibilidade e organização nas tarefas. Com ela, eu uso tabelas visuais e sequências bem organizadas das atividades do dia. Uma vez testei uma atividade em grupo sem preparar ela antes sobre os papéis de cada um e não deu muito certo. Mas agora, eu sempre dou um preview do que vai acontecer em seguida na aula. E quando se trata de expressar sentimentos ou ideias mais abstratas através da arte ou linguagem simbólica, eu vejo que as atividades mais estruturadas ajudam muito pra ela entender melhor.

Bom, acho que é isso por agora pessoal! Adoro compartilhar essas experiências porque sei que cada turma é única, mas temos muitos desafios parecidos no dia a dia e trocar essas ideias sempre ajuda todo mundo. Lembrando sempre: paciência e criatividade são chave! Bora continuar aprendendo juntos. Até a próxima!

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