Olha, trabalhar a habilidade EF01ER02 do Ensino Religioso pode parecer simples, mas tem um impacto bem bacana na vida dos pequenos. Basicamente, essa habilidade fala sobre a importância dos nomes, né? É a gente reconhecer que o nome de cada um é único e que serve pra nos identificar e diferenciar dos outros. Parece óbvio, mas pro pessoal do 1º ano, isso é um descobrimento incrível. Quando a gente começa a trabalhar essa habilidade, tá ajudando os meninos a perceberem que o nome deles tem um significado especial e que cada um é diferente do outro. Isso é importante não só pra autoestima deles, mas também pra convivência em grupo. Eles começam a perceber o valor da diversidade dentro da sala de aula.
Então, na prática, eles precisam conseguir identificar o próprio nome e os nomes dos colegas, entender que isso faz parte de quem eles são. Além disso, eles devem conseguir respeitar as diferenças entre esses nomes e assim respeitar as diferenças entre as pessoas. Na série anterior, no Jardim de Infância ou na Pré-Escola, eles já começam a ter contato com essa ideia de identidade, mas é no 1º Ano que a coisa ganha corpo mesmo. Aí é que eles começam a compreender mais profundamente.
Bom, vou contar pra vocês três atividades que faço com a meninada pra trabalhar essa habilidade.
A primeira atividade que faço é o “Cartão de Identidade”. Olha só, eu peço pra cada aluno trazer de casa uma foto 3x4 (ou eu tiro uma foto deles na escola mesmo) e aí a gente usa papel cartão colorido pra fazer um tipo de RG. Cada criança escreve o próprio nome no papel e colamos a foto ali. Claro que eu ajudo nessa parte da escrita, porque alguns ainda estão pegando o jeito de formar as letras direitinho. Depois conversamos sobre o que significa ter uma identidade e como o nome faz parte disso. Essa atividade leva umas duas aulas de 50 minutos cada. Os alunos adoram ver as fotos uns dos outros e ficam super empolgados em compartilhar “quem são”. Na última vez que fizemos isso, o João ficou todo contente mostrando como "João" é um nome super popular e quis saber quantos outros Joãos existiam na escola.
A segunda atividade é a “Roda dos Nomes”, uma dinâmica mais simples onde sentamos em círculo e cada um fala seu nome e alguma coisa que gosta ou que acha legal sobre ele mesmo. Eu começo dizendo "Meu nome é Carlos e eu adoro jogar futebol". Aí passa pro próximo: "Meu nome é Maria e eu gosto de pintar". Isso ajuda não só no reconhecimento dos nomes mas também na construção da identidade pessoal através das coisas que eles gostam. Esse é rapidinho, uns 20 minutinhos já dá pra fazer. As crianças sempre se divertem muito com isso e normalmente trazem informações inusitadas: o Pedro da última vez contou que gosta de comer brócolis, surpreendendo todo mundo!
Por fim, tem uma atividade chamada “Nome Mágico”, onde cada criança recebe uma folha de papel com seu nome escrito de forma diferente (tipo com letras maiores, em zig-zag). A missão é decorá-lo com desenhos ou adesivos que tenham a ver com a própria personalidade ou coisas de que gostam. Eu trago canetinhas coloridas, adesivos e glitter – sim, acaba ficando tudo brilhando! – e deixo eles usarem a criatividade. Essa leva uma aula inteira pelo menos porque eles realmente mergulham na criação. Da última vez que fizemos isso, a Ana colocou tantos adesivos de estrela no nome dela que virou quase um céu! E ela explicou que queria ser astronauta quando crescesse.
Essas atividades são incríveis porque ajudam os alunos a se entenderem melhor enquanto indivíduos únicos num grupo diverso. No final das contas, eles não aprendem só sobre os próprios nomes mas também sobre respeito e aceitação das diferenças alheias. E olha só, isso tudo é construído de forma super lúdica – as crianças nem percebem que estão desenvolvendo uma habilidade tão importante.
Então é isso! Espero que vocês possam aproveitar algumas dessas ideias nas suas salas também. Qualquer coisa tô por aqui pra trocar mais figurinhas!
E aí, galera, continuando sobre a habilidade EF01ER02... como é que eu noto que os meninos tão mesmo entendendo, sem ter que aplicar prova? Uma coisa que sempre observo é quando estou circulando pela sala. Sabe quando você tá ali só olhando de longe e vê o Pedro sussurrando pro João que o nome dele é tipo o de um super-herói porque o nome do pai também é Pedro? É legal ver esse orgulho e essa conexão sendo feita. Quando eles começam a se referir a si mesmos de um jeito mais confiante, dá pra perceber que a sementinha foi plantada.
Outro momento é nas conversas entre eles. Teve uma vez que a Júlia tava explicando pra Maria que o nome dela tem uma origem, que a avó era Júlia também, e por isso ela se sente especial. Isso é sinal de que o conceito tá sendo absorvido. E quando eles explicam uns pros outros, cara, é muito bom! A Isadora tentou contar pro Luizinho por que o nome dele era importante, dizendo: "É porque sua mãe escolheu com carinho!". Aí você saca que eles realmente pegaram a ideia.
Agora, falar dos erros mais comuns... Ah, tem bastante! O Felipe, por exemplo, confundia tudo. Ele achava que o nome era só mais uma palavra qualquer e não entendia bem essa coisa de identidade. E isso é normal porque os meninos ainda estão em processo de entender o mundo ao redor deles e como eles se encaixam nele.
Também tem vezes que eles pensam que nomes parecidos são iguais. A Sofia achou que Sofia e Sofie eram a mesma coisa. Isso rola porque eles ainda não têm clareza sobre as diferenças culturais e linguísticas. Quando pego esses erros, tento sempre dar um exemplo concreto na hora. Não adianta só falar "tá errado". Eu falo algo tipo: "Imagina se todo mundo fosse chamado de ‘Oi’! Não ia dar pra saber quem tá chamando quem!". Assim, eles começam a entender melhor.
E sobre o Matheus, que tem TDAH, e a Clara, com TEA... Com o Matheus, é questão de organizar as atividades de forma mais dinâmica. Eu sei que ele perde o foco fácil, então procuro incluir jogos rápidos ou atividades em duplas pra ele manter a atenção. Uma vez fizemos um jogo de corrida dos nomes: cada aluno tinha que achar seu nome num baralho gigante jogado no chão da sala. Foi diversão pura e ele adorou!
Já com a Clara, é importante ter um ambiente mais estruturado e previsível. Tentei uma vez mudar completamente o arranjo da sala e ela ficou super desconfortável. Aprendi que preciso avisar antes as mudanças ou manter uma rotina fixa. Material visual funciona muito bem com ela. Se estamos falando de nomes, uso cartões coloridos com os nomes das crianças ou fotos associadas aos nomes. Isso ajuda ela a processar melhor a informação.
O tempo também preciso ajustar pra eles. O Matheus às vezes precisa de menos tempo pra fazer as coisas porque se dispersa se demorar muito, então dou tarefas em partes menores. Já a Clara pode precisar de mais tempo pra completar uma atividade porque gosta de fazer tudo direitinho no detalhe.
Essas adaptações fazem toda diferença na hora deles entenderem e participarem das aulas como o resto da turma. É um equilíbrio constante e às vezes erro a medida, mas vou ajustando conforme conheço melhor cada um deles.
Bom, acho que já falei bastante por hoje! Dá até pra escrever um livro com tantas histórias desses anos todos... Enfim, fico por aqui! Espero ter ajudado com essas dicas e histórias dos meninos. Quem sabe nos vemos no próximo tópico do fórum? Abraço!