Olha, trabalhar a habilidade EF89EF09 da BNCC com a turma do 9º ano é um desafio, mas também é muito interessante. Na prática, essa habilidade é sobre ajudar os alunos a entenderem os riscos da prática excessiva de exercícios físicos e do uso de medicamentos pra aumentar o rendimento ou mudar o corpo. Basicamente, quero que os meninos consigam perceber que nem tudo o que se vê por aí é saudável ou seguro. E que essas transformações milagrosas que prometem por aí muitas vezes têm um custo alto pro corpo e pra saúde.
Pra eles conseguirem assimilar isso, eles precisam saber diferenciar o que é um treino saudável do que é exagero. Saber que o corpo precisa de descanso, alimentação adequada e que não se deve ficar tomando suplemento ou remédio sem orientação médica. E essa habilidade se conecta com o que eles já aprenderam nas séries anteriores sobre a importância do exercício físico e da alimentação balanceada. Já falamos sobre benefícios e cuidados em outras aulas, então agora é mais sobre aprofundar na conscientização crítica mesmo.
Bom, vou contar um pouco das atividades que eu faço com eles para consolidar essa habilidade. A primeira atividade é uma roda de conversa. Eu chamo de "Bate-papo Fitness". Aqui, o material é simples: só precisamos de alguns artigos e reportagens sobre o tema, que geralmente peço pra eles trazerem ou mostro algum vídeo curto no meu celular mesmo. A turma fica em círculo na quadra ou na sala mesmo, depende do dia. Essa atividade costuma levar uns 30 a 40 minutos.
O legal é ver como os alunos se engajam nessa conversa. Lembro que na última vez, a Mariana trouxe uma reportagem sobre uma influencer de fitness que teve problemas de saúde por causa do excesso de treino e uso de anabolizantes. Isso gerou uma discussão muito boa. O Lucas comentou que já viu amigos dele tomando suplemento sem saber direito o que estava fazendo e ficou preocupado. Esse tipo de troca é rica porque eles começam a perceber na prática como essas questões são próximas da realidade deles.
A segunda atividade é prática, chamada "Desafio do Equilíbrio". A gente usa cones e cordas pra criar um circuito na quadra da escola. Divido a turma em grupos pequenos, tipo 4 ou 5 alunos em cada um, pra dar tempo pra todo mundo participar e também colaborar. Essa atividade leva uns 50 minutos no total, considerando explicação, montagem do circuito e a execução.
A ideia aqui é demonstrar como o excesso pode ser prejudicial. Depois de fazerem o circuito num ritmo moderado, peço pra repetirem aumentando a intensidade e depois fazemos uma reflexão sobre como se sentiram em cada momento. Na última vez que fizemos, o João exagerou na segunda volta e acabou ficando exausto demais. Ele mesmo comentou depois que sentiu na pele como às vezes forçar demais não faz bem.
E por último, tem a atividade "Diário do Corpo". Essa leva mais tempo porque eu dou uma semana pra eles completarem. Peço pros alunos manterem um diário das atividades físicas que fazem durante alguns dias, anotando também como se sentiram após cada exercício e se consumiram algum suplemento ou medicamento nesse período. O material aqui é um simples caderno ou até uma folha solta.
Quando voltamos a nos reunir, eu pergunto o que eles observaram sobre os próprios corpos e rotinas. Na última vez que fizemos isso, a Carla percebeu que em dias em que fez exercícios leves se sentiu melhor do que quando tentou acompanhar o ritmo pesado da academia com a irmã mais velha. Essa reflexão individual seguida de partilha em grupo ajuda muito na conscientização.
Aí você pode achar: "Ah, mas só isso?". Olha, não é só isso! Cada atividade dessas abre espaço pra muitas discussões profundas e reflexivas entre a galera. E essa é a parte mais importante: fazer com que eles mesmos sejam críticos ao consumir informações sobre condicionamento físico e saúde corporal.
O mais bacana é ver como eles começam a levar isso além da aula. O Gustavo me contou esses dias que começou a falar com os pais sobre procurar um nutricionista antes de sair tomando qualquer tipo de suplemento. Isso mostra como essas experiências em sala criam impactos reais na vida dos alunos.
Bom, pessoal, acho que por aqui deu pra ter uma ideia de como eu trabalho essa habilidade com os meninos do 9º ano. É sempre um desafio adaptar as ideias à realidade da sala e da escola, mas quando vemos o crescimento e a conscientização deles vale muito a pena! Até a próxima!
Aí, pessoal, continuando a nossa conversa sobre a habilidade EF89EF09, olha, pra perceber que os meninos realmente entenderam o recado, eu vou muito pelo jeito que eles se comportam nas atividades e nas conversas do dia a dia. Tipo assim, quando estou circulando pela sala durante as atividades práticas ou teóricas, dá pra sacar quem captou a essência do que a gente discutiu. Por exemplo, teve um dia que eu tava ouvindo o grupo do Lucas conversando. Eles estavam falando sobre um vídeo de um influencer fitness que usava suplementos pra aumentar a massa muscular. Aí o Lucas soltou: "Ah, mas esse cara aí deve tá usando umas paradas que fazem mal pro corpo, igual o professor falou". Na hora eu pensei: "É isso aí, Lucas, pegou a ideia!"
Outro momento bacana é quando vejo os alunos ajudando uns aos outros. Tipo a Mariana explicando pro Pedro que não adianta tomar suplemento sem orientação porque o corpo deles ainda tá em desenvolvimento. Isso porque a gente já tinha discutido em aula que essas substâncias podem ter efeitos colaterais graves e nem sempre trazem benefícios reais. Quando rolam essas trocas de ideias entre eles, é sinal de que as coisas estão fazendo sentido.
Agora, erro comum? Ah, tem uns clássicos. O João, por exemplo, sempre achava que qualquer suplemento era bom só porque era vendido numa loja famosa. Ele ficava repetindo isso nas conversas até que um dia ele entendeu que nem tudo que tá na prateleira é seguro. A Júlia também cometia um erro parecido: ela costumava achar que só porque alguém tinha resultado rápido com algum remédio ou treino pesado, ela também conseguiria o mesmo. É aquela ilusão de resultado imediato, sabe? Aí eu sempre dou uma pausa na aula e explico com calma que cada corpo reage de uma forma, e resultados rápidos e milagrosos geralmente têm algo por trás que não é tão positivo assim.
E quando pego esses erros na hora, procuro mostrar um exemplo prático ou uma história real (sem sensacionalismo) de alguém que se prejudicou. Isso ajuda a trazer o tema pra realidade deles e abre espaço pra reflexão sobre as escolhas pessoais. Então eu tento desmistificar essas ideias com informações mais concretas e acessíveis pra eles.
Agora falando do Matheus e da Clara... Eles têm suas particularidades e exigem adaptações nas atividades. O Matheus tem TDAH, então preciso mudar um pouco o jeito de planejar as aulas pra ele ter melhor concentração. O que funciona bem é dividir as tarefas em etapas menores e alternar entre atividades mais físicas e outras mais calmas. Um material visual ajuda muito, como gráficos e imagens pra ele entender a parte teórica rapidamente. Tentei uma vez deixar ele só ouvir as discussões enquanto fazia outra coisa, mas isso não deu certo; ele estava fisicamente presente mas meio distante mentalmente.
Já com a Clara, que tem TEA, o desafio é ajudar na socialização e na compreensão das nuances das conversas em grupo. Uso cartões visuais e legendas simplificadas nos vídeos ou apresentações pra ela acompanhar melhor o ritmo da turma. Tem vezes que ela prefere se isolar um pouco durante uma atividade em grupo – e tá tudo bem! – dou espaço e depois volto devagar trazendo ela novamente pro contexto da turma. Uma coisa que não deu certo foi querer forçar ela a participar de debates muito dinâmicos; ela acabou ficando ansiosa.
Então é isso pessoal! Apesar dos desafios, é gratificante ver cada aluno se desenvolver no seu tempo e do seu jeito. Adaptar-se às necessidades é uma arte contínua na nossa profissão de professor. Vamos continuando essa troca aqui no fórum! A gente se fala!