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EF89EF05Educação Física · Ano · Ensino Fundamental - Anos Finais

Identificar as transformações históricas do fenômeno esportivo e discutir alguns de seus problemas (doping, corrupção, violência etc.) e a forma como as mídias os apresentam.

EsportesEsportes de rede/parede Esportes de campo e taco Esportes de invasão Esportes de combate
CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, essa habilidade EF89EF05 da BNCC é bem interessante, viu? Pra mim, a ideia principal é ajudar os meninos a entenderem que o esporte não é só aquele negócio de correr atrás de uma bola ou lutar, mas que tem um monte de coisa por trás. A gente tem que perceber como o esporte mudou ao longo dos anos, as transformações históricas mesmo, tipo como o futebol começou lá atrás e virou essa paixão nacional. E aí entram os problemas também: doping, corrupção, violência... e como a mídia mostra tudo isso.

Imagina só, a galera do 8º ano já chega sabendo alguma coisa de esporte porque no sétimo ano eles já estudaram modalidades e uma introdução sobre história do esporte. Mas agora, a gente pega esse conhecimento e aprofunda. Eles têm que conseguir identificar essas mudanças na história do esporte e também discutir os problemas. Não é só falar "ah, o doping é ruim". Eles precisam entender como isso impacta a vida dos atletas e até os campeonatos. E como a imprensa mostra isso? Será que mostram tudo ou escondem algumas coisas?

Pra trabalhar essa habilidade na prática, eu tenho feito algumas atividades legais aqui com a turma. Vou contar três delas pra vocês.

A primeira atividade que eu faço é tipo uma linha do tempo do esporte. Eu peço pra galera pesquisar em casa sobre a história de um esporte à escolha deles. Pode ser qualquer um: futebol, basquete, vôlei... Depois, na aula, a gente junta tudo e monta uma linha do tempo gigante no quadro. Eu uso cartolina colorida e canetinhas pra escrever os eventos importantes que eles trouxeram. Aí cada grupinho apresenta o que descobriu pros colegas. Essa atividade leva umas duas aulas, porque tem apresentação e discussão depois. Os meninos ficam animados quando percebem que até um esporte "novo" tem muita história por trás. Na última vez que fizemos isso, o João ficou impressionado com como o basquete feminino nos Estados Unidos cresceu nos anos 90 e como isso influenciou outros países.

Outra atividade que eu gosto de fazer é um debate sobre doping e corrupção no esporte. A turma é dividida em dois grupos: um defende a ideia de que o problema tá nas pessoas, e o outro defende que o problema é mais estrutural, tipo das organizações esportivas. Eu dou uns textos curtos e reportagens pra eles lerem antes do debate – coisa simples que pega na internet mesmo. Aí deixo um tempinho pra eles se organizarem antes de começarem a debater. No final de cada debate, a gente faz uma reflexão sobre o que foi dito. Isso toma uma aula inteira fácil, fácil! A Larissa arrasou na última vez, defendendo com unhas e dentes que as organizações deviam ter mais responsabilidade e os colegas aplaudiram no final.

Por fim, a gente faz uma análise crítica da cobertura da mídia sobre violência nos esportes. Peço pros alunos assistirem a uma partida de futebol ou outro evento esportivo na TV ou internet e prestarem atenção em como os comentaristas falam sobre qualquer incidente violento, tipo briga entre torcidas ou algo assim. Aí trazem suas observações pra sala e discutimos todos juntos quais foram as abordagens usadas pela mídia: se foi sensacionalista ou se trataram a coisa de forma equilibrada. Essa atividade leva uma aula e meia: meia aula pra explicação inicial e eles comentarem suas experiências brevemente, e outra aula completa pra discussão mais profunda. Uma vez o Pedro trouxe um vídeo onde o comentarista praticamente incentivava mais violência dizendo que "foi emocionante". Isso gerou uma boa discussão sobre responsabilidade da imprensa.

E olha só, nessas atividades sempre aparecem umas situações engraçadas ou inusitadas com os alunos. Teve uma vez que durante o debate sobre doping, o Marcos começou a usar uns termos super técnicos e quando perguntei onde ele tinha aprendido aquilo tudo, ele soltou: "Professor, fui no YouTube!". Todo mundo riu, mas foi ótimo pra mostrar como eles estão engajados e buscando informação por conta própria.

Acho que trabalhar essas questões faz muita diferença na formação dos meninos porque eles começam a ver o esporte com outros olhos, mais críticos. E mais do que isso: eles aprendem a questionar e não aceitarem tudo como verdade absoluta só porque tá na TV ou no jornal.

Bom, é isso aí! Espero que essas ideias ajudem quem tá precisando de inspiração pra trabalhar essa habilidade na sala de aula. Qualquer dúvida ou sugestão nova é só falar!

Então, continuando aqui, sabe como é que eu vejo que a turma realmente tá entendendo essa habilidade EF89EF05 sem precisar aplicar uma prova formal? Bom, é um pouco de tudo: é naquela hora que a gente circula pela sala e pega as conversas entre eles, quando um aluno resolve explicar pro outro alguma coisa que a gente discutiu, ou até quando eles começam a fazer perguntas mais profundas e interessantes.

Teve um dia que eu tava rodando pela sala e ouvi o Pedro explicando pra Maria sobre como o futebol teve um papel importante durante a ditadura aqui no Brasil. Ele falou de como os governos usavam as vitórias da seleção pra promover a imagem do país e desviar a atenção dos problemas. Aí, do nada, começou uma discussão entre eles sobre como isso ainda acontece hoje em dia em outros contextos. Ali eu percebi: "Ah, esses meninos entenderam mesmo!"

Outra situação foi quando a Ana e o João começaram a debater sobre os impactos do doping nos esportes, não só pros atletas, mas pro esporte como um todo. Eles estavam ali trocando ideia sobre ética esportiva como se fosse a coisa mais normal. Aí eu pensei: "É, tá funcionando!"

Agora, claro que nem tudo são flores. Os erros mais comuns que os alunos cometem nesse conteúdo são geralmente ligados à simplificação das coisas. Tipo, às vezes eles acham que só porque leram uma notícia esportiva já estão entendendo tudo. O Lucas, por exemplo, tinha essa mania de achar que toda violência no futebol era causada pelas torcidas organizadas, sem considerar os fatores sociais mais amplos. Aí eu sempre parava e dizia: "Lucas, vamos tentar pensar um pouco mais sobre por que essas coisas acontecem, né?"

Outro erro comum é misturar fatos históricos com boatos ou informações sensacionalistas. A Júlia uma vez veio toda animada dizer que tinha lido que o futebol foi inventado na China antiga pra treinar soldados. E aí lá vou eu explicar que, apesar de terem registros antigos de jogos com bola na China, o futebol como conhecemos tem raízes bem diferentes.

Quando pego esses erros na hora, eu costumo chamar a atenção deles na mesma hora, mas de um jeito tranquilo. Tipo: "E aí, alguém aqui já ouviu outra versão dessa história?" Ou levo outra perspectiva pra galera discutir.

Agora falando do Matheus e da Clara... Bom, o Matheus tem TDAH e precisa de atividades que sejam bem dinâmicas e interativas. O que funciona pra ele são aquelas tarefas onde ele pode se mover mais e usar o corpo pra entender conceitos. Uma vez fiz uma dinâmica onde eles tinham que montar uma linha do tempo dos esportes e sair colando imagens num mural. Cara, ele se envolveu tanto! O Matheus precisa dessa movimentação pra focar.

Já com a Clara, que tem TEA, normalmente eu tento adaptar as atividades de uma forma que fiquem mais visuais e organizadas. Usamos muitos diagramas e mapas mentais. Por exemplo, quando discutimos sobre doping, criei um infográfico mostrando os impactos negativos no corpo humano. Isso ajuda muito ela a processar as informações.

O que não funcionou tão bem foi quando tentei fazer uma única atividade pra todos sem adaptações. Era um debate aberto e percebi que tanto o Matheus quanto a Clara ficaram meio perdidos no meio da confusão geral. Aí tive que intervir e trazer eles de volta com pequenas tarefas específicas dentro do tema.

Pra finalizar, olha, dar aula é essa coisa meio doida mesmo de adaptar tudo o tempo todo pros meninos aprenderem da melhor maneira. Cada dia é um desafio diferente, mas é isso que faz a gente gostar tanto dessa profissão! Sempre fico feliz em saber que tem gente aqui no fórum compartilhando experiências também. Até a próxima!

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