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EF89EF10Educação Física · Ano · Ensino Fundamental - Anos Finais

Experimentar e fruir um ou mais tipos de ginástica de conscientização corporal, identificando as exigências corporais dos mesmos.

GinásticasGinástica de condicionamento físico Ginástica de conscientização corporal
CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, trabalhar a habilidade EF89EF10 da BNCC, que é sobre experimentação e fruição de ginástica de conscientização corporal, é algo super interessante e desafiador ao mesmo tempo. Na prática, isso quer dizer que a gente precisa ajudar os meninos a entenderem melhor o corpo deles, como ele se move, como eles podem ter mais controle sobre os movimentos. Não é só botar a galera pra suar fazendo exercício pesado, não. É pra eles sentirem o corpo, perceberem como cada parte funciona e se relaciona. É tipo quando você ajusta uma antena pra pegar o canal certinho, só que aqui a antena é o corpo deles.

A maioria já vem com uma noção básica de Educação Física lá do oitavo ano, onde a gente fala bastante de ginástica de condicionamento físico. Então eles já sabem um pouco sobre alongamentos e exercícios de força. Mas agora a gente quer que eles mergulhem mais fundo nessa ideia de "conscientização". É fazer com que eles pratiquem e consigam identificar o que cada movimento exige do corpo, tipo equilíbrio, flexibilidade ou coordenação motora.

Então, vou compartilhar três atividades que faço com minha turma do 9º Ano que ajudam demais nisso tudo. E olha, se tiverem mais ideias por aí, me contem!

Primeira atividade: alongamento consciente. O nome parece coisa de terapista mas é simples. Eu peço pros alunos tirarem os tênis (claro, se estiverem confortáveis com isso) pra sentirem melhor o contato com o chão. Aí escolho um espaço na quadra onde todos possam ficar em círculos e começo guiando eles em alguns alongamentos básicos. O diferencial aqui é que a cada posição eu peço pra eles concentrarem na respiração e na parte do corpo que tá sendo trabalhada. Essa atividade leva uns 20 minutos e não precisa de muito material — só um colchonete pra quem quiser mais conforto. Da última vez que fizemos isso, o João, que geralmente não para quieto, comentou depois que conseguiu sentir músculos que ele nem sabia que existiam!

Segunda atividade: espelho humano. Essa é divertida e ajuda muito na percepção corporal. Em duplas, um aluno faz um movimento devagar e o outro tem que imitar como se fosse um espelho. Depois eles trocam. A ideia é observar os detalhes dos movimentos e tentar copiar exatamente igual, tipo sincronia mesmo. Normalmente faço isso por uns 15 minutos e é só organizar em duplas pelo espaço da sala ou quadra. Não precisa de nenhum material especial aqui também. A reação da turma geralmente é ótima. Agora imagina duas Julias tentando sincronizar um movimento complicado e caindo na gargalhada porque se embolaram? É sempre um momento muito leve e descontraído.

A terceira atividade é uma espécie de relaxamento guiado, bora chamar de "viagem corporal". Eu coloco uma música instrumental tranquila — dá pra achar no YouTube fácil, fácil — e peço pra galera deitar no chão (sempre levo colchonetes pra quem quiser usar). Eu vou guiando usando a voz: peço pra fecharem os olhos e visualizarem cada parte do corpo relaxando aos poucos, tipo dos pés à cabeça. Isso leva uns 10 minutos e ajuda muito a promover essa tal conscientização porque eles têm que se "conectar" com cada parte do corpo sem pressa. Teve uma vez que fizemos isso e a Ana disse que foi a primeira vez que ela conseguiu relaxar de verdade depois de uma semana toda cheia de provas.

O legal é que nessas atividades os alunos vão percebendo o quanto é importante ter esse controle sobre o próprio corpo e isso não só melhora na Educação Física como também ajuda muito fora da escola. Eles começam a andar mais eretos, prestar atenção na postura… E esses são detalhes que levam a uma vida mais saudável.

Uma coisa interessante foi quando estava fazendo o espelho humano e comecei a perceber como os meninos ficam atentos aos colegas. Tipo assim, eles não apenas imitam; eles realmente prestam atenção nos detalhes dos movimentos dos amigos porque sabem que terão que fazer igualzinho depois. Isso não só ajuda na conscientização corporal mas também melhora muito a empatia entre eles.

E acho importante destacar que essas atividades não exigem materiais caros ou difíceis de encontrar — até porque sabemos como tá difícil conseguir recursos assim nas escolas públicas hoje em dia, né? É tudo bem tranquilo, com coisas acessíveis pra qualquer escola.

Bom, espero ter ajudado com essas ideias! Se alguém tiver mais sugestões ou quiser compartilhar como tem trabalhado essa habilidade em outras turmas ou escolas, tô aqui pra ouvir também!

Bom, quando eu tô na sala observando os meninos, tem umas coisas que são sinais claros de que a habilidade tá começando a fazer sentido pra eles. Às vezes, eu tô circulando e vejo o João explicando pro Pedro: "Cara, se você fizer o movimento assim, vai perceber que o equilíbrio melhora." Sabe, quando um aluno passa a dica pro outro, é batata que ele já entendeu a essência da coisa. Outro dia, tava lá durante a atividade e ouvi a Mariana falando pra galera do grupo dela: "Gente, vamos prestar atenção na respiração, que ajuda muito na hora de fazer os exercícios." Olha, quando um aluno consegue conectar a importância da respiração com o movimento corporal, é sinal de que ele captou. Não precisei de prova nenhuma pra ver que ela tava ligada no conteúdo.

E tem também aqueles momentos em que você vê a postura corporal deles mudando. O Lucas era todo desengonçado no começo. Aí, um dia durante uma prática ele me solta: "Olha só, agora eu consigo ficar de pé num pé só sem me balançar tanto!" Isso porque ele começou a entender como distribuir o peso do corpo. É nessas pequenas vitórias diárias que vejo como estão evoluindo.

Mas claro, nem tudo são flores. Tem uns errinhos comuns que aparecem com frequência. A Clarinha, por exemplo, tem mania de tensionar os ombros toda vez que faz algum movimento com os braços. Daí eu paro e falo: "Clarinha, relaxa esses ombros aí!" Isso geralmente acontece porque ela tá tão focada em acertar o movimento dos braços que esquece do restante do corpo. Outro erro comum é o pessoal esquecer de respirar direito enquanto executa um exercício. Parece besteira, mas muitos prendem a respiração sem perceber. Sempre que eu noto isso, dou uma paradinha e peço pra galera resetar e tentar de novo com foco na respiração. Costuma funcionar.

Agora, sobre lidar com as necessidades específicas do Matheus e da Clara. O Matheus tem TDAH e precisa de um pouco mais de estrutura nas atividades. O que funciona bem é dividir as tarefas em partes menores e dar instruções bem claras e objetivas. Tipo assim: "Primeiro vamos focar no equilíbrio do pé direito por 10 segundos." E sempre tento manter ele engajado com pequenas metas e recompensas rápidas por cada conquista. Outra coisa legal é variar os tipos de atividade pra não deixar ele entediado.

A Clara tem TEA e se beneficia muito quando uso materiais visuais nas aulas. Eu faço uso de cartazes coloridos que mostram passo a passo dos movimentos ou uso vídeos curtos que ela pode ver antes de tentar por conta própria. E algo importante é dar um pouco mais de tempo pra ela assimilar as instruções antes de partir pra ação. Teve um dia que tentei uma atividade em grupo grande com ela e percebi que não rolou bem; muito barulho e estímulo atrapalharam. Então agora procuro criar momentos mais tranquilos pra ela ou atividades em grupos pequenos.

Enfim, cada estudante é único e o grande lance é essa sensibilidade de perceber o que funciona melhor pra cada um deles dentro das suas características individuais. E assim seguimos ajustando antenas e captando melhores sinais do nosso trabalho com esses jovens talentos.

É isso aí, galera! Continuo aqui na batalha diária da sala de aula, aprendendo tanto quanto os meninos nesses desafios todos. Valeu por lerem até aqui! Abraço a todos!

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