Voltar para Educação Física Ano
EF35EF09Educação Física · Ano · Ensino Fundamental - Anos Iniciais

Experimentar, recriar e fruir danças populares do Brasil e do mundo e danças de matriz indígena e africana, valorizando e respeitando os diferentes sentidos e significados dessas danças em suas culturas de origem.

DançasDanças do Brasil e do mundo Danças de matriz indígena e africana
CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Então, galera, essa habilidade EF35EF09 da BNCC é uma daquelas que parece complicadinha no papel, mas na prática é bem legal e importante pro desenvolvimento dos meninos. Basicamente, é sobre fazer os alunos experimentarem, recriarem e curtirem danças populares do Brasil e do mundo, além das danças de matriz indígena e africana. A ideia é que eles valorizem e respeitem essas danças, entendendo os significados que elas têm nas suas culturas de origem.

Na prática, a gente quer que os alunos consigam não só dançar, mas também reconhecer a importância dessas manifestações culturais. É ver o aluno se movimentar, mas com consciência do que tá fazendo. Tipo quando eles reconhecem um samba, uma ciranda ou uma dança indígena e sabem que aquilo não é só um movimento, mas tem um contexto cultural, uma história por trás.

Os meninos do quarto ano já vêm com uma noçãozinha básica de algumas danças porque na série anterior a gente já começa a introduzir esses conceitos. Eles já ouviram falar sobre samba, talvez já tenham visto alguma apresentação. Agora a nossa missão é ampliar esse repertório e trabalhar essa diversidade com mais profundidade.

Uma das atividades que eu faço é o famoso "Círculo Cultural". Eu pego uma caixa de som portátil (dessas que dá pra carregar fácil), alguns vídeos de danças tradicionais e músicas no celular. Levo a turma pro pátio, que é um espaço aberto e bom pra se movimentar. A primeira coisa é colocar os meninos em círculo. Aí, mostro um vídeo de uma dança específica, tipo uma roda de capoeira ou um carimbó. Em seguida a gente conversa sobre o que viram: "Quem sabe de onde vem essa dança?" ou "O que vocês acham que essa dança representa?".

Na última vez que fizemos isso, o João levantou a mão e falou que o carimbó parecia com uma dança que ele tinha visto no Círio de Nazaré quando visitou uns parentes no Pará. Foi massa ver como ele conseguiu conectar o que viu ao vivo com aquilo que tava sendo mostrado na escola. Isso leva uns 40 minutos e os alunos gostam porque se sentem num show interativo.

Outra atividade legal é o "Desafio do Passo". Nessa eu uso um tapete de EVA e fitas adesivas pra delimitar os espaços. Eu divido a turma em grupos menores pra todo mundo participar ativamente e não ficar só olhando. Cada grupo recebe uma dança pra pesquisar (eu levo algumas informações impressas) e tem que criar uma coreografia simples pra apresentar pros colegas. Dou uns 30 minutos pra isso. O desafio aqui é eles descobrirem como fazer os passos sem desrespeitar a essência da dança original.

Teve um dia que a Maria e a Sofia inventaram uns passos pro frevo depois de pesquisarem sobre essa dança pernambucana. Elas se empolgaram tanto que até trouxeram sombrinhas de casa no dia seguinte pra complementar a apresentação! A turma toda se animou e foi muito legal ver como todo mundo se jogou na atividade.

E por último, faço o "História Contada com Movimento". Pra essa atividade, eu preciso só de um espaço amplo e algumas histórias em áudio sobre as origens das danças indígenas ou africanas. Os alunos escutam as histórias, que são curtas, tipo uns 10 minutos cada.

Depois eu peço pra eles recriarem através dos movimentos o que entenderam da história. Eles têm liberdade total para se expressarem do jeito que quiserem. O resultado muitas vezes é surpreendente. Na última vez que fiz isso, o Lucas criou um movimento de braço super interessante depois de ouvir sobre a dança dos índios Guarani. Ele disse: "Eu imaginei eles saudando o sol!". Pô, não tem preço ver a criatividade deles florescendo assim.

Aí, essas atividades são maneiras práticas de trabalhar essa habilidade com a turma do quarto ano. Cada uma delas traz um elemento diferente: desde assistir vídeos e conversar sobre até criar coreografias próprias e contar histórias com movimento.

O mais bacana é ver como os alunos começam a ficar mais curiosos sobre as diferentes culturas ao redor do mundo e como eles passam a respeitar mais as diferenças entre elas. É como abrir uma janela para novos mundos bem diante dos olhos deles. E sempre encerro essas atividades perguntando o que eles curtiram mais ou se querem conhecer alguma dança específica na próxima vez. Isso ajuda muito na hora de planejar as próximas aulas.

Bom, espero ter dado uma ideia de como eu trabalho essa habilidade por aqui! Se você tá começando agora ou quer trocar ideias sobre isso, é só falar! Abraços!

fazendo uma conexão com o que ele tá aprendendo e a cultura ao redor. Sabe como eu percebo que eles entenderam sem precisar aplicar prova? É no dia a dia da sala, nas pequenas coisas que a gente observa mesmo. Por exemplo, quando tô circulando pela sala e vejo o João, que antes tava só repetindo os movimentos, agora tá explicando pro colega do lado por que na dança indígena o movimento é assim e não assado. Ou quando escuto a Ana comentando com a Maria sobre como a dança africana que aprendemos tem um ritmo parecido com uma música que ela escuta em casa. Esses momentos são como se acendessem uma luzinha: "ah, esse entendeu".

É legal demais ver quando eles começam a fazer essas associações por conta própria. Teve uma vez em que a turma tava toda animada enquanto ensaiavam uma dança nordestina, e eu vi o Lucas dizendo pro grupinho dele algo como "ó, essa parte aqui é tipo aquele forró lá na festa junina", e os olhos dele brilhavam de empolgação. É nessas horas que eu penso: missão cumprida!

Agora, falando dos erros mais comuns, é normal que eles aconteçam, né? E é até bom porque a gente aprende muito com eles. Um erro frequente que acontece é quando a galera tenta imitar passos de dança sem prestar atenção no contexto cultural deles. Teve uma vez que a Júlia tava fazendo um movimento de dança africana no estilo de hip hop. Acontece porque eles misturam as referências que têm com outras danças mais populares na mídia, sabe? E aí eu chego junto e tento explicar de forma simples: "Olha, cada dança tem sua história e seu jeito próprio. Vamos tentar entender por que esse movimento é desse jeito aqui?". E assim vou corrigindo na hora, mostrando vídeo, trazendo objetos relacionados à cultura pra eles segurarem e conectarem melhor.

Com relação ao Matheus, que tem TDAH, e a Clara, que tem TEA, eu faço algumas adaptações nas atividades. Pro Matheus, por exemplo, eu noto que ele se beneficia muito quando dou tarefas mais curtas e frequentes intervalos. Se for uma atividade longa de dança, ele pode se dispersar, mas divido em partes menores e dou um tempo pra ele dar uma volta rápida na sala ou beber água. Isso ajuda bastante na concentração dele. Já a Clara, eu tento sempre usar materiais visuais mais detalhados. Ela adora cartazes mostrando cada passo da dança com imagens correspondentes. Isso dá pra ela uma previsibilidade do que vai acontecer e ela fica mais tranquila. Uma vez tentei usar música alta pra animar a galera toda de uma vez e vi que ela ficou bem desconfortável. Aí aprendi a controlar o volume quando sei que ela tá participando.

Uma coisa que já não funcionou tão bem foi tentar fazer atividades em grupo grande pro Matheus logo de cara. Ele se sentiu perdido no meio da bagunça. Então agora prefiro começar com grupos menores e depois ir juntando todo mundo aos poucos. Com a Clara, atividades muito rápidas também não funcionam tão bem porque ela precisa de um pouco mais de tempo pra processar as mudanças.

E aí é isso, gente! O trabalho com esses meninos é sempre um misto de aprendizado pra mim também. Cada dia descubro algo novo sobre como podemos adaptar nosso jeito de ensinar pra realmente atingir cada um deles onde eles estão. Isso dá trabalho sim, mas ver os olhinhos brilhando quando entendem ou fazem algo diferente que aprenderam não tem preço.

Vou ficando por aqui por hoje! Espero ter ajudado alguém aí com essas dicas e histórias do dia a dia na escola. Se vocês também tiverem experiências parecidas ou dúvidas, tô sempre por aqui pra gente trocar ideia! Abraço!

Gere materiais prontos para esta habilidade

Plano de aula, lista de exercícios ou avaliação — tudo com o código EF35EF09 incluído.

Criar material em 30 segundos

Grátis para começar. Sem cartão.