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EF35EF03Educação Física · Ano · Ensino Fundamental - Anos Iniciais

Descrever, por meio de múltiplas linguagens (corporal, oral, escrita, audiovisual), as brincadeiras e os jogos populares do Brasil e de matriz indígena e africana, explicando suas características e a importância desse patrimônio histórico cultural na preservação das diferentes culturas.

Brincadeiras e jogosBrincadeiras e jogos populares do Brasil e do mundo Brincadeiras e jogos de matriz indígena e africana
CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, quando falam dessa habilidade EF35EF03 da BNCC, na prática, a coisa não é tão complicada quanto parece no papel. O que a gente precisa fazer é ajudar os meninos a entender e valorizar as brincadeiras e jogos que fazem parte da nossa cultura, tanto aquelas mais conhecidas como amarelinha ou pião, quanto as que vêm das culturas indígenas e africanas. Não é só brincar por brincar, mas saber explicar como se joga, de onde veio, por que é importante. Tipo assim, é fazer os meninos perceberem que essas brincadeiras são parte do nosso patrimônio cultural e ajudam a gente a entender mais sobre quem somos.

No 2º ano, a turma já tinha uma noção boa de várias brincadeiras populares. Eles já sabiam jogar bola de gude, pular corda e estavam familiarizados com o pega-pega. Mas agora no 3º ano, é hora de aprofundar um pouco mais, de fazer eles pensarem também sobre o significado dessas brincadeiras e como elas ajudam a preservar culturas diferentes. A ideia é eles conseguirem descrever essas brincadeiras usando várias formas de linguagem: podem contar com o corpo, explicar falando ou até escrevendo. É importante também eles conseguirem perceber as características dessas brincadeiras e entender por que são importantes.

Bom, uma das atividades que faço é a roda de conversa sobre as brincadeiras que eles já conhecem e as que ouviram falar mas nunca jogaram. Eu junto com eles em roda na quadra mesmo, sem muito material além do nosso próprio conhecimento e alguns exemplos que vou puxando do celular se precisar. Essa atividade leva uns 20 minutos. A ideia é cada um falar um pouco sobre uma brincadeira que gosta e explicar como se joga. Uma vez o João veio com o "esconde-esconde", explicando detalhadamente as regras como se fosse a coisa mais séria do mundo. Aí a Marisa perguntou se ele sabia jogar "cabra cega" e ele ficou curioso porque não conhecia. E assim vai, um ensinando o outro.

Outra atividade legal é o dia da brincadeira indígena. Eu levo alguma coisa que represente bem uma brincadeira de matriz indígena. Uma vez levei material pra ensinar o jogo “peteca”. Coisa simples: algumas petecas feitas de palha e penas. Divido a turma em pequenos grupos de cinco ou seis pra ficar mais fácil de todo mundo participar. Cada grupo tem um tempo pra experimentar jogar e ver como funciona. Isso aí leva mais ou menos uns 30 minutos. A primeira vez que fizemos, a Ana ficou encantada com as petecas, disse que era bem diferente da bola de vôlei que ela tá acostumada. Aliás, ela se empolgou tanto tentando acertar a peteca que até esqueceu da hora do recreio.

E também tem a atividade dos jogos africanos. Para isso, costumo usar o jogo "mancala", que é um jogo de tabuleiro bem tradicional em várias culturas africanas. Faço os tabuleiros usando caixas de ovo e sementes ou pedrinhas como peças. A turma fica fascinada com isso, porque é um jeito bem diferente de jogar do que eles estão acostumados com os jogos digitais. Divido eles em duplas ou trios para cada tabuleiro e explico as regras básicas rapidamente. Geralmente leva uns 40 minutos porque eles gostam de jogar várias partidas seguidas. Uma vez o Pedro estava jogando com a Júlia e ele virou pra mim rindo dizendo: “Professor, isso aqui parece jogar xadrez! Tem que pensar bastante!”. Dá pra ver nos olhos deles o entusiasmo em aprender algo novo.

A reação dos alunos costuma ser bem positiva nessas atividades porque a gente mistura prática com aprendizado cultural sem ser chato nem complicado demais. Eles descobrem coisas novas sobre si mesmos e sobre os coleguinhas também. E sempre acaba rolando algumas risadas nas tentativas desastradas de acertar a peteca ou na empolgação das partidas do mancala.

O legal de tudo isso é ver como atividades simples podem abrir tanto a cabeça dos meninos pro mundo ao redor deles. E quando eles começam a perceber essas conexões culturais, você vê aquele brilho no olho deles, aquele “ahhh” quando entendem por que tal brincadeira é importante ou como ela chegou até a gente.

Então é isso aí galera, espero ter ajudado vocês a pensar em maneiras práticas de trabalhar essa habilidade na sala de aula sem complicação! Se tiverem outras ideias ou quiserem compartilhar suas experiências também, tô aqui pra ouvir! Até mais!

Tipo assim, perceber que o aluno aprendeu sem aplicar prova formal é um exercício de observação constante. Eu sempre falo que a sala de aula é um laboratório vivo, e a gente, como professor, é quase um cientista social, observando e ouvindo. Um jeito muito legal de perceber esse aprendizado é quando eu tô circulando pela sala ou pelo pátio e ouço aquelas conversas soltas entre eles. Já teve uma vez que a Ana Clara, por exemplo, tava ensinando o Daniel a jogar cinco marias. Ela explicava com tanto detalhe, falava do ritmo, da concentração que precisa ter e ainda dava um jeito de contar pras outras crianças que essa brincadeira vinha das tradições antigas. Foi ali que eu pensei: "ah, essa entendeu!"

Outra situação é quando os alunos começam a usar o vocabulário certo nas atividades. Tipo o Pedro, que na hora de jogar peteca, comentou com a Sofia sobre a importância de não deixar a peteca cair no chão pra manter o jogo vivo, quase como uma metáfora pra cuidar das coisas importantes da vida. Isso mostra que ele não só aprendeu a regra do jogo, mas internalizou o valor cultural e social que ensinamos.

Agora, quanto aos erros mais comuns, sempre tem aqueles que aparecem aqui e ali. A Júlia, por exemplo, tem uma mania de esquecer as regras no meio da brincadeira e acabar inventando as próprias. Uma vez ela tava jogando pular corda com a turma e começou a falar umas regras que inventou na hora. Isso acontece porque eles muitas vezes ficam tão animados com o jogo em si que se perdem nas regras originais. Nesses casos, eu paro tudo, chamo atenção pra importância de respeitar as regras pra manter a tradição e o valor daquela brincadeira específica.

Outra dificuldade comum é com a concentração durante explicações mais longas sobre a história das brincadeiras. Quando eu começava a falar sobre as origens culturais dos jogos, tipo os jogos indígenas, alguns alunos como o Lucas começavam a perder o foco. Daí eu precisei buscar formas mais visuais e interativas de ensinar isso, como vídeos curtos ou até mesmo trazer alguém da comunidade indígena pra conversar com eles.

Agora falando do Matheus e da Clara, essa é uma parte que exige um cuidado especial na hora de planejar as atividades. O Matheus tem TDAH e às vezes se distrai facilmente com o movimento do ambiente ou com as conversas dos outros. Pra ele, preciso adaptar o tempo das atividades e fazer pausas mais frequentes. Jogos muito longos ou complexos não funcionam bem. O que tem dado certo são atividades mais curtas e bem dinâmicas onde ele pode se mover bastante, tipo circuitos de pequenas tarefas ou minijogos em grupo onde ele possa mudar de atividade rápido.

Com a Clara, que tem TEA, é um pouco diferente. Ela precisa de uma estrutura mais previsível e clara. Então eu sempre tento usar sinais visuais ou cartões com as etapas das atividades pra ela saber exatamente o que esperar em cada momento. Outra coisa que ajuda muito é manter uma rotina fixa nas aulas pra dar mais segurança pra ela. E tem também o uso de materiais sensoriais durante as atividades físicas que ajudam ela a se sentir mais confortável no ambiente.

O que não funcionou tão bem foi tentar forçar ambos a participar dos mesmos jogos ao mesmo tempo sem adaptações. Aprendi rápido que cada um precisa do seu espaço pra interagir à sua maneira. Os dois têm me ensinado bastante sobre paciência e criatividade nas aulas.

Bom gente, acho que já falei demais por hoje! Espero ter ajudado vocês a pensar em algumas estratégias diferentes aí pras aulas de vocês também! Qualquer coisa to por aqui pra trocar ideia!

Abraço!

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