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EF35EF01Educação Física · Ano · Ensino Fundamental - Anos Iniciais

Experimentar e fruir brincadeiras e jogos populares do Brasil e do mundo, incluindo aqueles de matriz indígena e africana, e recriá-los, valorizando a importância desse patrimônio histórico cultural.

Brincadeiras e jogosBrincadeiras e jogos populares do Brasil e do mundo Brincadeiras e jogos de matriz indígena e africana
CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, gente, esse negócio da habilidade EF35EF01 da BNCC é bem interessante e divertido de trabalhar. Basicamente, o que a gente faz é mostrar pros meninos como brincar e se divertir com jogos e brincadeiras que são tradicionais do Brasil e de outros lugares. E isso inclui jogos que vêm das culturas indígena e africana. A ideia é que eles não só joguem, mas também recriem essas brincadeiras, entendendo por que são importantes pro nosso patrimônio cultural.

Pra mim, na prática, isso significa dar chance pros alunos experimentarem coisas novas e diferentes do que costumam ver no dia a dia deles. E eles precisam conseguir participar das brincadeiras, entender a história por trás delas e conseguir adaptá-las ou criar variações. Eles já vêm do 2º ano com alguma noção de jogo coletivo e respeito às regras, mas aqui a gente aprofunda no sentido cultural.

Por exemplo, uma atividade que sempre faço é o jogo da peteca. A peteca é um jogo bem tradicional indígena daqui do Brasil mesmo. Eu levo algumas petecas simples - daquelas de capoeira, sabe? Aí a turma é dividida em grupos de 5 ou 6 alunos. Primeiro, explico a origem do jogo e como ele era importante pros povos indígenas como uma forma de lazer e até de competição amigável. Depois disso, dou uns 30 minutos pra eles jogarem livremente. O engraçado é que numa dessas vezes o Marcus estava tão empolgado que inventou de tentar dar uma "cortada" como se fosse vôlei e acabou jogando a peteca pra cima do telhado da escola. Eles se divertem muito e sempre querem saber mais sobre a história que contei.

Outra atividade que gosto muito é a amarelinha africana. É um tipo de amarelinha diferente da nossa tradicional, vem de um jogo chamado "Tomb", conhecido em alguns países africanos. Eu trago giz colorido pra desenhar no chão do pátio um percurso um pouco diferente do que eles estão acostumados. Organizo a turma em duplas e eles têm que ir juntos completando o percurso em uns 15 minutos cada rodada. O lance aqui é que eles têm que cooperar mais entre si. Uma vez, a Júlia estava sendo guiada pelo Pedro porque ela tinha machucado o joelho e não conseguia pular direito, foi bonito ver ele ajudando sem reclamar! Eles não só aprendem um novo jeito de jogar amarelinha, mas também sobre cooperação e diversidade cultural.

E claro, tem o famoso "esconde-esconde", mas com uma pegada mundial! Explico pra eles como essa brincadeira é jogada em outros países. Por exemplo, na Espanha tem uma versão chamada "el escondite". Aí depois disso sugiro algumas variações nas regras pra eles experimentarem durante uns 20 minutos por rodada. Os meninos adoram quando falo pra quem tá procurando ficar de costas e contar em voz alta em outro idioma! Uma vez foi hilário quando o Felipe ficou contando em inglês, mas acabou se confundindo todo nos números depois do dez! Eles acham o máximo descobrir que as crianças em outros lugares também brincam disso.

Tipo assim, eu curto muito trabalhar essas atividades na aula porque os meninos ficam super envolvidos e interessam mais sobre as culturas diferentes. Além disso, esses jogos ajudam muito no desenvolvimento motor deles e na interação social saudável. O legal é ver como eles começam a valorizar mais a nossa cultura e as diferenças culturais dos outros também.

Enfim, acho fundamental que essas práticas continuem presentes nas nossas escolas. Não são só brincadeiras; são momentos de aprendizado cultural e histórico mesmo. Até eu aprendo junto com eles! E a gente vai descobrindo jeitos novos de ensinar as mesmas coisas, mantendo sempre viva essa troca rica entre passado e presente. E vocês aí, como têm trabalhado essa habilidade com os alunos? Bora trocar umas ideias pra enriquecer ainda mais nossas aulas!

E aí, continuando aqui sobre a EF35EF01, uma coisa que eu acho interessante é perceber como os meninos vão aprendendo. Não precisa de prova formal pra sacar que eles estão entendendo o conteúdo. Na verdade, a coisa flui mais naturalmente quando a gente observa o dia a dia deles na escola. Tipo, quando tô circulando pela sala ou até mesmo lá fora no recreio, dá pra sacar umas coisas bem legais.

Por exemplo, uma vez tava lá durante uma atividade de pião, e vi a Letícia explicando pro Gustavo como fazer o pião rodar mais tempo. Ela tava ali, toda paciente, mostrando que tinha que dar um impulso mais forte e manter a mão firme. Aí eu pensei "Nossa, ela pegou o jeito da coisa." Não só tinha aprendido a brincar como sabia passar aquilo adiante pros colegas. É nessas horas que vejo que o recado foi dado e captado.

Outra situação aconteceu numa roda de capoeira. O Lucas, que de início tava meio tímido e não queria nem participar direito, começou a se soltar ao ponto de ajudar o Igor com os movimentos básicos. Vi os dois ali se corrigindo e tentando juntos. É bacana demais quando você percebe esse tipo de envolvimento. É sinal que eles tão se apropriando das brincadeiras e entendendo o valor delas.

Agora, sobre os erros comuns... Bom, esses aparecem sempre também, né? E fazem parte do processo. Um erro que vejo muito é a galera não respeitar as regras do jogo ou tentar mudar as regras no meio do caminho pra levar vantagem. Tipo o Pedro, que sempre quer mudar as regras da bola de gude quando tá perdendo. Isso acontece porque na ânsia de ganhar, eles esquecem que o mais importante é aprender e se divertir junto. Quando isso rola, eu costumo chamar eles pra uma conversa rápida ali mesmo e lembrá-los do propósito da brincadeira. Digo pra eles que é legal ganhar, claro, mas jogar limpo é mais importante.

Tem também aquele erro de não saber esperar a vez ou atropelar o colega em atividades em grupo. A Mariana vive furando fila na amarelinha! Faz parte da idade deles ainda estar desenvolvendo paciência e respeito pelo outro. Quando pego isso acontecendo, tento ensinar o valor da espera e da colaboração. Às vezes faço um paralelo com outras situações da vida em comunidade pra contextualizar melhor.

Sobre trabalhar com o Matheus que tem TDAH e a Clara com TEA, aí já é outro ponto bem importante do dia a dia. Com o Matheus, o que ajuda muito são as atividades mais curtas e dinâmicas. Sabe aquelas brincadeiras de circuito? Pois é, ele adora! Mantenho ele sempre em movimento e tento variar bastante as atividades pra prender a atenção dele. Teve uma vez que usei cartas de cores diferentes pra ele associar com movimentos específicos e isso funcionou muito bem.

Com a Clara, já percebo que ela gosta mais de atividades com menos estímulos externos e mais previsibilidade. Por exemplo, jogos como a dança das cadeiras podem confundi-la um pouco devido à correria e ao som alto. Com ela tento adaptar essas atividades pra algo mais tranquilo. Brincadeiras em que ela possa prever os passos seguintes funcionam melhor, tipo jogar bola num círculo pequeno onde todos participam num ritmo controlado.

Outro ponto é que tanto pro Matheus quanto pra Clara eu tento ter sempre um esquema visual das atividades. Cartazes na sala com imagens claras das etapas do jogo ajudam bastante eles a entenderem o que vem depois e como tudo vai se desenrolar.

Ah, teve uma vez que tentei usar um aplicativo no tablet pra ajudar o Matheus a se concentrar mais num jogo específico e não deu certo. Ele acabou se distraindo mais ainda com outras funções do tablet! Então é sempre um aprendizado contínuo ver o que funciona ou não.

Bom, gente, é isso aí. Cada dia é um novo desafio e uma nova oportunidade de aprender junto com os meninos. A gente vai ajustando aqui e ali pra tentar deixar tudo mais acessível e interessante pra todo mundo. No final das contas, ver a turma engajada e aprendendo enquanto se diverte não tem preço! Bora seguir trocando ideias por aqui? Valeu demais por ler até aqui!

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