Olha, trabalhar essa habilidade EF35EF11 da BNCC com a turma do 4º Ano é uma experiência bem rica, viu? Quando a BNCC fala de formular e utilizar estratégias pra danças populares e das matrizes indígena e africana, na prática, isso significa ajudar os meninos a entenderem o que são essas danças, como elas funcionam, e mais importante, como eles podem realmente participar dessas danças e aproveitar. É como colocar a turma em contato com uma parte da nossa cultura que muita gente acaba não conhecendo direito.
Lá no 3º Ano, eles já começaram a ver um pouco sobre ritmos e movimentos básicos. Então, agora no 4º Ano, a gente parte daí pra algo mais elaborado. O que eu quero que meus alunos consigam fazer é tipo assim: reconhecer uma dança quando veem, entender de onde ela vem e quais são os movimentos principais. E, claro, conseguir dançar também! E não é só seguir os passos, é sentir a música, se expressar com o corpo.
A primeira atividade que faço é super básica: a gente conhece algumas danças através de vídeos. Então, eu levo um laptop pra sala (ou uso o projetor da escola quando tá disponível) e mostro pra eles vídeos curtos de várias danças. Escolho umas bem diferentes: samba de roda, frevo, maracatu, e algumas danças indígenas também. A galera fica meio hipnotizada quando o vídeo começa. Isso leva uns 20 minutos no total. O legal é ver as reações deles. Teve uma vez que o Pedro começou a balançar na cadeira sem perceber enquanto assistia ao vídeo de frevo. É muito engraçado ver como eles reagem espontaneamente!
A segunda atividade é colocar a mão na massa, ou melhor, o pé no chão! A gente vai pro pátio da escola (ou pra quadra quando tá chovendo) e começa a colocar em prática alguns passos básicos que eles viram nos vídeos. Eu levo só um alto-falante simples conectado ao meu celular com as músicas correspondentes às danças que mostramos antes. A turma se divide em grupos pequenos de uns cinco ou seis alunos pra tentar reproduzir os movimentos. Eu dou umas dicas de como fazer os passos principais e depois deixo eles experimentarem por conta própria. Isso leva uma meia hora mais ou menos.
Nessa atividade, é sempre interessante ver como cada um se solta de um jeito diferente. A Ana Luísa tem uma coordenação ótima e pega tudo rápido! E ainda ajuda os colegas que ficam um pouco perdidos no começo. Aí teve um dia que o João Carlos implorou pra gente dançar maracatu três vezes seguidas porque ele queria "sentir mais a batida".
Por último, faço um momento de reflexão com eles. Depois de tanta dança, sentamos em roda lá no pátio e conversamos sobre o que cada dança representa e como ela se conecta com nossa cultura e história. Uso só papel para anotar os pontos principais que eles falam e depois compartilho com a turma todo esse conhecimento dos próprios alunos.
Essa discussão demora entre 15 a 20 minutos. Gosto de ver como eles começam a ligar as coisas: "Ah! Então é por isso que no Carnaval tem tanto frevo!" ou "Essa dança indígena me lembrou aquela história que a gente viu na aula de História". Foi bem bacana quando a Maria Clara mencionou que o avô dela toca maracatu no bloco da cidade deles e queria convidar ele pra vir falar com a turma!
Essas atividades todas ajudam muito os alunos a não só aprenderem sobre as danças em si mas também sobre o contexto cultural delas. Aí você vê que não é só uma questão de saber dançar ou saber de onde vem tal dança, mas também entender aquilo como parte da identidade deles mesmos.
Enfim, trabalhar essa habilidade EF35EF11 é sempre uma aventura muito divertida e enriquecedora tanto pra mim quanto pros alunos. E se alguém aí tiver outras ideias de atividades legais pra esse assunto, tô sempre aberto pra ouvir!
Então, pessoal, quando a gente tá lá no meio da aula, rolando as atividades de dança e tentando fazer os meninos entenderem mais sobre a EF35EF11, eu tô sempre de olho, sabe? A gente não precisa de prova formal pra saber se eles tão captando a mensagem. Quando circulo pela sala e vejo a galera dançando e se divertindo, já noto uns sinais claros. Tipo, o Joãozinho, que no começo ficava todo tímido e errando os passos, de repente começa a se soltar e fazer os movimentos certinhos, dá pra perceber que ele entendeu a sequência da dança. É aquele momento que ele mesmo se surpreende e abre um sorriso contente.
Outro dia, ouvi a Mariana explicando pro Lucas como fazer um passo que ele tava com dificuldade. Ela falou: “Olha, é só você imaginar que tá pisando em cima da linha do chão, tipo assim...” e mostrou o movimento. Ver isso acontecer é super gratificante porque mostra que eles tão não só aprendendo, mas também ajudando os amigos, que é um dos objetivos de trabalhar em grupo.
E tem aquele papo nos corredores ou na hora do recreio. Se eu escuto eles comentando sobre como foi legal aprender uma dança indígena ou o quanto o batuque é diferente do que eles tão acostumados a ouvir, sei que algo ficou marcado. Essa conversa entre eles é um baita termômetro.
Agora, os erros comuns... Ah, esses aparecem toda aula! A Ana por exemplo sempre confunde a batida do tambor com o ritmo da música e acaba acelerando demais. Aí a gente para e tenta de novo. E tem o Pedro que sempre esquece de olhar pros outros na hora da roda. Ele fica meio perdido porque tá focado nele mesmo e esquece da coordenação com os colegas. Esses erros acontecem porque é muito natural cada um ter seu tempo de aprendizado e às vezes eles ficam ansiosos ou envergonhados de errar na frente dos outros. Quando eu percebo algum errinho assim durante a atividade, costumo parar um pouco a turma e mostrar de novo o passo ou pedir pra alguém que já pegou bem ajudar. É bacana porque ninguém se sente mal e todo mundo aprende junto.
Sobre o Matheus, ele tem TDAH então precisa de atividades mais dinâmicas com mudanças frequentes de ritmo pra manter ele engajado. Sempre incluo jogos rápidos entre uma dança e outra ou pequenas pausas pra ele dar uma volta pela sala antes de voltar a se concentrar. Uso cartões com imagens pra ele visualizar rápido os passos numa sequência que ele possa seguir sem se perder tanto.
Já com a Clara, que tem TEA, o foco é na previsibilidade das rotinas. Eu aviso antes sobre as mudanças de atividade e uso fichas visuais que mostram o passo a passo das danças. Às vezes ela precisa de um pouco mais de tempo pra processar as informações então não forço o ritmo dela. E quando ela acha um jeito próprio de dançar dentro daquele padrão esperado, tudo bem também! A gente celebra cada conquista dela junto com a turma.
O que não deu muito certo foi tentar inserir muita coisa nova num dia só pros dois. Foi meio confuso pro Matheus manter o foco e deixou a Clara ansiosa. Então ajustei pra introduzir só uma mudança ou dois novos passos por vez.
Bom, gente, acho que é isso! Ensinar essa habilidade pros meninos é desafiador mas também muito recompensador quando vejo eles entendendo e curtindo. Cada turma tem seu jeito mas com paciência e criatividade sempre dá pra achar um meio termo que funcione pra todos. Espero que essas histórias ajudem vocês aí na sala de aula também. Qualquer coisa estamos por aqui pra trocar umas ideias! Abraço!