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EF69CO04Computação · Ano · Ensino Fundamental - Anos Finais

Construir soluções de problemas usando a técnica de decomposição e automatizar tais soluções usando uma linguagem de programação. Empregar diferentes estratégias da Computação (decomposição, generalização e reúso) para construir a solução de problemas.

Pensamento computacionalEstratégias de solução de problemas - Decomposição
CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, quando a gente fala dessa habilidade EF69CO04 da BNCC, o negócio é assim: a molecada do 8º ano tem que aprender a pegar um problema grandão e quebrar ele em pedacinhos menores. Tipo quando você tem um monte de tarefa pra fazer em casa e divide entre a galera da família, sabe? Com a computação é parecido. Depois que eles quebram o problema, o objetivo é criar uma solução automática pra ele, usando programação. É basicamente ensinar a galera como pensar como computador, usando estratégias de decomposição, generalização e reúso. E essa coisa toda tá ligada ao que eles já viram no ano anterior, quando começaram a aprender lógica de programação e resolveram probleminhas mais simples.

Bom, na prática, a gente tem que ajudar os meninos a desconstruir o problema em partes tão simples que até um computador consegue entender. Por exemplo, se eles têm que fazer um algoritmo pra organizar uma lista de números, primeiro eles têm que entender o que significa "organizar", depois pensar como dividir isso em passos pequenos. Com isso eles começam a sacar como as máquinas processam as informações. É quase como ensinar um bebê a andar: primeiro vem o engatinhar, depois levantar, até chegar a correr.

Aí eu vou contar umas atividades que faço com eles pra trabalhar essa habilidade.

A primeira atividade é a clássica "Instruções para um robô". Eu levo papel e caneta e coloco a turma em duplas. Cada dupla tem que escrever instruções pro colega se locomover na sala como se fossem um robô mesmo, com comandos tipo "andar 3 passos pra frente", "virar à direita". Eles têm uns 20 minutos pra escrever isso. Aí um faz o papel de robô enquanto o outro lê as instruções em voz alta. É engraçado porque os comandos sempre saem meio tortos nas primeiras tentativas. Foi hilário da última vez que fizemos quando o Pedro deixou o João quase batendo na parede porque esqueceu de dizer pra ele parar! Mas aí eles vão aprendendo com os erros e acertam na próxima. Eles se divertem muito com isso e nem percebem que estão aprendendo a decompor tarefas em passos menores.

Uma outra coisa que gosto de fazer é trabalhar com os blocos de construção tipo Lego ou aquele material de encaixar como o K'NEX. A gente faz isso em grupos de quatro alunos. Eu dou um tempo maior, uns 40 minutos. O desafio é montar uma estrutura específica, tipo uma ponte ou uma torre. E olha, não pode ser qualquer coisa não: eu dou uma lista de requisitos, tipo "a ponte precisa aguentar um peso específico", coisas assim. Na última vez que fizemos isso, a Ana teve uma sacada genial de usar peças menores pra reforçar as laterais da ponte do grupo dela, e os meninos ficaram impressionados com quão estável ficou. Isso ajuda eles a verem na prática como quebrar problemas grandes (como construir uma ponte) em problemas menores (como fazer cada parte dela).

A terceira atividade envolve programação mesmo. Uso ambiente de programação visual tipo Scratch, que não precisa saber código complicado nem nada. A tarefa é criar uma historinha animada simples, tipo um teatrinho digital mesmo. Divido a turma em trios pra fazer isso durante duas aulas seguidas de 50 minutos cada. Aí eles têm que planejar desde o roteiro até os movimentos dos personagens na tela. O importante é que cada parte da animação precisa ser bem detalhada no planejamento deles antes de começarem a programar no Scratch. Na última vez que fizemos essa atividade, o Lucas e a Júlia tiveram uma ideia legal de criar uma cena em que dois personagens discutiam sobre reciclagem e como era importante pro meio ambiente. Eles até conseguiram sincronizar bem as falas dos personagens com os movimentos na tela depois de algumas tentativas.

Essas atividades sempre geram bastante engajamento porque deixam os alunos colocar a mão na massa mesmo e pensar fora da caixa. É nesse momento que eles percebem que resolver problemas complexos não é só coisa de adulto ou do mundo lá fora; é algo que eles podem praticar no dia a dia também. E mais importante ainda: eles veem que é normal errar e aprender com os erros ao longo do caminho.

Então é isso! Esse foi só um gostinho de como eu trabalho essa habilidade com os meninos aqui em Goiânia. Se tiverem outras dicas ou quiserem saber mais detalhes, só falar aí! Até mais!

Agora, sobre perceber se a turma realmente aprendeu sem aplicar uma prova formal, bom, tem várias maneiras. Uma que gosto muito é circular pela sala enquanto eles tão fazendo as atividades. Tipo assim, eu paro do lado do aluno e meio que observo de canto de olho. Dá pra ver quando tão animados, discutindo entre si, tentando resolver um problema juntos. Aí eu ouço umas conversas que são ouro puro. Teve uma vez que o João e a Letícia estavam discutindo um problema de lógica e o João falou "Não, Letícia, mas se a gente dividir isso em três etapas fica mais fácil". Na hora eu pensei: "esse aí pegou a ideia!"

Outra coisa que eu vejo é quando um aluno explica pro outro. Esses momentos são bem legais porque quando alguém consegue explicar algo, é porque entendeu mesmo. Aí tava o Pedro explicando pra Ana como usar um loop pra repetir uma ação no programa que tavam fazendo. Ele disse algo tipo "Ana, pensa num loop como quando você tá jogando Uno e repete seu turno porque vieram cartas iguais". E essa analogia dele foi tão boa que deu pra ver nos olhos da Ana que ela entendeu na hora.

Agora, sobre os erros comuns que os alunos cometem quando tão aprendendo esse conteúdo... Olha, acontece de tudo um pouco! O mais clássico é esquecer de inicializar variáveis ou entender errado a lógica de um loop. Teve um dia que a Mariana tava toda frustrada porque o programa dela não funcionava. Ela tinha esquecido de inicializar uma variável e ficava com resultado estranho. Aí eu cheguei do lado dela e disse "Mariana, dá uma olhada lá no começo do seu código, vê se tá tudo certinho". E ela "ai, professor, tava esquecendo mesmo".

Esses erros acontecem porque programação é cheia de detalhezinhos e nessa idade é comum eles quererem fazer tudo rapidinho e acabam passando batido em alguma coisa. Quando pego esses erros na hora, tento não só resolver mas explicar o porquê de estar dando errado. Tipo assim, na hora eu pergunto "o que você tá tentando fazer aqui?" e vou guiando até eles acharem o erro por conta própria.

Agora, com o Matheus que tem TDAH e a Clara que tem TEA, é um pouco diferente. Com o Matheus, eu percebi que ele precisa de mais pausas durante as atividades. Então deixo sempre ele ter um tempo extra pra dar uma voltinha pela sala ou tomar uma água. Também uso materiais visuais e cores pra ajudar ele a focar melhor. Fiz uns cartõezinhos coloridos com passos das atividades e ele adora isso porque pode ir marcando o que já fez.

Com a Clara, que tem TEA, percebi que o ambiente precisa ser mais previsível e com menos estímulos visuais pra ela não se perder. Então, organizo as atividades sempre no mesmo formato e dou pra ela uma espécie de roteiro do que vamos fazer no dia. No começo não funcionou muito bem porque o roteiro tava muito complexo. Aí simplifiquei bastante e agora ela usa sem problema.

E olha, vou te contar: tem dias que nada parece funcionar! Mas aí eu converso com eles, vejo como foi o dia e ajusto conforme necessário. Acho importante estar sempre aberto a mudar a abordagem até achar algo que realmente funcione pra cada um.

Bom pessoal, acho que por hoje é isso aí! Espero ter ajudado vocês a entender melhor como lidar com essas situações em sala de aula. Sabe como é né? Cada dia é uma nova aventura com esses meninos. Se alguém tiver mais dicas ou vivências pra compartilhar sobre isso, vai ser ótimo! Até mais e boa sorte aí nas salas de aula!

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