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EF69CO05Computação · Ano · Ensino Fundamental - Anos Finais

Identificar os recursos ou insumos necessários (entradas) para a resolução de problemas, bem como os resultados esperados (saídas), determinando os respectivos tipos de dados, e estabelecendo a definição de problema como uma relação entre entrada e saída. Empregar diferentes estratégias da Computação (decomposição, generalização e reúso) para construir a solução de problemas.

Pensamento computacionalEstratégias de solução de problemas - Generalização
CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, quando a gente fala dessa habilidade EF69CO05, parece meio complicado à primeira vista, né? Mas na prática, é sobre ensinar os meninos e meninas a olharem pra um problema e entenderem o que precisam pra resolver ele e o que vai sair disso. É como se estivesse fazendo uma receita de bolo: você precisa saber os ingredientes (entradas) e o resultado que quer (saída), que é o bolo pronto. E aí, usando essa ideia, eles usam estratégias de computação como decomposição, generalização e reúso. Ou seja, quebra o problema em partes menores, vê se dá pra aplicar o que já sabe em outras situações e tenta usar coisas que já deram certo antes.

Essa ideia de entrada e saída é uma coisa que a galera já vem trabalhando desde séries anteriores, quando a gente fala sobre lógica de programação. Lembra aquele negócio de algoritmo? Então, é a mesma coisa. Eles já sabem identificar passos pro computador resolver algo, e agora vão mais a fundo pra entender dados e como trabalhar com eles.

Agora, falando de atividades práticas na minha sala do 8º ano. Bom, tem três que eu costumo fazer e que a turma gosta bastante.

A primeira atividade é um desafio de receita de bolo mesmo. Eu levo uma receita simples de bolo de cenoura (aquela básica com cenoura, farinha, ovo, açúcar e óleo) e divido a turma em grupos de quatro ou cinco. Cada grupo recebe uma cópia da receita. Aí eles têm que listar quais são as entradas (ingredientes) e a saída (o bolo pronto). Depois disso, precisam pensar em problemas que podem surgir no meio do caminho, tipo "e se não tivesse ovo?" ou "e se alguém for alérgico a farinha?". A atividade leva uma aula inteira de 50 minutos. Tem sempre umas risadas quando sugerem substituir farinha por farinha de tapioca e o Pedro fala: "Isso vai virar uma goma!". E aí eles começam a perceber como cada ingrediente tem sua função.

A segunda atividade é um pouco mais complexa. Eu chamo de "Desafio das Torres". A gente usa material bem simples: caixas de sapato vazias ou qualquer outra caixa pequena que tiver. O objetivo é construir uma torre o mais alta possível usando apenas as caixas e fita adesiva. Antes de começar, eles têm que planejar como vão fazer isso, tipo pensar quantas caixas vão precisar empilhar para alcançar certa altura e como vão distribuir o peso para a torre não cair. A turma se organiza em duplas ou trios pra facilitar o trabalho em equipe. Isso geralmente toma duas aulas, porque na primeira eles planejam e fazem testes pequenos, e na segunda finalizam a torre. Um dia desses a Ana teve uma ideia genial de colocar as caixas na diagonal pra maior estabilidade e os outros grupos começaram a copiar isso. Foi uma lição tanto sobre criatividade quanto sobre observação dos resultados dos colegas.

A terceira atividade é mais voltada pro digital. A gente usa um programa simples de simulação online chamado Scratch, onde os alunos criam pequenas animações ou jogos. Olha só, não precisa ser nenhum expert em programação pra usar isso aí. Divido eles em duplas novamente pra que um ajude o outro. Eu dou um problema simples: "Criar um jogo onde um personagem precisa pegar três frutas diferentes pra ganhar pontos". Eles têm que definir quais inputs (entradas) o personagem recebe - tipo quando uma tecla é pressionada - e qual a saída - pontos contados na tela quando a fruta é pega. Essa leva cerca de três aulas porque primeiro eles exploram o Scratch, depois criam o jogo e finalmente apresentam para o resto da turma. O João sempre fica animado nessa parte porque quer mostrar pra todo mundo o jogo dele com sons engraçados.

Essas atividades ajudam eles a enxergar como as soluções podem ser construídas a partir da decomposição do problema em pedaços menores e como aplicar conceitos conhecidos no novo contexto. E sabe o que é mais legal? Ver como eles ficam empolgados quando conseguem resolver algum problema complicado sozinhos ou com a ajuda dos colegas.

Então, essa habilidade EF69CO05 não é só sobre entender entradas e saídas no papel, mas sobre aplicar isso na prática mesmo, ver onde dá certo e onde não dá tanto assim. É dar aos estudantes ferramentas pra pensarem criativamente e resolverem problemas práticos através da lógica computacional. E é sempre bom ver como cada aluno traz suas próprias ideias pra mesa, mesmo quando tão trabalhando com algo tão estruturado quanto programação.

Bom demais ver esses meninos crescendo nesse mundo da computação! E aí, quem mais tem dicas legais pra trabalhar essa habilidade? Pode mandar aí!

E, olha, uma das coisas mais bacanas é ver quando os meninos realmente pegam o jeito da coisa sem a gente precisar ficar ali só testando em prova. Aí, circulando pela sala, você tem umas pistas bem legais de que eles estão entendendo. Por exemplo, quando a galera começa a conversar entre si e um ajuda o outro, é maravilhoso. Teve um dia que tava rolando uma atividade de decomposição de um problema qualquer e vi a Júlia explicando pro Pedro: "Olha, pensa aqui como se fosse montar um quebra-cabeça, vamos dividir em partes menores". Aí eu pensei: "Ah, garota, você entendeu!". E é nessas horas que dá pra perceber que os alunos realmente estão internalizando o conceito.

Outra coisa bacana é quando eles começam a aplicar isso em situações diferentes sem precisar ser mandado. Tipo, o Lucas uma vez tava ajudando a Ana na tarefa de casa e eu ouvi ele falando: "Vamos ver se isso que aprendemos na aula passada serve aqui também". É quando eles começam a fazer essas conexões sozinhos que eu sei que o aprendizado tá fazendo sentido pra eles.

Agora, sobre os erros mais comuns, ah, esses aparecem bastante. O João, por exemplo, sempre tropeça na parte de generalização. Ele tenta aplicar uma solução específica pra tudo e às vezes não funciona. Uma vez, ele tava tentando resolver um problema de lógica e não conseguia sair do lugar porque tava insistindo em usar uma solução que só cabia em outro contexto. Aí eu cheguei nele e disse: "João, vamos dar uma olhada no problema de novo e ver se tem algum pedaço parecido com algo que já fizemos antes". Às vezes é só dar aquele empurrãozinho pra ele olhar por outro ângulo.

A Maria também comete um erro comum na hora de identificar as entradas e saídas do problema. Ela tende a pular essa parte e já quer ir direto pra solução. Teve uma vez que ela tava toda perdida num exercício porque não parou pra pensar o que realmente precisava do problema. Aí eu chamei ela de canto e falei: "Maria, calma aí. Vamos ver do que a gente precisa primeiro antes de sair resolvendo tudo". Com ela, eu gosto de usar quadros visuais ou mapas mentais porque parece que ajuda mais a clarear as ideias.

E aí tem o Matheus e a Clara. Olha, lidar com as necessidades específicas deles é desafiador, mas muito recompensador. O Matheus tem TDAH e precisa de atividades mais dinâmicas pra manter a atenção. Pra ele, eu costumo usar jogos de computador ou atividades práticas onde ele possa se movimentar um pouco mais. A gente teve uma atividade de programação básica onde ele criou um joguinho simples no Scratch e foi incrível ver como ele ficou focado!

Já com a Clara, que tem TEA, eu percebo que ela se dá melhor com rotinas bem estabelecidas e previsibilidade nas atividades. Pra ela, eu costumo fazer guias mais detalhados das tarefas e uso recursos visuais como vídeos explicativos curtos antes das atividades. Ah, e a gente combina palavras-chave pra ela sinalizar quando algo não estiver indo bem ou se precisar de ajuda extra. Isso cria um ambiente mais seguro pra ela experimentar sem sentir muita pressão.

Teve uma vez que achei que ia ser legal fazer uma atividade em grupo maior pra integrar mais todo mundo e pensei que poderia ajudar tanto o Matheus quanto a Clara. Bom, não funcionou como eu esperava. O Matheus ficou agitado demais e a Clara se isolou um pouco porque era muita gente falando ao mesmo tempo. Aí aprendi que nem sempre juntar tudo é a melhor saída; às vezes é melhor dividir em grupos menores e deixar eles escolherem as funções dentro da atividade.

E é isso! O dia a dia lá na sala é cheio desses momentos de tentativa e erro, mas também muitas conquistas pequenas que fazem tudo valer a pena. Tô sempre aprendendo com eles também. Que tal aí? Como vocês lidam com essas situações nas turmas de vocês?

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