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EF09CO08Computação · Ano · Ensino Fundamental - Anos Finais

Discutir como a distribuição desigual de recursos de computação em uma economia global levanta questões de equidade, acesso e poder. Entender que as tecnologias devem ser utilizadas de maneira segura, ética e responsável, respeitando direitos autorais, de imagem e as leis vigentes.

Cultura digitalSegurança e responsabilidade no uso da tecnologia - Tecnologia digital e sociedade
CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, quando a gente fala dessa habilidade EF09CO08, é basicamente ajudar os meninos a entenderem que o acesso à tecnologia não é igual pra todo mundo e que isso tem consequências. Tipo, em Goiânia eu vejo que alguns têm celular de última geração, enquanto outros só usam computador na escola. Então, quero que eles pensem sobre como isso afeta oportunidades e acesso a informações. E lógico, como usar essa tecnologia de forma responsável, respeitando direitos autorais e tudo mais, porque é muito fácil acabar fazendo besteira na internet sem pensar.

Eu sempre começo pelo que eles já sabem do oitavo ano. Lá eles aprenderam sobre o básico do uso seguro da internet, tipo não compartilhar senhas. Agora no nono, é sobre dar um passo além e olhar pro impacto maior dessas tecnologias na sociedade. Não só como usar, mas o que significa não ter acesso ou usar de forma errada. Quero que eles saibam discutir essas questões e tenham argumentos.

Uma das atividades que faço é uma roda de conversa sobre "quem tem o quê". Eu levo recortes de notícias sobre acesso à tecnologia em diferentes partes do Brasil e do mundo. Coisas simples, impressas mesmo. Divido a turma em grupos de cinco ou seis alunos e dou um tempo pra lerem e discutirem entre si. Depois um representante de cada grupo compartilha com a sala. Isso leva umas duas aulas, porque a discussão rende muito. Da última vez, o João levantou um ponto interessante sobre como os primos dele em outro estado não têm internet em casa e isso impacta até o dever de casa deles. Foi legal ver a turma refletindo sobre coisas que normalmente não param pra pensar.

Outra atividade que sempre rende bastante é um debate sobre direitos autorais e respeito ao uso de imagens na internet. Provoquei os meninos perguntando se podiam usar qualquer imagem no trabalho escolar. A maioria disse que sim, mas aí eu trouxe exemplos de casos reais em que fotos foram usadas sem permissão e isso deu problema. A galera fica meio chocada quando percebe que pode dar ruim até usando coisa da internet num trabalho de escola. Aí a atividade em si é eles criarem uma campanha rápida em cartazes sobre uso responsável de imagens e direitos autorais. Divido eles em duplas e dou uma aula pra pesquisarem e montarem o cartaz. Na aula seguinte, apresentamos os cartazes e discutimos o porquê das escolhas deles.

A terceira atividade é mais prática: uma pesquisa sobre como outras culturas usam tecnologia e como isso afeta a vida das pessoas. Eu passo um documentário curtinho (uns 20 minutos) mostrando exemplos de países com baixo acesso à tecnologia comparado aos mais desenvolvidos. Uso meu próprio notebook e um projetor da escola mesmo. Depois, peço que pesquisem em casa mais exemplos e tragam na próxima aula pra gente discutir em sala. Eles se organizam em grupos de novo pra compartilhar o que encontraram. Da última vez fiz isso, a Maria ficou empolgadíssima porque encontrou uns dados bem interessantes sobre como as escolas na Finlândia usam a tecnologia de forma diferente da gente aqui no Brasil.

O legal dessas atividades é ver como os alunos reagem e começam a conectar os pontos entre o que discutimos na teoria e a realidade deles. Tipo assim, às vezes eles chegam com umas convicções bem firmes e saem das atividades pensando "tá, mas será que não tem mesmo outro lado?" É gratificante ver essa evolução.

E claro, sempre rola umas risadas no meio disso tudo porque discutir essas questões também traz umas histórias pessoais engraçadas dos meninos sobre como usaram tecnologia de forma errada e aprenderam com isso.

Bom, espero ter conseguido dar uma ideia geral de como trabalho essa habilidade com minha turma do nono ano. Cada grupo é diferente, mas no geral essa abordagem ajuda eles a entenderem melhor as questões de equidade e responsabilidade no uso da tecnologia. Por hoje é isso! Se alguém tiver dúvidas ou quiser trocar ideias, estou por aqui!

Bom, então vamos lá. Como é que eu percebo que os meninos realmente entenderam esse negócio sobre desigualdade no acesso à tecnologia e responsabilidade digital, sem aplicar uma prova formal? Olha, na verdade, é algo que você sente mais do que vê. Tipo assim, quando estou circulando pela sala e vejo a Júlia explicando pro Pedro como usar uma fonte de pesquisa confiável, ou quando eles começam a discutir se é justo ou não que alguns tenham mais acesso à tecnologia que outros, eu fico ali só observando, meio de canto. Dá uma sensação boa, sabe? De que o papo tá rendendo. Uma vez, ouvi o Gabriel falando pro Lucas: "Mano, por isso que não dá pra acreditar em tudo que você vê no YouTube. Tem que pesquisar!". Aí eu pensei: "Ah, esse entendeu". É nesses momentos que você saca que algo clicou na cabeça deles.

Agora, com relação aos erros comuns, tem uns clássicos que sempre aparecem. A Ana, por exemplo, uma vez achou que tudo na internet era de graça e podia usar à vontade. Ela tava fazendo um trabalho e usou várias imagens sem citar as fontes. A gente conversou e expliquei que mesmo online, tudo tem dono e precisa ser respeitado. Aí ela ficou super sem graça mas entendeu rapidinho. Outro exemplo é o Joãozinho. Ele confunde o conceito de acesso com habilidade. Sempre acha que quem tem mais tecnologia automaticamente sabe usar melhor. Aí tenho que lembrar ele do tanto de gente que tem super equipamentos mas nem sabe por onde começar! Esse erro vem muito da ideia de "ter" ser igual a "saber", o que a gente sabe que nem sempre é verdade.

E quando acontece desses deslizes, eu prefiro não dar um sermão chato. Tento mostrar na prática o porquê de ser um erro e como corrigir. Tipo, dou exemplos do dia a dia ou peço pra eles pensarem em como seria se alguém fizesse com eles o mesmo erro.

Sobre o Matheus e a Clara, cada dia aprendo algo novo com eles. O Matheus tem TDAH e às vezes é complicado porque ele se distrai fácil demais nas atividades mais longas ou quando tem muita informação ao mesmo tempo. O segredo pra ele é dividir as tarefas em partes menores. Também uso muito material visual e ele adora essas coisas mais interativas, tipo vídeos curtos ou infográficos porque prendem a atenção dele melhor do que texto puro.

Já a Clara, com TEA, tem um jeitinho todo especial de aprender e precisa de mais estrutura nas atividades. Então faço o possível pra deixar claro o passo a passo do que precisa ser feito. Ela gosta quando tem uma rotina bem definida e coisas previsíveis. Pra Clara também adapto alguns materiais visuais e uso linguagem simples pra não confundir mais do que explicar.

Uma coisa interessante é que enquanto pro Matheus os vídeos ajudam a focar, pra Clara às vezes são um desafio porque não gosta muito de barulhos ou movimentos bruscos nas telas. Então, com ela, um bom livro ou até uma apresentação em slides funciona melhor.

Ah, teve uma vez que tentei juntar os dois em um projeto sobre tecnologia responsável. Pensei: "Vai ser ótimo! Eles vão se complementar". Bem... não deu muito certo porque o ritmo deles é bem diferente e acabaram se frustrando um pouco. Aprendi ali a importância de respeitar esses ritmos individuais.

E é isso, pessoal! Cada dia com esses meninos é uma lição nova pra mim também. Espero ter ajudado vocês aí do fórum compartilhando essas experiências. Grande abraço e até a próxima!

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