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EF69CO06Computação · Ano · Ensino Fundamental - Anos Finais

Comparar diferentes casos particulares (instâncias) de um mesmo problema, identificando as semelhanças e diferenças entre eles, e criar um algoritmo para resolver todos, fazendo uso de variáveis (parâmetros) para permitir o tratamento de todos os casos de forma genérica. Empregar diferentes estratégias da Computação (decomposição, generalização e reúso) para construir a solução de problemas.

Pensamento computacionalEstratégias de solução de problemas - Generalização
CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, esse negócio de trabalhar a habilidade EF69CO06 na turma do 8º Ano é um desafio, mas é também muito bacana quando a gente vê os meninos pegando o jeito da coisa. Na prática mesmo, o que a gente quer que eles façam é pegar um problema, desses que aparecem o tempo todo, e conseguir enxergar que esse problema tem várias carinhas diferentes. Eles precisam identificar o que tem de parecido e o que muda de um caso pro outro. Depois, eles têm que criar um "passo a passo", um algoritmo que funciona para resolver não só um, mas todos esses casos. E mais: usando variáveis, que são esses lugares onde a gente guarda informações que podem mudar.

Essa habilidade se conecta bastante com o que os meninos já viram no 7º Ano, onde eles começaram a brincar com algoritmos mais simples. Naquela época, eles ainda estavam engatinhando na ideia de resolver problemas com passos definidos. Agora, no 8º Ano, a gente sobe um degrau e começa a falar de generalizar soluções pra diferentes casos. Isso inclui usar aquelas estratégias da computação como decomposição, generalização e reúso.

Aí pra ajudar essa moçada a entender tudo isso, eu faço umas atividades práticas. Vou contar três delas aqui.

Primeira atividade: a brincadeira das receitas. Eu levo pra sala algumas receitas bem simples, tipo de bolo ou suco. A ideia é mostrar como uma receita é parecido com um algoritmo. Depois, eu peço pra turma pensar em como adaptar essa receita pra quantidade de pessoas. Por exemplo, se eu tenho uma receita de suco pra 4 pessoas e quero fazer pra 10, o que eu preciso mudar? A gente usa papel e lápis mesmo, nada de tecnologia nessa etapa. Organizo a turma em duplas e dou uns 20 minutos. Os alunos geralmente reagem bem porque envolve comida e isso sempre atrai atenção deles. Da última vez, o Lucas e o João discutiram bastante sobre quanto de açúcar deveriam colocar no suco pra 10 pessoas sem deixar muito doce. Foi engraçado porque eles foram testar em casa e trouxeram o suco no dia seguinte. Todo mundo da sala experimentou!

Segunda atividade: o jogo das variações. Pegamos um jogo simples de tabuleiro que todo mundo conhece — tipo dama ou aquele jogo da velha — e começamos a pensar em como seria mudar as regras ou os tabuleiros. A tarefa deles é criar novas regras ou formatos do tabuleiro e depois voltar pro algoritmo inicial do jogo para ver como ele precisaria ser adaptado para se encaixar nos novos formatos. Usamos cartolina e marcadores coloridos pras ideias deles ganharem vida visualmente. Divido a turma em grupos de quatro e dou uns 40 minutos pra atividade toda. O interessante é ver como as ideias deles podem ser bem criativas. Teve uma vez que a Sara sugeriu usar pecinhas diferentes para cada jogador no mesmo jogo da velha, criando quase uma versão 3D do jogo!

Terceira atividade: programando com blocos. A gente usa aqueles sites online onde dá pra programar usando blocos visuais, tipo o Scratch. Os meninos já conhecem o básico do 7º Ano, então aqui eu convido eles a criar um jogo ou uma animação onde o personagem precisa resolver diferentes desafios (como pular obstáculos ou coletar objetos) e todas as soluções têm que ser controladas por um único conjunto de instruções usando variáveis para definir quais obstáculos ou objetos aparecem. Damos uma aula inteira pra isso (uns 50 minutos) porque eu sei que eles ficam super empolgados e acabam se divertindo bastante enquanto aprendem. Na última vez que fizemos, o Pedro inventou uma animação em que um gato tinha que atravessar uma cidade cheia de laranjas voadoras! Ele ficou tão empolgado com as variáveis que chegou até a me ensinar uma nova maneira de organizar as condições dentro do código.

Enfim, essas atividades ajudam a galera a entrar no clima da habilidade EF69CO06 sem nem perceber muito que estão trabalhando algo específico da BNCC. Eles vão se acostumando com essa ideia de pensar nos problemas de uma forma mais ampla, vendo as diferenças e semelhanças entre os casos. No final das contas, é isso que a gente quer: formar pessoas que pensem além do óbvio e consigam encontrar soluções eficientes pros problemas do dia a dia. E sempre dando boas risadas juntos!

E aí, galera, continuando aqui sobre como eu percebo que os meninos realmente aprenderam essa habilidade EF69CO06, sem precisar de uma prova formal. No dia a dia, a gente acaba percebendo de várias formas. Por exemplo, quando tô circulando pela sala e escuto as conversas entre eles. Tipo assim, outro dia, a Júlia tava explicando pro Pedro como usar uma variável pra deixar o algoritmo deles mais flexível. Eu tava passando por ali e ouvi ela dizendo: "Se a gente usar essa letra aqui pra representar o número de dias, aí dá pra calcular o que a gente quiser, tipo semanas ou meses!" Aí eu pensei: "Poxa, ela entendeu mesmo!" Isso é um sinal claro de que a coisa tá fluindo.

Outra situação que me mostrou isso foi quando o Lucas ajudou o Thiago a resolver um problema. O Thiago tava meio travado num exercício e o Lucas chegou dizendo: "Cara, pensa aí que nem uma receita de bolo. Primeiro você junta os ingredientes, depois mistura e só então coloca no forno. Se mudar a ordem, vai dar errado." Aí o Thiago fez um "ah tá!" e conseguiu resolver. Quando um aluno consegue traduzir o conceito de algoritmo pra algo do dia a dia e ainda ajudar um colega, é porque pegou a ideia.

Agora, falando dos erros mais comuns, nossa senhora, tem uns que são clássicos. Um erro comum é quando o pessoal acha que pode mudar o valor de uma variável em qualquer lugar do algoritmo sem pensar nas consequências. Por exemplo, teve um dia que a Maria botou uma variável no começo do algoritmo dela e depois mudou o valor dela no meio do caminho sem atualizar onde precisava. Resultado: o algoritmo dela deu resultado errado. Isso acontece porque às vezes eles querem resolver tudo rapidinho e não prestam atenção na lógica da sequência.

Outra situação engraçada foi com o João. Ele sempre esquece de testar todos os casos possíveis. Uma vez ele fez um algoritmo pra calcular o troco em uma compra e só testou com valores certinhos, tipo 10 reais pagos pra uma compra de 8 reais. Aí eu mostrei pra ele que não funcionava quando o valor pago era menor que a compra ou quando precisava dar troco com moedas diferentes. Ele olhou pra mim todo surpreso! Eu sempre digo: "João, testa tudo, até o que parece errado!"

Na sala tem também os meus queridos Matheus e Clara, cada um com suas particularidades. O Matheus tem TDAH e às vezes ele fica meio disperso nas atividades. Pra ele, eu uso bastante material visual e divido as atividades em partes menores com pausas entre elas. Assim ele consegue focar melhor em cada etapa sem se perder no meio do caminho. Funciona muito bem quando faço isso.

Já a Clara, que tem TEA, gosta de rotinas bem definidas e previsíveis. Pra ela eu faço um planejamento mais detalhado das atividades do dia, coloco no quadro ou dou um papelzinho pra ela acompanhar. Também dou um tempinho extra pra ela processar as informações antes de pedir pra ela responder ou participar das discussões. Ah, uma coisa que não rolou com a Clara foi quando tentei mudar muito as atividades ou o espaço da sala; isso deixou ela bem desconfortável.

No final das contas, cada aluno tem seu jeito e suas necessidades, né? É importante estar atento e disposto a adaptar as coisas pro melhor aprendizado deles. Dá trabalho? Dá. Mas quando vejo eles avançando e entendendo melhor os conceitos, vale demais!

Bom, é isso aí pessoal. Espero que essas histórias ajudem vocês a encontrar novas maneiras de observar e ensinar na sala de aula também. Cada dia é um aprendizado pra nós professores também! Abraço e até a próxima!

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