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EF08CO11Computação · Ano · Ensino Fundamental - Anos Finais

Avaliar a precisão, relevância, adequação, abrangência e vieses que ocorrem em fontes de informação eletrônica. Selecionar e utilizar tecnologias computacionais para se expressar e resolver problemas, analisando criticamente os diferentes impactos na sociedade.

Cultura digitalUso de tecnologias computacionais - Uso crítico das mídias digitais
CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, meus amigos, quando a gente fala dessa habilidade EF08CO11 da BNCC, eu penso logo no mundo de informação que esses meninos têm acesso. Hoje em dia, eles vivem grudados no celular, tablet, computador, e tem uma avalanche de informação vindo de tudo quanto é lado. Então, o que a habilidade propõe é ajudar a galera a desenvolver um olhar crítico sobre isso tudo. Eles precisam saber diferenciar o que é informação de qualidade e o que é fake news, entender o que é relevante e o que tem viés, sabe? É tipo treinar um filtro na cabeça deles.

Pra mim, é como ensinar a pescar em vez de dar o peixe. Os estudantes precisam aprender a analisar fontes de informação e tirar suas próprias conclusões. É como se o moleque tivesse que fazer uma pesquisa sobre um assunto. Ele vai lá no Google, encontra um monte de coisa, mas como é que ele sabe o que presta e o que não presta? É isso que eles têm que aprender. E, claro, isso se conecta com o que eles já vêm aprendendo sobre pesquisa e uso da internet desde as séries anteriores. Eles já sabem usar o Google, já sabem o básico de procurar informação, mas agora é hora de aprofundar esse entendimento.

Agora vou contar umas atividades que tenho feito com minha turma do 8º Ano aqui em Goiânia. São coisas bem práticas mesmo.

Uma das atividades que gosto de fazer é a análise crítica de notícias online. Eu pego uns artigos de sites variados e levo para a sala. Não precisa ser nada muito sofisticado, viu? Pode ser uma notícia do portal UOL e outra de um blog qualquer sobre o mesmo tema. Divido a turma em grupos de quatro ou cinco alunos e dou um tempo pra eles lerem e discutirem entre si. Eles têm uns 30 minutos pra isso. A ideia é avaliar a precisão das informações, discutir se tem viés ou não, se a linguagem é adequada ou alarmista demais. Na última vez que fizemos isso, teve um grupo da Mariana que ficou bem empolgado. Ela levantou a questão do sensacionalismo e comparou com uma notícia mais neutra. Foi legal ver como eles conseguiram ver essa diferença e discutir entre eles.

Outra coisa que faço é uma oficina de fake news. Isso dá uma agitada na turma! Eu mostro algumas notícias falsas bem absurdas que já circularam por aí (só não falo antes que são falsas) e peço pra eles pesquisarem se são verdadeiras ou não. Pra isso, eles usam sites como o E-farsas ou Boatos.org. Aí depois, em roda, cada um apresenta pro resto da turma o que encontrou. Isso leva umas duas aulas inteiras, porque além da pesquisa tem a discussão depois. O legal é ver a reação quando eles descobrem que caíram numa pegadinha! O João Pedro quase não acreditou quando viu que aquela famosa história do suco de laranja ser cancerígeno era falsa.

Uma terceira atividade é trabalhar com projetos sobre os impactos das tecnologias na sociedade. Nesse caso, deixo eles escolherem os temas dentro dessa ideia geral: pode ser sobre redes sociais, inteligência artificial, impactos ambientais da tecnologia... O importante é eles levantarem informações bem fundamentadas e apresentarem pra turma depois. Dou umas três semanas pra eles prepararem tudo porque envolve bastante pesquisa e criatividade na apresentação – alguns fazem slides, outros fazem vídeos ou encenações. E aí dá pra ver quem realmente entendeu essa questão dos vieses e da relevância das informações. O Miguel escolheu falar sobre privacidade online e trouxe uns dados interessantes sobre como as redes sociais usam nossas informações sem a gente nem sonhar! Foi um projeto bem legal.

Claro que nem tudo são flores e tem dia que tá todo mundo meio desligado ou sem paciência pra discutir essas coisas. Mas no geral eu vejo que essas atividades ajudam os alunos a pensar além do básico "achei no Google". Eles começam a questionar mais as coisas, ficam mais atentos ao tipo de conteúdo que consomem na internet.

Enfim, colegas, ensinar essa habilidade é preparar os alunos pro mundo real mesmo. Hoje em dia, saber filtrar informação é essencial em qualquer área e ajuda até mesmo nas outras disciplinas da escola. Espero que essas ideias possam ajudar vocês aí também! Se tiverem sugestões ou quiserem compartilhar experiências semelhantes, tô aqui pra trocar ideia! Abraços!

Olha, meus amigos, quando a gente tá dando aula e precisa perceber se os meninos realmente aprenderam, a gente tem que ficar de olho em muita coisa além das provas formais. Eu curto muito circular pela sala enquanto eles tão fazendo atividades em grupo ou discutindo algum tema. É nessas horas que você vê a mágica acontecer. E é engraçado, porque às vezes os meninos nem percebem que tão mostrando que entenderam o conteúdo.

Por exemplo, teve um dia que eu tava passando entre as fileiras quando vi o Lucas, que é aquele menino mais quietinho e observador, explicando pra Maria a diferença entre uma notícia confiável e uma fake news. Ele tava usando um exemplo que a gente tinha discutido em aula, um boato que circulou sobre uma celebridade. E aí ele falou algo como “Maria, se você ver uma notícia só num site estranho e ninguém mais tá falando disso, já desconfia, sabe?”. Na hora, eu pensei “Ah, esse entendeu!”. Porque ele pegou o conceito que a gente trabalhou e aplicou numa situação real.

E quando você ouve as conversas entre eles, às vezes sai cada coisa que você só acredita vendo. Outro dia o Pedro tava falando com o João sobre um vídeo que viralizou e dizia “Cara, mas de onde saiu essa informação? Você viu a fonte?”. Quando eles começam a questionar as fontes das informações sozinhos assim, sem eu precisar cutucar, é sinal de que o aprendizado tá rolando.

Agora, sobre os erros mais comuns... A galerinha às vezes se empolga demais com a tecnologia e acaba confiando em tudo que lê na internet. Teve um episódio engraçado com a Júlia. Ela veio toda empolgada me mostrar um artigo sobre saúde que prometia curas milagrosas com um tal de suco detox. O problema é que o site era cheio de anúncios suspeitos e não tinha nenhuma referência médica confiável. A Júlia caiu num erro comum: acreditar numa informação só porque ela queria que fosse verdade. Acontece muito quando eles não separam o desejo do fato.

Quando pego esses erros na hora, tento sentar com eles e mostrar onde tá o problema. Tipo assim: “Júlia, vamos ver se esse site tem alguma referência confiável? Olha aqui, a gente não tá achando nada sobre o autor”. E vamos pesquisando juntos por fontes mais sólidas. É quase como ser um detetive da informação com eles.

Agora, falando do Matheus, que tem TDAH, e da Clara, com TEA... Cara, esses dois são super especiais! O Matheus tem uma energia incrível e às vezes é difícil pra ele focar por muito tempo numa atividade. Então eu tento variar bastante as atividades pra ele não perder o interesse. Por exemplo, uso jogos educativos online que prendem a atenção dele mais do que uma explicação longa no quadro. Também deixo ele dar umas voltas pela sala quando vejo que ele tá muito agitado. Isso ajuda a gastar um pouco da energia acumulada.

Já com a Clara eu preciso ser mais cuidadoso em como organizo as atividades. Ela gosta de rotina e precisa de instruções bem claras e diretas. Então eu sempre preparo uma lista de passos na mesa dela pra cada atividade do dia. Também uso material visual extra pra ela entender melhor os conceitos — tipo infográficos e vídeos curtos. Uma vez tentei usar música como parte da atividade e ela ficou bem incomodada com o barulho, então aprendi a adaptar sem incluir esse tipo de estímulo.

Aí é importante lembrar que cada aluno é único e o que funciona pra um pode não funcionar pro outro. Mas mantendo diálogo aberto com eles e os pais, dá pra ir ajustando conforme necessário.

Bom gente, por hoje é isso. Espero que essas histórias tenham ajudado vocês de alguma forma! Adoro compartilhar essas experiências porque cada dia em sala é uma novidade e sempre dá pra aprender algo novo com os nossos alunos. Vamos conversando aí nos posts! Abraço!

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