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EF69CO01Computação · Ano · Ensino Fundamental - Anos Finais

Classificar informações, agrupando-as em coleções (conjuntos) e associando cada coleção a um ‘tipo de dado’. Construir e analisar soluções computacionais de problemas de diferentes áreas do conhecimento, de forma individual ou colaborativa, selecionando as estruturas de dados adequadas (registros, matrizes, listas e grafos), aperfeiçoando e articulando saberes escolares.

Pensamento computacionalProgramação -Tipos de dados
CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, quando a gente fala da habilidade EF69CO01 da BNCC aí pro 7º ano, estamos lidando com algo que parece complicado, mas na real é bem legal. É sobre classificar informações e criar soluções computacionais. Tipo assim, a ideia é que os meninos e as meninas consigam olhar para um monte de dados e saibam agrupá-los em conjuntos que façam sentido. Eles precisam entender que cada conjunto desses representa um tipo de dado específico. E mais: eles têm que ser capazes de usar isso pra resolver problemas de diversas áreas do conhecimento. Quer dizer, pode ser em Matemática, Ciências, História... onde der.

Na prática, o aluno tem que saber diferenciar, por exemplo, entre dados numéricos e texto. Saber quando usar uma lista ou uma matriz conforme o que ele precisa resolver. E pra isso, é vital eles entenderem um pouquinho dessas estruturas de dados. O pessoal do 6º ano já tem uma noção básica de como os dados podem ser utilizados em planilhas simples ou gráficos, mas agora a exigência é um pouco maior: eles precisam começar a pensar mais como pequenos programadores mesmo. E isso é algo que pode ser desafiador, mas olha, é muito recompensador ver quando eles pegam o jeito da coisa.

Bom, aqui vão três atividades que eu costumo fazer com a turma pra desenvolver essa habilidade:

Primeiro, tem uma atividade que chamo de "Classificando nosso bairro". Eu levo os alunos pra fora da sala (é sempre bom dar uma quebrada na rotina), ali na área verde da escola, e a gente começa a observar tudo ao nosso redor. Em duplas ou trios, eles têm que anotar o que vêem: árvores, carros, tipos de lixo no chão (infelizmente sempre tem). Depois voltamos pra sala e começamos a discutir como classificar essas observações em tipos de dados. Essa atividade leva mais ou menos dois períodos. Tivemos uma situação engraçada com o Pedro e o Lucas: eles começaram a debater se uma pedra era um dado natural ou um obstáculo artificial. A discussão foi tão boa que envolveu a turma inteira e serviu pra gente entender melhor como cada coisa pode se encaixar em diferentes categorias dependendo do contexto.

A segunda atividade é em sala de aula mesmo, com papel e caneta (às vezes também usamos tablets). Chamo de "Minha playlist". Eles têm que criar listas de músicas favoritas do momento considerando critérios como gênero musical, ano de lançamento e artista. A ideia aqui é trabalhar principalmente com listas. Divido a turma em pequenos grupos de quatro ou cinco e dou uns 40 minutos pra eles debaterem sobre as músicas e criarem as listas. Depois cada grupo apresenta suas listas pro resto da turma e falam um pouco sobre as escolhas deles. Da última vez que fizemos essa atividade, a Ana ficou super empolgada contando sobre as músicas dos anos 80 que o pai dela escuta e acabou influenciando a turma toda a prestar mais atenção nessas músicas antigas.

Por último, gosto de fazer uma atividade chamada "Desafio dos enigmas". Aí eu uso um software simples de programação baseado em blocos (como o Scratch) para criar pequenos problemas ou enigmas que eles têm que resolver em duplas ou trios. Cada enigma precisa ser resolvido usando a estrutura de dados correta - tipo usando uma matriz pra resolver um labirinto ou gráficos pra analisar padrões numa história contada só por imagens. Essa atividade leva mais tempo, geralmente uns três períodos porque envolve programação básica e bastante discussão entre eles. Na última vez, o João e a Mariana conseguiram resolver um enigma super complicado mais rápido do que eu esperava! Eles acabaram mostrando pra turma como tinham feito usando uma matriz bidimensional e isso gerou uma baita discussão boa sobre como pensar fora da caixa.

Então é isso! Essas atividades geralmente geram muito aprendizado porque são práticas e fazem os alunos pensarem ativamente sobre como as informações são organizadas. E à medida que vão se familiarizando com essas ideias, vão ficando mais confiantes não só em computação mas em outras áreas também. É sempre bom ver quando eles entendem alguma coisa nova e aplicam em algo do cotidiano deles.

E ah! Se você tiver alguma dica ou experiência diferente aí na sua escola sobre essa habilidade, me manda! Adoro trocar essas ideias com outros professores porque cada turma é única e sempre podemos aprender uns com os outros.

É isso aí pessoal! Abraço!

E aí, como é que eu sei que os meninos e as meninas aprenderam de verdade essa tal habilidade EF69CO01, sem precisar de prova? Bom, tem várias maneiras. Primeiro, quando eu tô passeando pela sala durante as atividades, eu fico de olho no que eles estão fazendo. Aí eu vejo quem tá entendendo o negócio. Tem um momento que é mágico: quando você vê um aluno explicando pro outro. Isso é sinal de que ele não só entendeu, mas que tá confiante no que aprendeu. Tipo outro dia, o João tava ajudando a Mariana a entender como organizar dados sobre a evolução das temperaturas numa tabela. Ele foi explicando bem direitinho, e a Mariana foi pegando o jeito. Esse tipo de interação é ouro.

Outra coisa é ouvir as conversas deles. Quando eles começam a discutir entre si sobre a atividade, tipo "ah, mas esse dado aqui não faz sentido nesse grupo", ou "vamos tentar resolver assim", você vê que eles estão raciocinando do jeito certo. Teve uma vez que eu ouvi a Luana falando pro grupo dela: "Peraí, mas se a gente agrupar os dados dessa forma, fica mais fácil de achar a solução." Pronto, ali eu percebi que ela tava sacando tudo.

Agora, sobre os erros mais comuns, tenho uma lista na cabeça já! O Pedro, por exemplo, sempre confunde quando é pra classificar dados numéricos e categóricos. Ele acha que tudo que tem número tem que estar junto, mesmo se for uma categoria diferente. Já peguei ele misturando idades com quantidades de produtos numa tabela. Isso é comum porque muitas vezes a molecada acha que tudo é só olhar os números e pronto. O que eu faço quando vejo isso? Eu paro tudo e mostro um exemplo prático: pego duas caixas de lego, uma com peças azuis e outra com peças vermelhas. Aí eu digo: "Vê, azul não se mistura com vermelho só porque são peças de lego, né? São categorias diferentes."

Outro erro clássico é na hora de criar soluções computacionais a partir desses dados. A Sofia é mestra em querer pular etapas e já ir direto pro resultado final sem pensar no processo. Então ela acaba fazendo uma completa bagunça com os dados. Por isso, sempre dou aquela reforçada nas etapas: primeiro classificar certinho, depois pensar nas possibilidades de solução. Se eu vejo que ela tá escorregando, dou um toque e peço pra ela rever o caminho todo.

Agora vamos falar do Matheus e da Clara. Bom, o Matheus tem TDAH e precisa de um pouco mais de estrutura às vezes pra se concentrar nas atividades. Então o que eu faço é dividir as tarefas em partes menores e vou liberando aos poucos. E também uso bastante recurso visual pra ajudar na compreensão dele. Tem um aplicativo que uso no tablet pra ele poder manipular dados de forma interativa, isso ajuda demais! Teve uma época que tentei usar apenas material impresso e não rolou muito bem pra ele, ele dispersava rápido.

Com a Clara, que tem TEA, o esquema é outro. Ela precisa de previsibilidade nas atividades e também de um ambiente mais silencioso às vezes. Eu organizo o tempo dela de forma bem clara: começo da aula com uma breve explicação do que vamos fazer e depois dividimos em momentos bem definidos. Outra coisa que funciona muito bem são as tabelas visuais com cores diferentes pras categorias, ajuda muito na organização das ideias dela. O desafio foi acertar o ritmo certo das atividades pra ela não ficar ansiosa se for rápido demais ou entediada se for lento demais.

Bom galera, é isso aí! Ensinar computação não é só sobre máquina e software; é sobre entender cada aluno como pessoa única e ajudar cada um do jeito que eles precisam. Se tiverem mais dicas ou quiserem trocar umas ideias sobre estratégias em sala de aula pra esses casos ou outros, tô por aqui! Abraço!

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