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EF08CO03Computação · Ano · Ensino Fundamental - Anos Finais

Utilizar algoritmos clássicos de manipulação sobre listas. Construir e analisar soluções computacionais de problemas de diferentes áreas do conhecimento, de forma individual ou colaborativa, selecionando as estruturas de dados adequadas (registros, matrizes, listas e grafos), aperfeiçoando e articulando saberes escolares.

Pensamento computacionalProgramação - Algoritmos clássicos
CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, pegar essa habilidade EF08CO03 da BNCC e traduzir para o dia a dia da sala de aula não é das tarefas mais simples, mas é exatamente o tipo de desafio que me motiva. Quando a gente fala em "utilizar algoritmos clássicos de manipulação sobre listas", na prática, estamos dizendo que os alunos precisam entender como esses algoritmos funcionam e conseguir aplicá-los para resolver problemas do cotidiano. É como dar a eles umas ferramentas na mão e ensiná-los a construir coisas com elas, só que em vez de martelo e serrote, estamos falando de comandos e estruturas lógicas.

Na turma do 8º Ano, a ideia é que os meninos consigam trabalhar com essas listas e estruturas de dados de um jeito que faça sentido. Eles já vêm do 7º com uma base mais focada em entender o que é um algoritmo e qual o papel da programação básica. Lá eles aprenderam sobre sequências simples, tipo funções básicas, se... então..., enquanto... E aí, no 8º, a gente bota mais tempero nessa receita, introduzindo as listas propriamente ditas, como se organiza uma matriz, o que são registros e até toca um pouco em grafos.

A primeira atividade que eu faço é bem prática: uso papel e caneta mesmo. A proposta é para eles entenderem como funciona um algoritmo de ordenação, como o bubble sort ou insertion sort, mas sem computador. Eu dou uma lista de números misturados para cada aluno ou dupla (depende do tamanho da turma) e peço pra eles organizarem isso em ordem crescente ou decrescente. O tempo gasto nisso aí geralmente dá uma aula inteira, porque gosto de deixar eles se perderem um pouco no caminho, tentando diferentes formas. Eles reagem bem curiosos no começo e meio perdidos às vezes, mas aos poucos a coisa vai clareando. Na última vez que fiz isso, o Pedro ficou muito intrigado tentando encontrar um padrão e no final explicou para os colegas como ele resolveu.

A segunda atividade envolve já botar a mão na massa com o computador. Aí eu uso uma plataforma online chamada Scratch, que é bem visual e permite que eles vejam o efeito dos algoritmos de forma mais clara. A tarefa é criar um jogo simples onde os personagens têm que pegar itens numa determinada ordem, usando listas para armazenar e manipular essa sequência. Leva umas duas ou três aulas no máximo. As reações são sempre interessantes: tem quem já saca de cara tipo a Sara, que conseguiu criar um jogo com várias fases; outros pegam o jeito aos poucos, mas no fim todo mundo consegue fazer algo bacana.

E tem uma terceira atividade que é mais colaborativa. Eu divido a turma em grupos e cada grupo tem que pensar num problema real do dia a dia deles que poderia ser resolvido com um algoritmo. Não precisa ser algo complexo — pode ser organizar os horários do futebol ou do estudo num documento compartilhado. Eles usam papel quadriculado para desenhar como seria essa solução em forma de fluxograma antes de passarem pro código propriamente dito. Essa atividade pode ser desenvolvida ao longo de uma semana inteira de aulas, porque envolve várias etapas: planejamento, desenho do fluxograma, construção do algoritmo em si e depois apresentação para o resto da turma. Da última vez que fizemos isso, teve um grupo liderado pela Ana Laura que bolou um jeito bem legal de organizar os aniversários da sala para não esquecerem ninguém.

A grande sacada dessas atividades é conectar esse aprendizado da sala com algo prático e real para os alunos. Eu percebo que quando eles veem utilidade naquilo que tão fazendo, a motivação aumenta muito. Claro que não é sempre fácil — tem aluno que ainda fica meio perdido ou desinteressado no começo — mas é incrível ver como aos poucos eles vão pegando o jeito.

Resumindo aí pra vocês: entender a EF08CO03 é guiar os alunos na capacidade de manipular dados e resolver problemas com criatividade e lógica. Isso passa por atividades manuais para sentir o algoritmo funcionando até usar plataformas digitais para ver esse bicho em ação num contexto maior. E eu fico aqui sempre achando novas formas de tornar esse processo mais envolvente!

Se alguém tiver mais sugestões de atividades ou quiser saber mais sobre alguma dessas práticas aí, me manda mensagem! Adoro trocar ideia sobre esses temas. Até mais!

a galera já está bem familiarizada com a ideia de listas. A gente começou com exemplos mais simples, tipo ordenar a lista de chamada ou até mesmo organizar as notas da turma em ordem crescente. Mas o que eu quero falar hoje é como eu percebo que os meninos realmente entenderam a coisa toda, sem precisar aplicar uma prova formal.

Pra começar, uma das coisas que eu mais gosto de fazer é circular pela sala durante as atividades. Enquanto eles estão lá, mexendo nos computadores ou nos cadernos, eu vou de um grupo pro outro e fico de olho. Sempre tem aquele aluno que começa a rabiscar no papel tentando desenrolar o que entendeu. E sabe quando você percebe que alguém entendeu? É quando ele começa a explicar pro colega do lado como que faz. Tipo o João, que outro dia tava ajudando a Mariana com um algoritmo de ordenação. Ele tava lá, todo empolgado, explicando passo a passo da lógica, e eu só fiquei na escuta, pensando: "Ah, esse entendeu!".

Outro termômetro pra ver se a coisa tá fluindo bem é escutar as conversas deles. Quando eles começam a usar o vocabulário certo e a discutir estratégias diferentes, sem medo de errar, é sinal de que estão pegando o jeito. Teve um dia que ouvi a Ana falando pro Pedro: "Não, olha só, se você fizer desse jeito aqui, vai dar rolo na hora de ordenar a lista porque tá faltando um passo". É música pros meus ouvidos!

Mas claro, erro todo mundo comete e faz parte do aprendizado. Os erros mais comuns geralmente vêm de detalhes pequenos que acabam passando despercebidos. Tipo o Lucas, que tava tentando fazer uma busca numa lista e esqueceu de inicializar uma variável antes do loop. Resultado: o algoritmo não funcionava direito. E aí eu chego junto e aponto: "Ó, Lucas, cê tá vendo que essa variável aqui tá sem valor inicial? Isso aqui precisa começar do zero". Esse tipo de erro acontece porque eles ainda tão pegando prática com a lógica das coisas.

Outro erro recorrente é confundir os tipos de dados na hora de ordenar ou buscar em listas. A Júlia uma vez tentou ordenar uma lista de strings como se fosse de números inteiros e não deu certo. Aí eu fui lá e expliquei: "Júlia, sabe aqueles livros na estante? Não adianta você tentar arrumar eles por peso se você tá organizando por ordem alfabética".

Agora, sobre o Matheus e a Clara... Ah, esses dois são especiais em mais de um sentido! O Matheus tem TDAH e precisa de um pouquinho mais de movimento na aula. Pra ele, gosto de usar atividades práticas mais dinâmicas. Às vezes levo cartões coloridos ou blocos pra ele organizar fisicamente as etapas do algoritmo antes de passar pro papel ou computador. Ele se dá melhor quando pode mexer nas coisas.

A Clara tem TEA e ela vai muito bem com roteiros visuais. Pra ela, costumo preparar material extra com fluxogramas bem coloridos que mostram cada passo dos algoritmos. Isso ajuda ela a entender melhor o fluxo antes mesmo de escrever o código. Também tento garantir que ela tenha mais tempo pra terminar as atividades, porque ela costuma ser bem detalhista.

O que não funcionou muito foi tentar forçar um ritmo único pra turma toda. Cada um tem seu tempo e seu jeito de aprender. Percebi isso quando fiz uns desafios em grupo sem adaptações e o Matheus ficou bem disperso enquanto a Clara travou numa parte específica do problema.

Enfim, ensinar algoritmos e lógica pros meninos pode até ter seus perrengues, mas é recompensador demais ver quando eles captam as ideias e começam a criar suas próprias soluções. A gente vai dando um passo por vez e celebrando cada pequena vitória no caminho. E vocês aí do fórum? Como têm lidado com esses desafios? Se alguém tiver dicas boas ou quiser compartilhar experiências também, tamo junto! Até a próxima!

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