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EF03CO07Computação · Ano · Ensino Fundamental - Anos Iniciais

Utilizar diferentes navegadores e ferramentas de busca para pesquisar e acessar informações.

Cultura digitalUso de tecnologias computacionais
CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, a habilidade EF03CO07 da BNCC é uma daquelas coisas que a gente percebe o tempo todo no dia a dia dos meninos. Na prática, essa habilidade é sobre ensinar os alunos a usar a internet de forma eficiente para buscar e acessar informações. Não é só abrir o Google e digitar qualquer coisa, sabe? É mais sobre como eles podem fazer isso de maneira inteligente e segura. Aí, eles precisam saber escolher as palavras certas nas buscas, entender a diferença entre informação confiável e fake news, e até mesmo como usar diferentes navegadores.

Quando os meninos chegam no 3º ano, eles já sabem um pouco sobre a internet. Na turma anterior, eles aprenderam o básico de como acessar e abrir um navegador, tipo o Google Chrome ou Mozilla Firefox. Eles também sabem um pouco sobre o que são links ou como clicar em imagens para abrir uma página. Então, no 3º ano, a ideia é aprofundar isso e mostrar que tem mais ferramentas disponíveis. É importante que eles consigam, por exemplo, buscar informações para um projeto da escola ou até mesmo para curiosidades pessoais de forma segura e eficiente.

Agora, vou contar pra vocês como eu costumo trabalhar isso em sala de aula. Tem três atividades que funcionam bem e que os meninos adoram.

Uma das atividades que faço é "Caça ao Tesouro Digital". Eu dou uma lista de perguntas ou tópicos para os alunos, coisas simples tipo "Qual é o maior animal do mundo?" ou "Quantos estados têm no Brasil?". Eu levo os laptops da escola (são poucos, então a gente se vira dividindo entre grupos de uns 3 ou 4 alunos por computador). Essa atividade leva cerca de uma hora. Eles vão precisar abrir o navegador e usar ferramentas de busca pra encontrar as respostas. Meu material aqui é só os próprios computadores e a lista de perguntas no papel.

Na última vez que fiz essa atividade, teve um momento engraçado com o João e a Ana. Eles estavam procurando sobre "qual é o maior animal do mundo". João veio todo empolgado com uma resposta sobre um dragão-de-komodo porque ele tinha achado um site com uma foto gigante desse bicho. Aí a Ana logo viu que estavam no site errado e ajudou ele a achar sobre as baleias-azuis. Foi legal ver como eles aprenderam a identificar informações mais confiáveis juntos.

Outra atividade que faço é uma espécie de "Batalha dos Navegadores". Divido a turma em grupos pequenos e cada grupo usa um navegador diferente: um grupo usa o Chrome, outro o Firefox, outro o Safari (quando tem disponível). O desafio é fazer uma mesma pesquisa em todos os navegadores e depois compararmos as diferenças entre eles – às vezes os resultados aparecem em ordens diferentes ou com sugestões diferentes de sites. Isso leva duas aulas seguidas porque depois da pesquisa eles apresentam suas conclusões. Material aqui é só os computadores mesmo.

Da última vez que fizemos essa atividade, o Lucas ficou impressionado porque viu que algumas buscas no Firefox davam sugestões diferentes das do Chrome. Ele comentou algo tipo "Ué, mas não era tudo igual na internet?" Aí foi uma boa oportunidade pra explicar como cada navegador pode ter algoritmos diferentes pro jeito que mostra os resultados.

A terceira atividade chama-se "Projeto Curiosidade". Eu peço para cada aluno escolher um tema que interessa muito pra eles – pode ser dinossauros, planetas do sistema solar, algum esporte… Eles devem pesquisar usando diferentes ferramentas de busca e navegadores pra encontrar informações variadas sobre o tema escolhido. No final, compartilham com a turma o que aprenderam, destacando onde acharam cada informação mais interessante ou completa. Essa atividade leva umas duas semanas porque envolve várias etapas: pensar no tema, pesquisar, organizar as informações e apresentar.

Quando fizemos essa atividade mais recentemente, fiquei impressionado com a dedicação da Mariana. Ela escolheu pesquisar sobre planetas anões e trouxe até uma comparação entre Plutão e Ceres que ela encontrou em sites da NASA e outros educacionais. Isso abriu uma discussão tão rica na sala sobre como nem sempre os planetas anões são mostrados nos livros escolares mas têm muitas coisas fascinantes pra aprender.

No final das contas, é assim que vou trabalhando essa habilidade na prática: mostrando pros meninos não só como encontrar informações na internet mas também como fazer isso de forma crítica e criativa. E olha, dá gosto ver como eles se empolgam nesses momentos – é aí que vejo que estamos no caminho certo pra formar cidadãos digitais conscientes.

Bom, por hoje é isso! Espero ter ajudado aí quem tá pensando em ideias pra trabalhar essa habilidade com sua turma também! Até mais!

Então, gente, continuando a história, uma das coisas que mais me deixa feliz é ver quando os meninos pegam o jeito de fazer pesquisa na internet do jeito certo. E nem precisa aplicar prova pra perceber isso, né? É só ficar de olho no dia a dia mesmo. Eu sempre circulo pela sala enquanto eles estão fazendo as atividades e é nessas horas que eu vejo as sacadas. Por exemplo, teve um dia que eu tava passando por perto do Lucas, e ele tava explicando pra Ana como escolher as palavras-chave. Ele disse assim: “Ana, não coloca só a pergunta inteira no Google. Tenta pensar em palavras que resumem o que você quer saber e coloca só essas”. Aí eu pensei: “Ah, esse entendeu!”. Porque é isso que a gente quer, que eles reflitam sobre como usar a pesquisa de modo eficiente.

Outra situação foi com a Júlia. A galera tava numa atividade de grupo e alguém sugeriu abrir o primeiro link que apareceu na busca. A Júlia foi lá e falou: “Peraí, gente, vamos ver se isso aqui é de um site confiável antes de clicar”. Quando você ouve isso, é a certeza de que o menino tá começando a entender o conceito de segurança na internet e a diferença entre informação segura e fake news. É nesses detalhes do dia a dia que a gente percebe se eles tão caminhando direitinho.

Agora, sobre os erros comuns... Ah, esses sempre aparecem! O João, por exemplo, tem uma mania de digitar a pergunta inteira no campo de busca. Tipo assim: “Por que o céu é azul?”. Aí acaba pegando um monte de informação desnecessária ou até errada. Esse erro acontece porque eles ainda tão acostumados com aquela ideia de que tudo que perguntam pro Google retorna exatamente como perguntaram. Então, o que eu faço? Normalmente eu me aproximo, dou uma dica tipo: “João, tenta pegar só as palavras importantes disso aí, tipo ‘céu azul motivo’ e vê o que aparece”. Acho que explicar as coisas na hora ajuda muito mais do que só corrigir depois.

A Mariana também tem um erro recorrente. Às vezes ela clica em qualquer link sem olhar direito se o site é confiável. Teve uma vez que ela tava tentando achar informações sobre um trabalho de ciências e acabou entrando num daqueles sites sensacionalistas. Eu mostrei pra ela como verificar a URL do site e perceber algumas dicas visuais que mostram se o site é seguro. Ensinar essas pequenas coisas faz toda diferença.

Agora sobre o Matheus, nosso menino com TDAH: ele é super esperto, mas precisa de um pouco mais de estrutura nas atividades. Pra ele, eu tento sempre dividir as tarefas em partes menores e dou intervalos regulares pra ele não perder o foco. Tipo assim: se a atividade é fazer uma pesquisa e escrever um parágrafo sobre o tema, primeiro ele vai procurar só as palavras-chave e dar uma pausa. Depois, sentamos juntos pra revisar os sites escolhidos antes de começar a escrever. Acho que esses intervalos ajudam muito ele e funcionam bem melhor do que tentar completar tudo de uma vez.

Já com a Clara, que tem TEA, costumamos usar materiais visuais mais atraentes e coloridos pra ajudar na concentração dela. A Clara responde muito bem a coisas visuais e também gosta quando as instruções são bem claras e objetivas. Uma das coisas legais com ela é usar mapas mentais ou organogramas pra planejar a pesquisa. E olha, ela adora! Assim ela consegue visualizar melhor os passos da atividade.

Claro que nem tudo são flores, né? Teve uma vez que tentei fazer todas as etapas da pesquisa usando só infográficos com ela e não funcionou muito bem, porque faltou aquele passo a passo mais detalhadinho que ela gosta. Mas faz parte do processo também entender onde dá pra melhorar.

Bom, gente, é isso! Me empolgo tanto contando essas histórias dos meninos... Espero que as dicas ajudem vocês aí na prática também! Vamos trocando ideia aqui no fórum. Um abraço!

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