Olha, quando a gente fala dessa habilidade de decomposição do pensamento computacional, o que isso significa na prática é ensinar os meninos a pegarem um problema grandão e irem desmontando ele em partes menores, sabe? É tipo quando a gente tem que limpar o quarto. Se pensa no quarto todo, dá aquela preguiça. Mas se você começa por arrumar a cama, depois guardar os brinquedos, aí fica mais fácil. Na escola, essa habilidade é super importante porque ajuda a galera a organizar o pensamento pra resolver questões mais complicadas, e isso eles já começam a aprender no 2º Ano, de certa forma. Eles já têm uma noção de como quebrar uma tarefa em pedaços menores, tipo fazer uma lista de passos numa receita simples. O desafio agora é aprofundar isso e aplicar em situações mais novas.
Vou contar como eu trabalho isso lá com os meninos do 3º ano. Eu sempre procuro fazer atividades práticas e que eles consigam visualizar o que estão fazendo. Uma das atividades que a galera adora é o “Detetive de Sequências”. Eu levo um monte de cartões coloridos, cada cor representando um tipo diferente de ação ou passo. Por exemplo, azul pode ser andar pra frente, vermelho é virar à direita, verde é pular, e por aí vai. Eu organizo os alunos em grupos de quatro ou cinco e dou pra cada grupo um desafio – tipo assim: sair do ponto A e chegar no ponto B num tabuleiro que desenho no chão da sala mesmo com fita adesiva. Aí eles têm que criar um plano decompondo em passos usando os cartões. Essa atividade dura uns 30 minutos no total, porque dou uns 10 minutos pra explicar e depois mais uns 20 pra eles resolverem. E é incrível ver como eles se envolvem! Da última vez, tinha o João, que era meio tímido, mas nesse dia ele ficou todo empolgado tentando ajudar o grupo a achar o melhor caminho. Ele ficou tão animado quando conseguiram!
Outra atividade interessante que faço é uma “Receita Maluca”. Cada aluno escolhe uma receita simples – tipo um sanduíche – e tem que dividir em passos pequenos em um papel. Eu levo alguns ingredientes de mentira pra eles usarem na simulação – sabe aqueles brinquedos de cozinha? O legal é que primeiro eles escrevem os passos, depois trocam com um colega e tentam seguir as instruções do outro sem falar nada. Isso mostra pra eles se a decomposição foi clara e completa ou não. É bem divertido ver as caras deles quando percebem que esqueceram de um passo ou quando conseguem fazer direitinho. Normalmente eu dou uns 20 minutos pra isso: 5 minutos pra escrever, 10 pra executar e 5 pra refletirem sobre o que aconteceu. A Ana Maria sempre se diverte demais nessa atividade e ela sempre faz questão de desenhar as etapas também.
Por último, tem uma atividade que chamo de “Quebra-Cabeça Vivo”. Aqui eu levo um quebra-cabeça grande (daqueles de chão) e divido as peças igualmente entre pequenos grupos. O objetivo é cada grupo montar sua parte pequena e depois juntarmos tudo no final para ver a imagem completa. Isso leva uns 40 minutos no total: uns 20 minutos pra montar as partes menores e mais uns 20 pra juntar tudo e discutir como foi o processo. O interessante é ver como trabalham juntos e como precisam comunicar bem os passos dentro dos grupos para encaixar tudo certinho no final. Quando fizemos isso na semana passada, teve uma situação engraçada com o Pedro e a Maria. Eles estavam em grupos diferentes, mas ambos pegaram parte do céu azul do quebra-cabeça. Aí começaram a competir amigavelmente quem montaria mais rápido, mas no fim das contas precisaram alinhar as peças juntos porque perceberam que estavam montando pedaços vizinhos.
Essas atividades ajudam na prática o desenvolvimento dessa habilidade de decomposição dos problemas complexos em partes menores. Os meninos vão ganhando confiança pra encarar desafios maiores sem se assustar tanto com o tamanho do problema logo de cara. E assim, além de aprenderem computação e desenvolverem o raciocínio lógico, também trabalham bastante a colaboração e a comunicação entre eles. É muito gratificante ver como vão progredindo ao longo do ano letivo.
Bom, pessoal, essas são algumas ideias que eu uso por aqui. Espero que possa ajudar vocês também! Qualquer coisa é só dar um toque aqui no fórum mesmo. Vamos continuar trocando ideias porque essa troca faz toda diferença no nosso trabalho do dia a dia! Grande abraço!
Aí, continuando nosso papo sobre a habilidade de decomposição em Computação, no 3º Ano, uma coisa que sempre me ajuda a perceber se os alunos entenderam o conceito é quando tô circulando pela sala. Eu fico de olho, sabe? Quando eles tão em grupos ou em duplas, é ali que a mágica acontece. Tipo assim, outro dia, eu tava passando pelas mesas e ouvi a Sofia explicando pro Pedro como resolver uma tarefa de organizar uma lista de tarefas. Ela disse algo como "Olha, primeiro a gente vê o que é mais fácil ou rápido de fazer e depois vai pro mais difícil. Igual quando a gente faz as coisas em casa". Cara, quando eles chegam nesse nível de explicação, é música pros meus ouvidos! Aí eu penso "ah, esse entendeu".
Outra situação foi com o João. Ele tava lá desenhando um diagrama pra uma historinha que a gente tinha que criar. Primeiro ele desenhou os personagens, depois as ações de cada um e finalmente como a história terminava. Foi legal ver como ele conseguiu quebrar tudo isso sozinho. Nesse momento, você percebe que a habilidade foi absorvida e bem aplicada.
Agora, lógico que nem sempre é tudo flores. Tem uns errinhos que são comuns entre a galera. Um dos mais corriqueiros é quando eles tentam pular etapas ou não conseguem visualizar o passo a passo pra resolver um problema. Teve uma vez que o Lucas começou um exercício já pensando em como terminar sem antes planejar o meio. Aí ficou meio perdido. Isso acontece porque eles tão com pressa ou ansiedade pra chegar na solução logo. Quando pego esse tipo de erro na hora, eu dou uma pausa no que tô fazendo e chamo o aluno pra gente rever junto, tipo pausando o processo e perguntando "o que vem antes disso? E antes disso?". Ajuda eles a verem que precisa ter paciência e seguir por etapas.
E quando falamos do Matheus, que tem TDAH, e da Clara, que tem TEA, aí precisamos adaptar algumas coisas pra facilitar o aprendizado deles. Com o Matheus, eu percebo que ele funciona melhor com atividades mais curtas e dinâmicas. Tento dividir as tarefas em partes ainda menores do que o normal e também uso timers visuais pra que ele veja quanto tempo falta pra cada parte. Isso coloca um limite claro e ajuda na concentração dele.
No caso da Clara, ela gosta muito de rotinas e previsibilidade. Então eu tento manter uma estrutura mais fixa pros dias dela na escola. Por exemplo, as atividades são sempre organizadas na mesma sequência e uso bastante recursos visuais pra ajudá-la a entender o que tá sendo pedido. Uma vez eu tentei mudar a sala de lugar pra variar e ela ficou bem confusa; voltei tudo pro lugar rapidinho! Outro recurso legal é usar histórias em quadrinhos pra explicar as atividades, ela adora e entende mais fácil assim.
Bom, é isso galera. Acho que cada dia na sala de aula é um aprendizado também pra gente, professores. Aprendemos muito observando os meninos e vendo como cada um tem seu jeito único de aprender. Se tiverem mais experiências ou dicas sobre essa habilidade ou outras adaptações que vocês fazem nas aulas de vocês aí compartilhem também! É sempre bom trocar essas figurinhas.
Até a próxima!