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EF03CO01Computação · Ano · Ensino Fundamental - Anos Iniciais

Associar os valores "verdadeiro" e "falso" a sentenças lógicas que dizem respeito a situações do dia a dia, fazendo uso de termos que indicam negação.

Pensamento computacionalLógica computacional
CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, essa habilidade EF03CO01 da BNCC é super interessante de trabalhar com os meninos do 3º ano. Basicamente, esse negócio de associar "verdadeiro" e "falso" às sentenças lógicas ensina os alunos a pensarem de um jeito mais estruturado, sabe? É tipo assim, eles têm que aprender a olhar pra uma frase e decidir se aquilo faz sentido ou não, com base nas informações que têm. E o legal é que a gente traz isso pro dia a dia deles, com coisas que eles conhecem.

Por exemplo, se eu falar "Se está chovendo, então o chão está molhado", eles têm que entender que isso é meio que uma regra. Se está chovendo, o chão tem que estar molhado mesmo. Mas se eu disser "Se está quente, então está chovendo", eles precisam perceber que uma coisa não tem nada a ver com a outra, né? Então ali eles marcam como falso. A ideia é basicamente essa, fazer os meninos enxergarem a lógica nas coisas.

E isso se conecta bastante com o que eles já vêm aprendendo antes. No 2º ano, eles começam a trabalhar com essas ideias de causa e efeito, ou seja, entender que uma coisa pode levar a outra. No 3º ano, a gente só aprofunda isso e adiciona esses conceitos de verdadeiro e falso, que vão ajudar muito mais tarde em áreas como matemática e ciências. Eles passam a ter uma base melhor pra resolver problemas.

Agora vou contar pra vocês três atividades que faço na minha sala pra trabalhar essa habilidade. A primeira coisa que faço é uma atividade bem simples usando cartões. Eu pego uns cartões coloridos e escrevo algumas frases neles. Algumas são verdadeiras e outras são falsas. Por exemplo, escrevo “A água é molhada” e “O céu é verde”. Aí eu distribuo esses cartões pros grupos de alunos e peço pra eles discutirem se o que tá ali é verdadeiro ou falso. Geralmente eles fazem grupos de quatro ou cinco pra não virar bagunça.

Essa atividade dura uns 20 minutinhos. Eles adoram discutir entre eles e sempre rola umas risadas quando pegam uma frase absurda tipo “O céu é verde”. Na última vez que fizemos isso, o João tava numa discussão muito engraçada com a Maria sobre uma frase sobre o Papai Noel. Ele dizia que era falsa porque “todo mundo sabe que Papai Noel não existe”, mas ela tava determinada a provar o contrário com base nos presentes de Natal. Foi bem divertido ver a argumentação dos dois.

Outra atividade legal é fazer um jogo de perguntas e respostas. Eu escrevo algumas frases no quadro, tipo “Se você comer muito doce, seu dente vai ficar saudável”. Aí peço pra galera levantar as mãos pra dizer se aquilo é verdade ou não. Eles têm que justificar por quê também, só levantar a mão e dizer sim ou não não vale! Essa parte do justificar é importante porque eles acabam usando argumentos lógicos pra explicar o raciocínio deles.

Dessa forma, todos participam e geralmente leva uns 30 minutos. Os meninos gostam porque parece um quiz show da TV. O Pedro sempre levanta a mão primeiro – ele adora uma competição! Uma vez escrevi “Se você dormir tarde, então vai acordar disposto”, e ele prontamente falou todo empolgado: “Professor, isso é falso! Minha mãe sempre diz que dormir tarde me deixa cansado no dia seguinte.” Ele pegou direitinho o espírito da coisa.

A terceira atividade usa histórias em quadrinhos. Eu levo algumas revistinhas antigas que tenho em casa e corto tirinhas específicas onde tem algum diálogo interessante. Peço pros alunos lerem as tiras em duplas e depois falarem sobre o que ali pode ser verdadeiro ou falso. Eles leem junto e ficam discutindo as situações. Muitas vezes eu escolho tiras do Chico Bento porque as histórias são bem engraçadas e falam do cotidiano deles.

Essa atividade costuma levar uns 40 minutos porque eles têm tempo pra ler, discutir e depois compartilhar com toda a turma o que acharam. Da última vez que fizemos isso, foi hilário ver o Lucas e a Ana tentando decidir se uma história sobre plantação de milho do Chico Bento fazia sentido lógico ou não. O Lucas ficou em dúvida sobre como o milho crescia tão rápido na história... A Ana disse: “Lucas, isso é só parte da história! Na vida real demora muito mais!” Adoro como eles conseguem trazer as experiências próprias pra discussão.

Trabalhar esse tipo de habilidade pode parecer um pouco complicado no começo, mas quando você vê os meninos pegando o jeito da coisa é muito gratificante. Eles começam a aplicar esse pensamento lógico em várias outras áreas sem nem perceberem – até mesmo na hora do recreio quando têm que decidir quem começa um jogo! Espero que essas dicas ajudem outros professores por aí também. Até mais!

indo, o chão tá molhado. Mas se o chão tá seco, então não tá chovendo, né? E aí, eu gosto de usar atividades do tipo: dar várias frases e eles têm que decidir se são verdadeiras ou falsas. Bom, eu já falei das atividades que curto fazer, agora vou contar como eu percebo que os meninos pegaram a ideia sem precisar de prova formal.

Então, é engraçado como dá pra perceber isso só andando pela sala. Quando eu tô circulando, fico de olho nos olhares e nas expressões deles. Tipo assim, quando a galera tá fazendo atividades em grupos ou duplas, a gente nota logo que eles entendem quando começam a debater as ideias entre eles. Por exemplo, uma vez tinha a Júlia explicando pro Pedro: "Olha, se o cachorro tá molhado, não quer dizer que choveu, pode ser que alguém jogou água nele". Na hora pensei: "ah, essa entendeu o conceito". E tem aquelas conversas que rolam enquanto tão desenhando ou fazendo um cartaz. Eles começam a usar exemplos do dia a dia deles pra explicar conceitos uns pros outros.

E sabe o que eu adoro? Quando um aluno se empolga e se oferece pra explicar pro colega. Tipo o João lá no fundo da sala explicando pro Lucas que "uma fruta pode ser doce e também tá podre". Quem diria que um exemplo desses ia ajudar tanto!

Agora, falando dos erros mais comuns... Olha, um dos erros é quando eles confundem causa e consequência. A Sofia é craque nisso. Uma vez ela disse "se você come bolo, então você vai estar feliz", mas aí não se ligou que só comer bolo não garante felicidade, né? Outro erro comum é a galera esquecer que nem toda condição inicial garante um resultado. O Gustavo certa vez falou: "Se tá calor, então a gente não precisa de casaco", mas aí esqueceu que pode tá calor e chover ao mesmo tempo! Esses erros acontecem porque ainda tão começando a entender essas relações mais complexas. Quando vejo esses errinhos na hora, tento sempre fazer perguntas que fazem eles pensarem mais profundamente sobre o assunto em vez de dar a resposta direto. Tipo "Será mesmo?" ou "E se...?". Assim, eles mesmos chegam à conclusão certa.

Agora, sobre o Matheus com TDAH e a Clara com TEA, cada um tem seu jeito de aprender e a gente vai adaptando as atividades pra atender melhor eles. Pro Matheus, que precisa mexer mais e se cansa rápido de uma só atividade, tento intercalar coisas mais práticas com as teóricas. Por exemplo, depois de uma explicação mais longa, jogo uma dinâmica onde ele pode levantar e se movimentar enquanto aprende. Um material que uso muito são cartões com frases verdadeiras e falsas que ele pode organizar fisicamente em ordem.

Já a Clara gosta de ter uma rotina bem clara e previsível. Então sempre deixo à vista dela um cronograma da aula no quadro pra ela saber o que vem depois. Isso ajuda muito. Com ela também uso recursos visuais mais tranquilos e previsíveis: imagens bem claras pra mostrar os conceitos. Tentei uma vez usar vídeos animados com ela e percebi que não foi tão legal porque tinha muita informação ao mesmo tempo.

Então é isso! A gente vai ajustando as estratégias conforme vê o que funciona ou não com cada um. E olha, às vezes também aprendo com eles sobre como tornar tudo isso mais interessante.

Bom, espero que esse papo tenha dado umas ideias pra vocês aí na sala de aula também! Tamo junto nessa jornada de ensinar e aprender com os pequenos. Tchau e até a próxima!

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