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EF02CO05Computação · Ano · Ensino Fundamental - Anos Iniciais

Reconhecer as características e usos das tecnologias computacionais no cotidiano dentro e fora da escola.

Cultura digitalUso de artefatos computacionais
CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, essa habilidade EF02CO05 é mais do que só saber mexer no computador, né? É sobre entender como as tecnologias estão em todo lugar na nossa vida. Tipo, hoje em dia, mesmo quem não tem computador em casa tá usando tecnologia o tempo todo e às vezes nem percebe. Então, quando a BNCC fala disso, eu penso que a gente precisa ajudar a molecada a perceber onde essas tecnologias se encaixam no mundo deles. Não é só saber ligar e desligar um computador, mas entender, por exemplo, que o celular do pai usa tecnologia pra mostrar o caminho no GPS ou que a TV da sala tá conectada à internet.

A turma que tá agora no segundo ano já vem com uma noção básica do que é tecnologia por causa de brincadeiras e jogos. Ano passado, no primeiro ano, muito dessa galerinha já usava tablet pra jogar ou pra assistir vídeo. Então a gente aproveita esse conhecimento prévio e vai ampliando. Tipo, eles já sabem que existe algo chamado "internet", apesar de não entenderem muito bem como funciona. E aí a ideia é expandir isso pra verem que a tecnologia tá também na caixa registradora do supermercado ou no elevador do prédio.

Vou contar umas atividades que faço na sala que ajudam os meninos a reconhecerem essas tecnologias no dia a dia deles. A primeira é uma coisa bem simples: a gente faz uma caminhada pela escola com o objetivo de encontrar diferentes tipos de tecnologias. Eu chamo essa atividade de "Caçada Tecnológica". Antes de começar, explico rapidinho o que vamos fazer e divido eles em grupos pequenos de 4 ou 5 alunos. Dou uns 30 minutos pra essa caminhada e cada grupo tem uma folha e lápis pra anotar o que encontrarem de tecnológico. Eles se empolgam bastante, parece uma caça ao tesouro! Na última vez, a Maria encontrou um sensor de movimento na porta da biblioteca e ficou super animada. "Professor, isso aqui também é tecnologia?", ela perguntou. E quando eu confirmei, ela ficou toda orgulhosa.

Outra atividade bacana é o "Dia do Inventor". Cada aluno traz de casa um objeto tecnológico que tem interesse, tipo um brinquedo eletrônico ou até o controle remoto da TV. A ideia é eles apresentarem pros colegas o objeto e explicar como ele funciona (ou pelo menos tentar). A aula dura uns 50 minutos e faço isso com a turma toda de uma vez só. Quando o João trouxe uma calculadora e explicou que ela ajudava o pai dele nas contas do trabalho, a turma ficou super interessada perguntando como aquilo podia fazer conta sozinha. No final das apresentações, sempre rola aquela sessão de perguntas e as crianças adoram mostrar o que sabem e aprender com os outros.

Por fim, gosto de fazer um "Jogo dos Símbolos". Pra isso uso cartões com símbolos comuns de tecnologia - como Wi-Fi, Bluetooth, USB - e espalho pela sala. Divido eles em duplas e dou uns 20 minutos pra tentarem associar cada símbolo com um objeto do cotidiano ou com uma função específica. Depois disso a gente faz uma roda de conversa pra compartilhar as descobertas. É incrível ver as sacadas deles! Da última vez, o Pedro associou o símbolo do Wi-Fi com o roteador lá da casa dele e explicou direitinho como funcionava. Nem precisei explicar muito porque ele já tinha curiosidade de fuçar nos aparelhos em casa.

Cada uma dessas atividades não precisa de materiais sofisticados nem preparação complicada, mas ajuda muito os alunos a entenderem que tecnologia não tá só no computador ou no celular, mas em tudo ao nosso redor. E mais importante ainda: eles aprendem se divertindo e participando ativamente, em vez de só ouvirem uma explicação teórica minha.

Bom, é isso que venho fazendo aqui na minha turminha do segundo ano pra trabalhar essa habilidade da BNCC. Espero ter ajudado quem tá pensando em como abordar essa parte mais prática da computação com os pequenos! Tamo junto nessa missão!

Até mais!

A turma já tá ligada que tecnologia tá em todo canto. Aí, o que eu faço é ficar de olho nas interações deles, tipo, quando tô circulando pela sala. Quando eles tão fazendo uma atividade, é um tal de "olha aqui, professor" ou "é assim que faz?". Mas o que eu mais gosto de ver é quando um aluno explica pro outro. É ali que o aprendizado se mostra mesmo. Teve um dia que o Joãozinho tava um pouco perdido, e o Pedro do lado dele começou a explicar como funcionava a pesquisa na internet. O Pedro disse: "É só você pensar nas palavras que você quer buscar e colocar no Google, aí ele faz o resto!" Eu pensei: pronto, o Pedro entendeu que por trás daquela tela tem um monte de coisa acontecendo que ajuda a encontrar o que a gente procura.

Outra maneira é ouvir as conversas entre eles, é claro. Na hora do recreio, por exemplo, já peguei alguns falando sobre os jogos que jogam no celular. Eles trocam dicas sobre como resolver problemas nos jogos e discutem estratégias. Quando ouço essas conversas, percebo que eles tão aplicando conceitos de lógica e resolução de problemas, só que de uma forma que faz sentido pra eles.

Agora, bora falar dos erros comuns. A Mariazinha sempre confunde onde salvar os arquivos. Teve uma vez que ela fez um desenho incrível no Paint e fechou o programa sem salvar direito. Ela achou que só clicar no "x" já salvava automaticamente. Daí a gente conversou sobre como é importante prestar atenção nas mensagens do computador e entender quando ele tá perguntando se a gente quer salvar as mudanças. Esse erro rola porque eles ainda tão acostumando com o processo de salvar arquivo e entender a diferença entre memória do computador e armazenamento permanente.

Outro erro clássico é quando o Luizinho tenta abrir um arquivo com o programa errado e não entende por que não funciona. Ele tentou abrir um documento do Word no Paint uma vez! Eu expliquei pra ele sobre os tipos de arquivos e programas específicos pra cada um. Esses erros acontecem porque a galera tá começando a entender essas coisas agora, então confunde mesmo. Eu sempre digo pra eles experimentarem, mas também prestarem atenção nas dicas do computador.

Com o Matheus, que tem TDAH, eu procuro deixar as atividades bem divididas em partes menores e mais objetivas. Se for uma atividade prática no computador, faço com que ele tenha tarefas curtas com intervalos entre elas. E sabe uma coisa que funciona bem? Coisas visuais! Uso muitos ícones e imagens pra ajudar a guiar ele no passo a passo das atividades. Isso ajuda ele a focar melhor e não se perder nos detalhes.

A Clara, que tem TEA, eu vejo que ela trabalha bem com rotina. Então, procuro manter uma sequência clara das atividades diárias. Uso uma tabela visual na mesa dela com desenhos indicando cada etapa do que vamos fazer naquele dia. Isso ajuda ela a se situar e antecipar o que vem pela frente. Também deixo ela usar fones de ouvido quando a sala tá muito barulhenta. Isso já fez uma diferença danada pra manter ela mais calma e focada.

Nem tudo funciona sempre como planejado. Já testei algumas atividades em grupo e vi que tanto o Matheus quanto a Clara têm dificuldade em acompanhar o ritmo dos outros colegas nesse formato. Então, eu adapto: às vezes deixo eles trabalharem juntos em dupla ou trio com alunos mais pacientes ou faço atividades individuais quando percebo que vai ser mais produtivo assim.

Bom, galera... acho que é isso! Essas histórias são só pedacinhos de um todo maior, mas espero que ajude quem tá aí na luta diária da sala de aula também. Cada turma é um universo diferente, né? E cada aluno tem suas próprias estrelas brilhando ali dentro. É só questão de achar o jeito certo de fazer elas brilharem mais forte.

E aí? Como estão as experiências de vocês com essa habilidade? Bora trocar umas ideias?

Até a próxima conversa! Abraço!

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