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EF02CO06Computação · Ano · Ensino Fundamental - Anos Iniciais

Reconhecer os cuidados com a segurança no uso de dispositivos computacionais.

Cultura digitalSegurança e responsabilidade no uso de tecnologia computacional
CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, a habilidade EF02CO06 da BNCC, que é sobre reconhecer cuidados com a segurança no uso de dispositivos computacionais, é dessas que parece meio abstrata no início, mas é super importante. Na prática, o que a gente quer é que os meninos entendam que não dá pra usar celular, tablet ou computador de qualquer jeito. Eles precisam saber, por exemplo, que não é legal sair clicando em todos os links que aparecem ou sair compartilhando senha por aí. Essa habilidade é meio que uma continuação do que eles já começaram a aprender na primeira série, onde falamos sobre o uso básico dos dispositivos. Agora, a ideia é aprofundar um pouco e introduzir noções de segurança.

Por exemplo, quando os meninos já sabem ligar e desligar um dispositivo e navegar na interface básica, o próximo passo é entender que tem perigos escondidos por ali. Mesmo que a gente ache que eles são pequenos ainda pra certas coisas, eu já vi criança de oito anos que sabe mais truque de celular que adulto. Então, melhor ensinar cedo.

Agora, vou contar três atividades que faço com meus alunos pra trabalhar isso.

Uma das atividades é o "Jogo do Semáforo". Eu pego cartolinas verde, amarela e vermelha para representar as cores do semáforo. Cada cor significa uma situação: verde é seguro, amarelo é cuidado e vermelho é perigoso. Eu levo umas imagens impressas de situações cotidianas online como "clicar num link desconhecido", "compartilhar sua senha com um amigo", "usar um site conhecido". A turma se divide em grupos pequenos (4 ou 5 alunos) e cada grupo tem que decidir qual cor do semáforo representa melhor cada situação e justificar a escolha para os colegas. Isso leva uns 30 minutos e costuma dar uma discutida boa na sala. Da última vez, a Maria achou que compartilhar a senha com o irmão era verde, mas o Pedro discordou porque "vai que o irmão dela é curioso demais". É ótimo porque eles acabam entendendo onde devem pensar duas vezes antes de agir.

Outra atividade legal é o "Detetive Digital". Aqui eu trago algumas fichas com pistas sobre um caso fictício de roubo de dados. As pistas estão relacionadas a senhas fracas, cliques em links desconhecidos e compartilhamento excessivo de informações nas redes sociais. Eu monto essa atividade como uma caça ao tesouro em duplas ou trios e levo uns 40 minutos. As crianças adoram se sentir detetives! Da última vez que fizemos isso, a Luiza e o Lucas estavam super empolgados pra resolver o caso. Eles até arriscaram algumas especulações engraçadas sobre quem poderia ser o "vilão" do roubo. No final, além da diversão, eles perceberam como certos comportamentos podem facilitar ataques digitais.

A terceira atividade é o "Quiz de Segurança", e essa é bem dinâmica. Eu faço um quiz com algumas perguntas sobre segurança digital usando aplicativo simples tipo Kahoot. As perguntas vão desde "É seguro usar a mesma senha pra tudo?" até "O que fazer se um estranho pedir amizade online?". A turma inteira participa ao mesmo tempo e essa atividade costuma durar uns 20 minutos. A criançada adora competir entre si pra ver quem acerta mais perguntas. Na última vez, a Sofia ficou toda feliz por ter ganhado porque ela estava lendo sobre isso em casa também! E aí gerou até uma conversa depois sobre como cada um se cuida online.

Essas atividades são bem legais porque além de serem práticas e fáceis de organizar (não precisa mais do que papel e um projetor), elas realmente engajam os alunos. O legal é ver como eles vão se tornando mais críticos e responsáveis no uso das tecnologias aos poucos. E claro, sempre tem aquele momento engraçado ou uma discussão inusitada entre eles sobre quem tá certo ou não.

O importante de tudo isso é garantir que ao saírem da sala eles estejam mais preparados pra usar tecnologia com responsabilidade e segurança. Quando eles começam a internalizar esses cuidados desde cedo, temos mais chances de formar uma geração consciente dos riscos mas também das oportunidades da era digital.

E aí meus colegas, espero ter ajudado com essas ideias! Se alguém tiver outra sugestão ou alguma dúvida, bora trocar ideia por aqui!

Aí, continuando nossa conversa sobre a habilidade EF02CO06, que é essa coisa de segurança nos dispositivos, tem uma parte que acho super importante falar: como eu percebo que os alunos realmente entenderam o recado.

Olha, não precisa de prova nem nada. No dia a dia, enquanto tô circulando pela sala, dá pra ver quem pegou a ideia. Um exemplo concreto: outro dia, durante uma atividade, ouvi a Ana explicando pro João que não era seguro colocar a idade dela real no jogo online porque poderia atrair gente estranha. Aí eu fiquei ali, só escutando, e o João respondeu que já tinha ouvido falar sobre isso na nossa aula e que ele agora só usava avatares sem maiores informações pessoais. Na hora pensei "ah, esses dois já sacaram".

E tem também quando você entra na roda deles e vê as discussões acontecendo. É tipo quando o Lucas falou pro Pedro não clicar num link que chegou por e-mail de um desconhecido porque isso podia ser um vírus. Essa conversa entre eles é ouro porque mostra que entenderam a ideia de cuidar do que fazem online, mesmo sem a gente ficar martelando com provas e mais provas.

Mas, claro, nem tudo são flores. Os erros mais comuns acontecem, e é normal. Um erro típico é o pessoal achar que só porque um site tem um cadeado ao lado do URL ele é 100% seguro. Já peguei a Mariana assim, dizendo pro Felipe que podia pôr os dados dela lá "porque tem cadeado". Aí tive que explicar pra ela que o cadeado ajuda, mas não é garantia total de segurança. Tem que prestar atenção em outros sinais também. Ou quando o Guilherme achou que podia compartilhar a senha com o amigo porque era "só um joguinho". Nessas horas, eu paro tudo e vou lá explicar direitinho. Dou um exemplo do tipo “imagina se alguém pega sua senha e entra no seu jogo só pra bagunçar?”

Agora, falando do Matheus e da Clara... com eles tenho sempre um cuidado especial nas atividades. O Matheus, que tem TDAH, às vezes se distrai fácil. Então nas atividades práticas tento quebrar as tarefas em blocos menores e faço pausas pra dar aquela respirada. Uso uns timer visuais pra ele ver quanto tempo falta pra próxima pausa. Isso ajuda um bocado. Outra coisa que funciona é usar jogos educativos mais interativos na tela do computador. Ele adora e aprende super bem assim.

Já a Clara, com TEA, se beneficia muito de rotina e previsibilidade. Então procuro sempre ter uma estrutura bem definida das atividades e aviso antes se vai ter qualquer alteração. Coisas visuais ajudam muito; uso quadros pra mostrar o passo a passo das atividades. Ela também gosta de usar fones de ouvido pra reduzir o barulho da sala quando tá se concentrando numa tarefa no computador.

Mas nem tudo sai perfeito sempre. Teve uma vez que tentei uma atividade em grupo pro Matheus e pra Clara sem preparação prévia sobre como cada um poderia contribuir individualmente, e foi meio caótico. O Matheus acabou disperso e a Clara ficou perdida com tanta interação sem aviso. Aprendi que planejamento é tudo nessas horas.

Enfim, galera, ensinar segurança no uso dos dispositivos pro segundo ano é uma missão cheia de nuances. E como tudo na vida de professor, é um aprendizado contínuo pra mim também. Cada aluno tem seu jeito de entender o mundo digital e de errar também – e é aí que tá a beleza da coisa toda: aprender junto com eles.

Fico por aqui agora! Espero ter dado uma luz sobre como lido com essa habilidade na sala de aula. Se alguém tiver dicas ou quiser compartilhar experiências também, bora continuar a conversa!

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