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EF09CI02Ciências · Ano · Ensino Fundamental - Anos Finais

Comparar quantidades de reagentes e produtos envolvidos em transformações químicas, estabelecendo a proporção entre as suas massas.

Matéria e energiaAspectos quantitativos das transformações químicas Estrutura da matéria Radiações e suas aplicações na saúde
CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, essa habilidade EF09CI02 da BNCC é um jeito mais técnico de dizer que o aluno precisa entender como as coisas se juntam e se transformam em outras coisas numa reação química. É mais ou menos como uma receita: você tem os ingredientes (reagentes) e, quando mistura tudo direitinho e coloca no forno (reação química), você obtém um bolo (produto). Só que, em vez de farinha e ovos, a gente está falando de substâncias químicas e suas proporções.

Na prática, os meninos precisam saber que, numa reação química, a massa dos reagentes tem que ser igual à massa dos produtos. A famosa Lei de Lavoisier! E olha, isso não é só pra decorar: eles têm que conseguir olhar pra uma equação química e entender o que tá rolando ali, se precisar fazer uma conta rápida pra ver se tá batendo as massas. E isso se liga bem com o que já aprendemos na série anterior sobre a estrutura da matéria. Eles já sabem que tudo é feito de átomos e agora a gente começa a juntar esses pedacinhos pra ver como se transformam.

Bom, pra ensinar isso na prática, eu faço três atividades bem legais aqui com a turma do 9º ano. Primeiro, a gente faz uma experiência bem básica usando vinagre e bicarbonato de sódio. Material simples que todo mundo pode encontrar em casa. Eu levo um pouco de cada coisa e umas balanças de cozinha dessas baratinhas pra escola. Divido a turma em grupos de quatro ou cinco alunos. Eles têm uns 20 minutos pra fazer a experiência: primeiro pesam o vinagre e o bicarbonato separados, depois misturam numa vasilha (a galera adora ver a reação borbulhar), e por fim pesam tudo de novo. Sempre rola aquela cara de espanto quando percebem que, mesmo com toda aquela espuma, a massa total não mudou. Da última vez, o João ficou tão intrigado que fez questão de repetir três vezes porque achava que tinha errado as contas.

Outra atividade que dá super certo é usar aquelas cartas de baralho com elementos químicos que criei há um tempo atrás. Cada carta tem um elemento químico com sua massa atômica e umas dicas sobre onde é encontrado ou usado no dia a dia. Faço um jogo com eles: cada grupo ganha um conjunto de cartas e precisa montar reações diferentes seguindo umas equações que eu dou. Eles têm uns 30 minutos pra isso e o objetivo é ver quem consegue montar mais reações corretas no tempo dado. Aí vira uma competição saudável. O pessoal fica super engajado! Na última vez, a Maria e o Pedro estavam num grupo só e conseguiram montar cinco reações perfeitas antes do tempo acabar. Até ganharam um chocolate como prêmio.

A terceira atividade é mais reflexiva. Eu mostro vídeos curtos que pego do YouTube sobre processos químicos em larga escala, tipo como fazem vidro ou plástico. Aí peço pra turma pensar nas quantidades de reagentes que eles acham que precisariam pra produzir uma tonelada desses materiais. Essa leva mais tempo porque envolve discussão e uns cálculos mais complexos. Uns 50 minutos é o ideal. Da última vez que fizemos isso, a Ana levantou uma questão interessante sobre o impacto ambiental dessas transformações e começamos a discutir como as indústrias lidam com os resíduos das reações.

Sabe o que acho legal? É ver como os alunos começam a perceber quanta coisa do cotidiano deles envolve química e proporções sem eles nunca terem pensado nisso antes. E é bacana também ver como eles vão criando noções mais sólidas sobre como as coisas funcionam no mundo ao redor deles. O Lucas outro dia chegou dizendo que tentou explicar pro irmão menor o que tinha aprendido sobre reações químicas enquanto faziam suco juntos em casa.

Enfim, acho que essas atividades ajudam muito porque tornam a matéria viva pra eles. Não é só mais um monte de números ou palavras abstratas num livro didático: tem cheiro, tem experiência prática, tem aquela troca com os amigos na sala de aula que faz toda a diferença no aprendizado deles.

E é isso aí! Se alguém tiver mais ideias ou sugestões pra enriquecer essas atividades, tô sempre aberto a ouvir! Gosto quando a gente troca assim porque sempre aprendo algo novo com vocês também.

Até a próxima conversa!

E aí, pessoal! Continuando aqui o papo sobre a habilidade EF09CI02 de Ciências do 9º Ano. Bom, depois que a gente já passou pelos conceitos e fez aquelas atividades bacanas que eu comentei, eu fico sempre de olho nos meninos pra ver se eles estão pegando a ideia. Sem precisar de prova formal, dá pra perceber muito no dia a dia da sala.

Por exemplo, quando eu tô circulando pela sala durante uma atividade prática, eu gosto muito de ouvir as conversas entre eles. Um sinal claro de que os alunos entenderam é quando começam a discutir entre si sobre os reagentes ou os produtos de uma reação. Teve uma vez que o João tava explicando pra Maria que numa reação de combustão a massa do oxigênio que entra tem que aparecer nos produtos. E ele falou isso não porque eu disse, mas porque ele deduziu depois de mexer nos experimentos. Foi ali que pensei: "Ah, esse entendeu!"

Outra coisa é quando um aluno consegue explicar pro outro de um jeito que faz sentido. A Júlia é ótima nisso. Ela tem um jeito com as palavras que ajuda todo mundo a entender melhor. Uma vez ela explicou pro Lucas que a reação química é como se fosse uma troca de figurinhas: o importante é que no fim ninguém fica sem nada, as figurinhas só mudam de lugar.

Agora, quanto aos erros mais comuns, tem uns que acontecem direto. O Thiago tem mania de achar que a massa dos reagentes pode ser menor do que a dos produtos. De vez em quando ele esquece que nada se perde, nada se cria... Lavoisier mesmo! Eu percebo isso quando ele tá fazendo um exercício e anota lá no canto do caderno "produto maior". Bom, aí eu já chego junto e digo: "Thiago, lembra da balança? Tudo tem que ficar igual dos dois lados." E vai na conversa até ele captar.

Outro erro comum é confundir reação química com mistura simples. A Luana às vezes acha que quando mistura duas cores de tinta tá rolando uma reação química, mas não é bem assim. Eu explico pra ela: "Luana, pensa na diferença entre fazer um suco e assar um bolo. Quando você faz o suco, só mistura; quando assa o bolo, transforma."

Sobre lidar com o Matheus, que tem TDAH, e a Clara, com TEA, é sempre um desafio mas também uma oportunidade de aprender novos jeitos de ensinar. Com o Matheus, o segredo é manter as atividades bem dinâmicas e variar bastante o tipo de tarefa pra não perder o foco dele. Uso muitos vídeos curtos e bem visuais porque ele absorve melhor assim. Além disso, deixo ele mexer mais nos experimentos; assim ele se envolveu legal e prestou mais atenção ao processo.

A Clara precisa de um pouco mais de previsibilidade na rotina. Gosto de adaptar as instruções das atividades pra ela entender cada etapa com clareza antes de começar. E também deixo umas fichas visuais com desenhos e esquemas da reação pra ela consultar. Isso ajuda muito! Uma vez tentei usar jogos digitais pra ver se funcionava com ela e não deu muito certo; ela preferiu mesmo as fichas e os desenhos à mão.

Por fim, organizar o tempo é essencial pros dois porque cada um tem seu ritmo. Então sempre planejo intervalos curtos entre uma tarefa e outra pra dar aquele respiro. Isso evita sobrecarga e eles voltam mais focados.

Bom, gente, acho que é isso por hoje! Espero ter ajudado com algumas ideias práticas aí pro trabalho em sala de aula com essa habilidade da BNCC. Se tiverem alguma história ou dica pra compartilhar também, vou adorar ler! Um abraço a todos e até a próxima conversa!

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