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EF09CI01Ciências · Ano · Ensino Fundamental - Anos Finais

Investigar as mudanças de estado físico da matéria e explicar essas transformações com base no modelo de constituição submicroscópica.

Matéria e energiaAspectos quantitativos das transformações químicas Estrutura da matéria Radiações e suas aplicações na saúde
CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, essa habilidade EF09CI01 da BNCC é uma das que eu mais gosto de trabalhar com os meninos do 9º ano. A ideia aqui é fazer a galera entender como ocorrem as mudanças de estado físico da matéria e explicar essas transformações usando o modelo submicroscópico. Basicamente, a molecada precisa ver que a matéria é feita de partículas bem pequenas e que, dependendo das condições, essas partículas podem se comportar de maneiras diferentes. Antes de chegar nesse ponto, os alunos já vêm com uma base do 8º ano, onde eles aprenderam sobre estados físicos da matéria – sólido, líquido e gasoso –, mas agora é o momento de aprofundar um pouco mais e entender o porquê dessas mudanças.

Então, quando a gente fala disso na prática, é importante que o aluno consiga olhar pra água fervendo e pensar: "Opa, a água tá mudando de líquido pra gasoso porque as partículas tão ganhando energia e se afastando umas das outras". Ou ver o gelo derretendo e saber que aquilo ali é as partículas começando a ganhar energia e se moverem mais livremente. É meio mágico quando eles conseguem fazer essa conexão.

Pra dar uma força nesses conceitos, uma das atividades que eu faço é um experimento bem simples com água, sal e uma frigideira velha que eu tenho lá na escola. A turma se divide em grupos de quatro ou cinco, pra garantir que todo mundo consegue participar ativamente. Primeiro, eu faço eles colocarem um pouco de água na frigideira e colocar no fogãozinho elétrico que temos lá. Eles observam até a água começar a ferver e evaporar. Aí eu peço pra eles me falarem o que tão vendo e o porquê daquilo estar acontecendo. Depois, a gente pega um pouco dessa água fervida e joga num pratinho com sal pra ver o sal reaparecer depois que a água evapora. Essa atividade toda leva uns 30 minutos. Da última vez que fizemos isso, a Mariana ficou maravilhada ao ver o sal aparecer no prato – ela falou "Professor! Parece mágica!" – foi da hora ver ela conectando os pontos.

Outra atividade que a turma adora é a simulação no computador. Eu uso um simulador online que mostra as partículas em movimento nos diferentes estados físicos. É só entrar num site gratuito que tem essas simulações prontas – não precisa nada avançado. Eu coloco no projetor e todo mundo acompanha. Primeiro, mostro como as partículas ficam bem juntinhas num sólido, depois mais soltas num líquido, até ficarem bem distantes num gás. Eles amam ver isso acontecer na tela porque dá uma ideia visual muito clara do que a gente tá discutindo. Eu divido a turma em duplas pra cada dupla ter seu momento no computador explorando outros exemplos no simulador. Em uns 40 minutos dá pra todo mundo explorar bastante coisa. Na última rodada dessa atividade, o João sempre levantava a mão cheio de perguntas sobre o porquê das partículas se comportarem daquele jeito. E isso é legal porque ele puxa o interesse dos outros também.

A terceira atividade é meio bagunçada, mas eles adoram! Eu levo balões pra sala e encho alguns com água líquida e outros com ar quente (uso uma garrafa térmica pra esquentar o ar). Cada grupo recebe um balão de cada tipo e precisa observar como eles se comportam quando expostos ao calor ou ao frio (uso sacos térmicos). Eles anotam as observações sobre qual balão muda mais rápido ou estoura primeiro. Essa atividade dura em torno de 50 minutos porque tem muita discussão no meio – aí entra aquela bagunça controlada que só professor entende. Na última vez, o Lucas quase tomou um banho quando estouramos um dos balões com água perto demais, mas foi ótimo porque eles realmente viram na prática como as partículas do ar quente estavam mais afastadas do que as da água líquida.

Essas atividades são legais porque tiram a galera do marasmo das aulas só teóricas e desafiam eles a pensarem sobre coisas que estão ali na cara deles todo dia – tipo assim, às vezes eles nem notam como essas mudanças acontecem ao redor deles o tempo todo. E olha, pode até parecer meio óbvio pra gente adulto, né? Mas pros meninos essa descoberta é tipo abrir um novo mundo.

Enfim, o lance é fazer eles perceberem que ciência tá em tudo ao redor deles, não só nos livros ou numa prova. E quando eles conseguem explicar isso em palavras deles mesmo, aí sim você sabe que conseguiu plantar aquela sementinha da curiosidade científica neles. É gratificante demais ver isso acontecendo! Bom, por hoje é isso aí pessoal! Se alguém tiver mais ideias ou quiser trocar experiências sobre essa habilidade aí é só falar!

Aí, pra saber se a molecada realmente entendeu o que a gente trabalhou em sala, eu prefiro observar o dia a dia mesmo. Quando tô circulando pela sala, sempre fico de olho em como eles interagem com o material e entre eles. Tipo assim, tem hora que tô lá andando e escuto a Júlia explicando pro Pedro que "as partículas num líquido estão juntas, mas podem se mover ao redor umas das outras", aí já sei que ela captou bem a ideia.

Um dos momentos que mais gosto é quando eles fazem aquelas rodas de conversa entre si pra discutir um problema ou um experimento que fizemos. Outro dia, por exemplo, vi o Lucas tentando explicar pro grupo dele por que o gelo derreteu mais rápido no experimento com sal. Ele falou algo como "as moléculas de água tão ficando mais agitadas por causa do sal e aí elas se soltam do gelo mais fácil". Quando ouço isso, me dá aquela sensação boa de que ele tá conseguindo visualizar o modelo submicroscópico na cabeça dele.

Agora, sobre os erros comuns, olha só, um dos mais frequentes é confundir o estado gasoso com vapor. Tipo, outro dia a Ana tava falando que o "vapor sai da chaleira e vira gás na cozinha". Aí é hora de eu intervir e explicar que vapor e gás não são a mesma coisa necessariamente. Explico que o vapor ainda tá num processo de transição e essas partículas ainda têm alguma interação entre si. E o gás é quando essas partículas tão totalmente separadas e em alta energia. Tento sempre usar comparações do dia a dia deles pra ajudar a fixar. Uma outra confusão é achar que aquecer é sempre um processo rápido. O João tava impaciente num experimento porque achava que tinha que ver a água fervendo igual na televisão, em segundos! Preciso lembrar a turma de considerar as variáveis como quantidade de água e intensidade da fonte de calor.

Pra esse tipo de erro, sempre busco corrigir na hora. Dou uma pausa na atividade e faço uma pergunta que faça eles refletirem ou então mostro um exemplo prático ali mesmo. É importante não deixar passar, senão eles vão carregando esses conceitos errados e fica mais difícil corrigir depois.

E tem o Matheus e a Clara na turma, né? Cada um com suas características e desafios próprios. Com o Matheus, que tem TDAH, eu aprendi que preciso quebrar as atividades em partes menores e checar com ele com frequência. Então, se estamos fazendo um experimento longo, tipo observar mudanças de estado ao longo do tempo, eu dou tarefas mais curtas e específicas pra ele: "Matheus, agora observa só até tal temperatura e vê se nota algo diferente". E também deixo ele usar fones pra ouvir música instrumental enquanto trabalha, porque ajuda ele a focar.

Com a Clara, que tem TEA, fui aprendendo que preciso ser bem claro nas instruções e às vezes usar suporte visual. Pro conteúdo dessa habilidade EF09CI01, fiz uns cartazes com ilustrações das partículas nos diferentes estados da matéria e deixei sempre à vista dela. Ajuda muito visualização concreta! E descobri que ela se dá melhor com tabelas do que textos longos demais, então sempre tento resumir as atividades assim pra ela.

Já testei algumas coisas que não funcionaram tanto: tentei usar jogos interativos no tablet pro Matheus, mas ele ficava mais entretido em explorar o jogo do que focar no conteúdo. E com a Clara, uma vez tentei uma atividade em grupo maior sem aviso prévio e ela ficou bem desconfortável. Aprendi rapidamente que ela lida melhor quando sabe exatamente o que esperar da atividade.

É isso aí galera! Espero ter ajudado vocês com algumas ideias de como identificar a aprendizagem no dia a dia da sala de aula e lidar com as diversidades entre os alunos. Se tiverem dicas ou quiserem compartilhar experiências parecidas, tô sempre por aqui! Valeu!

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