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EF06CI09Ciências · Ano · Ensino Fundamental - Anos Finais

Deduzir que a estrutura, a sustentação e a movimentação dos animais resultam da interação entre os sistemas muscular, ósseo e nervoso.

Vida e evoluçãoCélula como unidade da vida Interação entre os sistemas locomotor e nervoso Lentes corretivas
CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Oi gente, tudo bem? Hoje eu vou falar um pouco sobre como eu trabalho a habilidade EF06CI09 da BNCC com a minha turma do 6º ano. Então, basicamente, essa habilidade fala sobre entender como a estrutura, a sustentação e a movimentação dos animais são resultado da interação entre os sistemas muscular, ósseo e nervoso. Parece complicado né? Mas na prática, é mais simples do que parece.

A ideia é fazer os alunos perceberem que esses sistemas não funcionam de forma isolada. Tipo assim, pro corpo se mexer, não basta só ter os músculos ou os ossos; eles precisam trabalhar juntos e aí o sistema nervoso entra pra coordenar tudo. Pense em um boneco articulado: ele tem as articulações (osso), mas precisa de elásticos ou algo assim pra mover (músculo) e alguém pra puxar (nervos). No 5º ano, os meninos já tinham visto um pouco sobre o corpo humano e as principais funções do esqueleto e dos músculos, então o desafio aqui é integrar o que já sabem com essa nova informação sobre o sistema nervoso.

Agora, vou contar três atividades que faço na sala de aula pra trabalhar isso.

A primeira atividade é uma montagem prática de um modelo simples de braço usando cartolina, canudos, barbante e prendedores de roupa. Divido a turma em grupos de quatro ou cinco alunos e dou uns 50 minutos pra eles montarem. A cartolina vira o "osso", os canudos imitam o "músculo" e o barbante seria o "nervo". Os prendedores servem pra juntar tudo. A ideia é que eles consigam simular a flexão e extensão do braço como se fosse um modelo real. Os alunos adoram essa parte prática e sempre sai alguma coisa engraçada, como da última vez quando o João gritou "Olha, prof, tá funcionando melhor que meu braço!". E claro, tem aquele grupo que sempre precisa de um empurrãozinho porque se enrola com os prendedores.

Depois dessa atividade prática, passo pra uma discussão em sala sobre como esses sistemas funcionam em conjunto. Pergunto como seria se um dos elementos faltasse. Dá pra ver as engrenagens na cabeça deles girando quando começam a pensar nisso. A Ana, por exemplo, levantou uma questão interessante na última aula: "Mas se o nervo não der o comando certo, o músculo não puxa o osso direito né?". Exatamente! E assim eles vão ligando os pontos.

A segunda atividade envolve uma pesquisa rápida na internet sobre diferentes tipos de movimento em animais – desde os mais simples até os mais complexos. Cada dupla escolhe um animal pra investigar e descobrir como esses três sistemas funcionam juntos pra permitir aquilo que ele faz de especial. Essa pesquisa leva uns 30 minutos e depois cada dupla compartilha suas descobertas com a turma. Na última vez, a Júlia e o Pedro escolheram falar sobre o canguru e foi muito legal ver como eles explicaram toda a potência muscular que ele precisa pra dar aqueles saltos enormes e como o sistema nervoso dele é adaptado pra isso.

Por fim, pra fechar a sequência de atividades, gosto de organizar um jogo de perguntas e respostas no estilo quiz. Faço em formato de competição entre grupos pra dar aquela animada na galera. Preparo perguntas baseadas no que discutimos nas atividades anteriores e no conteúdo que viram nas pesquisas. Dura uns 20 minutos no máximo porque senão eles perdem o foco. O legal é que isso sempre desperta uma competitividade saudável entre eles. Na última rodada que fizemos, o grupo da Mariana ganhou por um ponto porque ela lembrou rapidinho qual era a função principal do sistema nervoso no movimento.

Essas atividades todas ajudam a fixar muito bem esse conceito complexo mostrando de maneira prática como tudo isso funciona no nosso corpo. Eles acabam percebendo sozinhos a importância da integração desses sistemas pro funcionamento do corpo humano e dos animais em geral. No fim das contas, a gente quer que eles saiam da escola entendendo que nosso corpo é uma máquina incrível onde tudo precisa funcionar em harmonia.

Bom pessoal, espero que essas dicas sejam úteis pra vocês! Se alguém tiver outras ideias ou quiser compartilhar experiências também, manda aí! É sempre bom trocar figurinhas sobre o que tá funcionando ou não nas nossas salas de aula. Abraço!

Aí, continuando, sabe como eu percebo que o aluno aprendeu de verdade? É na hora que eu estou circulando pela sala, durante as atividades, e ouço as conversas entre eles. Tipo, quando um aluno explica pro outro. Uma vez, por exemplo, tinha a Júlia explicando pro Pedro que os ossos são tipo as vigas de uma casa, dão estrutura, mas se não tiver músculo pra puxar e o sistema nervoso pra mandar os comandos, não adianta muito. Aí eu pensei: ah, essa entendeu mesmo! E é legal porque nessas explicações entre eles, acabam usando palavras e exemplos próprios, aí sei que a coisa fixou.

Outro dia, vi o Lucas desenhando um esqueleto na folha enquanto falava pro colega que a coluna vertebral parece uma mola de caderno e que ajuda a gente a ficar em pé e a mexer. Ele tava tão empolgado que usou até a mochila como exemplo: “Imagina só uma mochila sem nada dentro, ela desmorona, mas com livros dentro (que seriam os músculos), ela fica firme!”. Nesses momentos, eu vou só ouvindo, às vezes dou uma cutucada se noto um erro, mas deixo eles desenvolverem o raciocínio.

Agora sobre os erros, tem uns clássicos que vejo sempre. Tipo o Rafael, ele achava que só o sistema nervoso fazia a gente se mexer. Na cabeça dele, era tudo comando do cérebro direto pros ossos. Tive que explicar que sem os músculos não tem como mover nada. Aí fizemos uma atividade prática, aquela do elástico e dos palitos de sorvete representando os ossos e músculos. Ele errou porque não tava visualizando direito na prática. Quando pego esses erros na hora da explicação ou nos exercícios em grupo, paro tudo e mostro pra turma inteira onde tá o engano. Gosto de pegar exemplos do dia a dia deles pra mostrar.

A Ana já confundiu o sistema ósseo com os órgãos internos. Ela achava que coração e fígado também eram parte do esqueleto porque ouviu "sistema" e pensou que tava tudo junto. Com ela usei aquele modelinho de esqueleto desmontável que temos na escola. Foi só mostrar as peças separadas dos órgãos pra ela sacar a diferença.

Ah, e sobre o Matheus que tem TDAH e a Clara com TEA... Com o Matheus eu preciso ser mais dinâmico nas explicações. Uso bastante jogos de movimentação porque ele aprende quando tá ativo, sabe? Tipo aquelas brincadeiras de imitar animais pra entender as articulações. Só que tem que ter cuidado pra não deixar ele muito agitado em sala depois. Tentei uma vez fazer isso perto do recreio e foi difícil voltar ao foco depois. Aprendi que é melhor começar com essas atividades.

Já com a Clara é diferente. Ela precisa de uma rotina sem muitas surpresas. Então antes de começar cada aula, eu já aviso como será o passo a passo do dia. Tento usar materiais visuais bem organizados porque ela responde bem a estímulos visuais claros. Ah, e incluo ela em atividades onde pode trabalhar no próprio ritmo. Um dia fizemos uma maquete do corpo humano, ela preferiu ficar mais tempo colando e encaixando as peças enquanto os outros já estavam na parte final da atividade.

O que percebo é que adaptar atividades pra eles não só ajuda individualmente como melhora a aula toda. A galera vê essas diferenças e aprende também sobre respeito e paciência.

Bom gente, acho que já falei um bocado sobre isso hoje! Espero ter ajudado de alguma forma com minhas histórias e experiências em sala. Se tiverem alguma dica nova ou dúvida, manda aí! É sempre bom trocar ideia com vocês. Até mais!

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