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EF06CI01Ciências · Ano · Ensino Fundamental - Anos Finais

Classificar como homogênea ou heterogênea a mistura de dois ou mais materiais (água e sal, água e óleo, água e areia etc.).

Matéria e energiaMisturas homogêneas e heterogêneas Separação de materiais Materiais sintéticos Transformações químicas
CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, a habilidade EF06CI01 da BNCC, pra mim, é uma daquelas que a gente vê os meninos realmente se empolgarem, porque mistura um pouco de teoria com prática, e eles adoram meter a mão na massa. Na prática, essa habilidade é sobre ajudar os alunos a entenderem que algumas misturas de materiais se misturam de verdade e formam uma coisa só, que a gente chama de homogênea, e outras não se misturam tão bem e ficam aparecendo as partes separadas, que são as heterogêneas. É ver na prática como água e sal formam uma coisa só, mas água e óleo ficam lá separados, cada um no seu canto.

Essa questão das misturas os alunos já começam a ver lá nas séries anteriores, tipo sobre sólidos, líquidos e gases, sabem? Eles chegam no sexto ano sabendo diferenciar o básico entre sólido e líquido, por exemplo. Aí é o nosso papel aprofundar isso com as misturas, que é um conceito que eles vão levar pra vida toda. Imagina só saber que numa salada aquela separação dos ingredientes é uma mistura heterogênea e que o suco que eles tomam no lanche pode ser homogêneo. Isso dá um clique na cabeça deles.

E aí na minha sala, eu gosto de três atividades em especial pra trabalhar essa habilidade com a galera do sexto ano.

A primeira é bem clássica e sempre funciona: a mistura de água com sal e água com areia. Eu levo para a sala uma bandejinha com copos de plástico, água, sal e areia. Divido a turma em grupos de 4 ou 5 alunos e entrego o material pra cada grupo. Isso leva mais ou menos uma aula inteira, uns 50 minutos. A ideia é que eles mesmos façam a mistura dos materiais e observem o que acontece. E olha só como eles reagem! O Lucas da última vez ficou surpreso quando viu que não dava pra ver o sal depois de misturado na água. Ele até perguntou: "Professor, evaporou?" E aí é legal que eles mesmos vão percebendo as respostas conforme praticam. No caso da areia, o João riu quando percebeu que mesmo mexendo bastante não acontecia nada como com o sal.

A segunda atividade eu chamo de "Desafio do Óleo". Pra essa eu levo água e óleo de cozinha. O legal dessa atividade é colocar mesmo num recipiente transparente pra eles verem bem direitinho a separação. Organizo os meninos em duplas dessa vez pra ficar mais dinâmico. Esta aqui não toma tanto tempo, uns 30 minutos já são suficientes. A ideia é simples: eles colocam água e depois óleo no recipiente e percebem como o óleo sempre flutua sobre a água. A última vez o Miguel comentou: "Parece mágica esse óleo boiando assim!" Foi engraçado porque alguns tentaram mexer rapidamente pra ver se conseguia misturar tudo de vez.

E por último eu faço uma atividade chamada "Mistura do Sabor". Essa aqui envolve um pouco mais o paladar deles, o que sempre deixa a galera animada. Pra essa eu separo suco em pó de sabores diferentes e água. Divido eles em grupos novamente e peço que façam misturas de diferentes sabores numa garrafinha com água. Leva uns 40 minutos essa atividade, porque além da parte prática tem a discussão depois onde cada grupo fala das suas observações. Eles percebem que quando dissolvem os pós na água tudo fica homogêneo, sem nenhuma partícula visível flutuando por ali. A última vez o Rafael falou: "Cara, isso é sério? Não dá nem pra ver o pó no suco!" E aí discutimos sobre solubilidade sem ficar muito técnico pra não complicar demais.

Essas atividades são super valiosas porque tiram a galera do mundo teórico e levam pras experiências práticas do dia a dia. E olha que legal: além de aprenderem sobre misturas homogêneas e heterogêneas, eles também exercitam habilidades como observação, trabalho em equipe e até comunicação quando discutem os resultados.

Enfim, trabalhar essa habilidade EF06CI01 na prática acaba sendo um jeito gostoso de aprender ciências que aproxima os meninos do conteúdo de forma leve e divertida. E é sempre bacana ver nos olhinhos deles aquele brilho quando fazem uma descoberta por conta própria! Acho que esse é um dos jeitos mais legais de ensinar: dando espaço pra eles experimentarem e se maravilharem com o mundo ao redor. E é isso aí galera! Espero ter ajudado quem tá procurando ideias pra abordar esse tema aí na sala de aula! Até a próxima!

misturas é super visual, né? Então, pra saber se os meninos aprenderam mesmo, eu não fico só esperando por prova, não. Vou observando no dia a dia, principalmente quando tô circulando pela sala. Sabe quando você ouve um aluno explicando pro outro com aquele entusiasmo? É aí que você percebe que a coisa tá andando. Tipo, teve um dia que o Lucas tava lá no fundo tentando explicar pra Maria a diferença entre mistura homogênea e heterogênea. Ele disse: "Olha, Maria, pensa no suco de laranja com a polpa! Você vê as bolinhas da polpa ali, né? Então, isso é heterogêneo. Mas se você pegar suco de caixinha, aí é homogêneo porque tá tudo misturado." Quando ouço algo assim, sei que o Lucas pegou a ideia.

Às vezes também acontece durante as atividades em grupo. Quando um grupo tá lá discutindo como separar uma mistura, tipo usando um filtro de café pra separar areia e água (que é uma coisa que fazemos numa das atividades), e eles começam a debater qual técnica usar e por quê... Aí é música pros meus ouvidos! Já aconteceu da Beatriz pegar o papel e começar a desenhar como ela imaginava o processo de separação de misturas, e o João completou com uma explicação. Esses momentos valem ouro!

Agora, quanto aos erros dos meninos... olha, é normal confundir as coisas no começo. Um erro comum é achar que toda mistura que parece homogênea à primeira vista é realmente homogênea. Tipo o Gabriel uma vez chegou todo confiante dizendo que água e areia eram misturas homogêneas porque ele mexeu bem. Aí eu tive que mostrar pra ele que mesmo mexendo bastante, depois de um tempo a areia assenta no fundo e dá pra ver claramente as duas fases separadas. Acho que esse erro acontece porque eles ainda tão no processo de entender o conceito de fases em misturas. Quando pego esse tipo de erro na hora, gosto de chamar o aluno pro lado e fazer umas perguntas guiadas: "Se você deixar essa mistura parada por um tempo, será que fica do mesmo jeito?" Isso faz eles pensarem mais sobre o processo.

Com o Matheus, que tem TDAH, eu preciso adaptar algumas coisas pra manter ele engajado. Minha estratégia é usar atividades mais dinâmicas e fragmentadas em etapas curtas. Ele adora quando a atividade envolve movimento, como aquelas em que eles têm que levantar da cadeira pra buscar materiais na sala ou experimentar uma técnica de separação na prática. Uma vez fizemos uma mistura de areia e ferro e eu levei um ímã grande pra ele testar. Nossa! Ele ficou fascinado vendo os grãos de ferro se juntarem ao ímã. Com o Matheus, também uso cronômetros pra ajudá-lo a se concentrar por curtos períodos e depois damos uma pausa rápida.

Já com a Clara, que tem TEA, eu aprendi que rotina e previsibilidade são fundamentais. Tenho primeiro que garantir que ela entenda o que vamos fazer antes da aula começar. Então mando uma mensagem pros pais dela com as atividades previstas do dia anterior. Durante a aula, a Clara se sai melhor quando eu dou instruções bem claras e uso cartões visuais pra explicar os passos das atividades. Uma vez ela teve dificuldade num experimento com papel filtro porque não sabia bem como manusear sem rasgar. Aí comecei a usar vídeos curtos mostrando cada passo antes dela tentar sozinha. Isso aumentou bastante a confiança dela.

Tive algumas tentativas que não deram certo também. Tipo assim, tentei umas vezes fazer competição em grupo achando que ia animar a todos, mas percebi que tanto pro Matheus quanto pra Clara isso gerava ansiedade ao invés de engajamento.

Enfim, cada dia é um aprendizado novo com essa turma! As diferenças entre os alunos são grandes, mas acho que é isso que faz a beleza do ensino: ajustando aqui e ali, conseguimos ver o brilho nos olhos deles quando algo faz sentido de verdade. E vocês aí no fórum? Como conseguem perceber quando os alunos aprenderam algo sem aquela prova formal? Vamos trocando ideias! Até mais!

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