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EF01CI01Ciências · Ano · Ensino Fundamental - Anos Iniciais

Comparar características de diferentes materiais presentes em objetos de uso cotidiano, discutindo sua origem, os modos como são descartados e como podem ser usados de forma mais consciente.

Matéria e energiaCaracterísticas dos materiais
CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, pessoal, trabalhar a habilidade EF01CI01 com a galera do 1º Ano é uma das partes mais legais e desafiadoras ao mesmo tempo. A ideia principal dessa habilidade é ajudar os meninos a observarem os materiais que compõem os objetos que eles usam no dia a dia. Tipo, eles precisam começar a perceber se é de plástico, madeira, metal, papel, e pensar de onde vêm esses materiais e como a gente pode usar e descartar de um jeito mais esperto. Não é só falar "ah, isso aqui é plástico", mas entender que o plástico vem do petróleo, que tem impactos no meio ambiente, que se a gente não reciclar vira lixo por um tempão. E além de tudo isso, dá pra começar a introduzir noções de consumo consciente, até porque eles já têm uma noção inicial de como cuidar dos brinquedos e objetos pessoais, vindo lá do jardim de infância. A gente só precisa expandir isso.

Bom, agora vou contar como eu faço isso na prática com os meninos lá na escola. Tem três atividades que eu gosto muito e que dão super certo com essa turminha.

Primeira atividade: A caça aos materiais. Essa atividade é bem divertida e os meninos adoram porque parece uma caça ao tesouro. Eu peço pra cada aluno trazer de casa um objeto pequeno que eles possam carregar na mochila. Pode ser qualquer coisa: uma colher de plástico, um brinquedo de madeira, uma latinha vazia de refrigerante. Aí eu organizo a turma em pequenos grupos e cada um explora o que trouxe. Eles têm que conversar entre si e descobrir do que é feito cada objeto do grupo. Isso geralmente leva uma aula inteira, uns 50 minutos. Às vezes o Joãozinho fica fascinado com o peso da latinha comparado ao tamanho dela ou a Maria descobre que o brinquedo dela tem partes de plástico e metal e acha aquilo mágico. É engraçado ver essa empolgação toda com algo tão simples!

A segunda atividade é quase uma continuação da primeira porque os meninos já estão com o olhar mais afiado. A gente faz uma roda de conversa sobre o ciclo dos materiais. Aqui a ideia é pensar de onde vem e pra onde vai aquele material quando a gente não precisa mais dele. Eu uso uns cartazes bem simples que mostram imagens da extração da matéria-prima (tipo petróleo pro plástico) até o descarte ou reciclagem. A turma fica sentada em círculo na sala mesmo, porque aí todo mundo se vê e participa melhor. Essa atividade demora uns 40 minutos porque a molecada tem muito o que falar. E é nesse momento que surgem umas pérolas do tipo “O Lucas perguntou se dá pra fazer uma bicicleta só com garrafa pet”, daí a gente aproveita pra discutir sobre possibilidades reais e inventadas.

Por último, tem uma atividade prática que eles adoram: construção de brinquedos com materiais recicláveis. Aqui eles realmente colocam a mão na massa! Eu peço pra todo mundo trazer algumas coisas de casa, tipo rolo de papel higiênico vazio, caixas de sapato, tampinhas de garrafa. O legal é que ninguém precisa comprar nada, só usar o que tá sobrando por aí! Aí eu deixo eles criarem livremente: podem fazer carrinhos, robôs ou o que vier na cabeça deles. A sala vira uma bagunça mas é bom demais ver o envolvimento da galera! Normalmente isso leva duas aulas seguidas porque eles querem caprichar bastante nos detalhes. Da última vez, o Pedrinho construiu um castelo incrível só com caixas pequenas e tampinhas e ficou super orgulhoso do resultado. Ele até deu nome pro castelo!

A reação dos alunos nessas atividades sempre me surpreende. Eles ficam curiosos pra saber como as coisas são feitas e adoram quando percebem que eles mesmos podem criar coisas úteis ou divertidas com aquilo que iriam jogar fora. Ver no rosto deles aquele brilho ao descobrir algo novo ou ao conseguir fazer um brinquedo sozinho não tem preço.

Então é isso, pessoal! Trabalhar essa habilidade ajuda muito os meninos a desenvolverem um olhar crítico sobre o mundo ao redor deles e eu sinto que tô contribuindo pra formar adultos mais conscientes e responsáveis no futuro. Espero que essas dicas sejam úteis pra vocês também! Se alguém tiver outras ideias ou quiser trocar experiências, tô por aqui sempre pronto pra aprender também! Abraço!

E aí, gente, continuando sobre essa habilidade EF01CI01, é sempre interessante ver como a turma começa a absorver o que a gente tá passando. Claro que eles são pequenos, então nem sempre dá pra fazer uma prova formal pra saber se entenderam tudo, mas tem várias maneiras da gente perceber isso no dia a dia. Uma delas é quando eu tô circulando pela sala durante as atividades. Eu gosto de andar por ali, ouvir as conversas entre eles, ver como eles discutem sobre os materiais dos objetos. Esses momentos são valiosos.

Por exemplo, teve um dia que eu deixei eles explorarem uma caixa cheia de objetos diferentes, tipo garrafa de plástico, colher de madeira, brinquedo de metal. A Maria e o João estavam conversando sobre uma garrafa de vidro. Aí eu ouvi o João dizendo: "Olha, isso quebra fácil porque é vidro e vidro é forte mas também é frágil." Quando ele falou isso, eu pensei: "Ah, esse entendeu." Ele conseguiu fazer uma conexão que só vem com entendimento e curiosidade.

Outra maneira é quando um aluno explica pro outro. A Ana tava tentando entender porque a madeira é usada pra fazer móveis. O Pedro virou pra ela e disse: "Porque é rígido e não entorta como plástico." Esse tipo de interação mostra que eles tão pensando nas propriedades dos materiais de forma prática. E olha, isso é ouro!

Agora, falando dos erros mais comuns, os meninos às vezes ficam confusos sobre as propriedades dos materiais. Tipo a Luiza um dia tava convencida de que o plástico e o vidro eram a mesma coisa porque achava que ambos vêm do mesmo lugar já que "ambos não vêm da natureza". É fácil entender o porquê disso. Elas ouvem muito essas palavras sem realmente conectar com a origem ou com o processo de fabricação. Quando eu pego esse tipo de erro na hora, tento corrigir fazendo perguntas que levem eles a pensar: "Mas você acha que dá pra quebrar um copo de plástico igual quebra um de vidro?" Isso ajuda a botar na cabeça deles que são materiais diferentes com propriedades distintas.

E tem o Matheus, né? Ele tem TDAH e precisa de um cuidado diferente. O Matheus é super curioso e quer participar de tudo ao mesmo tempo. Pra ele, eu geralmente adapto as atividades pra serem mais curtas e dinâmicas. Por exemplo, quando estamos fazendo uma atividade prática em grupo, eu dou pra ele pequenas tarefas com tempo delimitado pra manter ele concentrado e engajado. Outro dia dei a ele a missão de encontrar na sala todos os objetos metálicos enquanto o resto da turma discutia sobre madeira e pedra. Isso ajuda ele a focar.

A Clara tem TEA e reage melhor quando as atividades têm rotina e estrutura bem definidas. Pro caso dela, uso bastante material visual como cartazes com fotos dos materiais e objetos relacionados. Isso ajuda muito! Teve um dia que fizemos uma roda de conversa sobre reciclagem e trouxe cartões coloridos com imagens para ela escolher qual material poderia ser reciclado ou não. O legal foi ver ela ficando mais segura nas escolhas ao longo do tempo.

Mas olha, nem sempre sai tudo perfeito! Tentei uma vez usar um aplicativo no tablet achando que ia engajar mais o Matheus e dar opções visuais pra Clara ao mesmo tempo... Acabou virando bagunça! Eles ficaram tão entretidos com os sons e animações do app que esquecemos do principal: o conteúdo! Às vezes o simples funciona melhor.

Enfim, gente, acho muito bacana poder compartilhar isso aqui com vocês. Cada aluno é único e exige um cuidado especial da nossa parte pra aprenderem da melhor forma possível. Não é fácil não, mas é gratificante demais ver aquele brilhozinho no olho quando eles entendem algo novo.

É isso aí, pessoal! Espero poder ler as experiências de vocês também sobre como lidam com essas diferenças na sala de aula. Abraços!

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