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EM13CHS502Ciências Humanas e Sociais Aplicadas · 3º EM Ano · Ensino Médio

Analisar situações da vida cotidiana, estilos de vida, valores, condutas etc., desnaturalizando e problematizando formas de desigualdade, preconceito, intolerância e discriminação, e identificar ações que promovam os Direitos Humanos, a solidariedade e o respeito às diferenças e às liberdades individuais.

CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, essa habilidade da BNCC aí que a gente chama de EM13CHS502 é um negócio muito importante e, ao mesmo tempo, desafiador. Na prática do dia a dia, eu entendo isso como ajudar os alunos a enxergar o mundo com uma lente crítica. A ideia é que eles consigam olhar pra situações do cotidiano e entender as várias camadas de desigualdade, preconceito e intolerância que estão ali. Tipo assim, quando o aluno vê uma notícia no jornal sobre discriminação racial, ele precisa ter a capacidade de não só identificar que aquilo ali é errado, mas também compreender o contexto, as causas e pensar em formas de mudar essa realidade. É mais ou menos como se eles precisassem tirar uma venda dos olhos e conseguir ver além do que tá ali na superfície.

Essa habilidade se conecta muito com o que eles já trazem da série anterior. Os meninos já vêm com uma bagagem de conhecimentos sobre cidadania, ética e direitos humanos. Isso porque lá no fundamental eles já começaram a discutir essas coisas mais básicas. O que eu faço agora é aprofundar essa discussão. Eu tento trazer para a sala de aula situações mais complexas e incentivar os alunos a fazerem perguntas mais críticas. Por exemplo, ao invés de só discutir se bullying é errado, a gente discute o porquê ele acontece, quais são os impactos na vida da pessoa que sofre e também quem tá praticando, e como a sociedade pode agir pra combater isso.

Bom, agora vou contar pra vocês três atividades legais que eu faço na minha sala pra desenvolver essa habilidade.

A primeira atividade é chamada de "Jornal do Mundo Real". Eu peço pros alunos trazerem notícias de casa sobre casos de desigualdade ou preconceito - pode ser de jornal impresso, internet ou até televisão. Aí, na sala, a gente forma grupos e cada grupo escolhe uma notícia pra analisar. Dou uns 30 minutos pra eles discutirem entre si e anotarem as ideias principais. O material aqui é simples: folha de papel e caneta mesmo. Depois disso, cada grupo apresenta o caso pro restante da turma e juntos problematizamos a questão, sempre buscando entender as causas por trás do problema e pensando em possíveis soluções ou ações concretas que promovam direitos humanos. Da última vez que fizemos isso, a Júlia trouxe uma notícia sobre desigualdade salarial entre homens e mulheres e foi muito interessante ver os alunos realmente engajados na discussão. O João até comentou sobre como isso afeta a vida da mãe dele diretamente.

Outra atividade que funciona bem é o "Círculo do Respeito". Aqui eu organizo um debate circular onde a gente discute um tema previamente escolhido. Pode ser algo como intolerância religiosa ou preconceito racial. Nesse formato, todos os alunos sentam em círculo (ou o mais próximo disso) para ver todo mundo cara a cara. Eu começo jogando uma questão no ar tipo "Quais são os impactos da intolerância religiosa numa sociedade diversa como a nossa?" e vou guiando o debate pra que todos tenham espaço pra falar. Essa atividade costuma levar uns 50 minutos, geralmente um período inteiro de aula. Os alunos reagem muito bem porque é um espaço seguro pra compartilhar experiências pessoais – como aconteceu com o Lucas que contou sobre um episódio de racismo que ele viveu. Isso aproxima muito a turma e ajuda na sensibilização do grupo.

A terceira atividade é "Projetos de Ação". Essa leva mais tempo porque é algo contínuo ao longo do semestre. Eu divido a turma em grupos menores e cada grupo escolhe um tema relacionado a direitos humanos pra trabalhar. Eles precisam pesquisar sobre o tema, desenvolver uma ação prática (pode ser uma campanha dentro da escola, um vídeo educativo ou até uma proposta de intervenção social), executar essa ação e depois apresentar os resultados pro resto da turma. Os meninos têm acesso à biblioteca da escola pra pesquisar e usar computadores pra preparar apresentações ou vídeos. Já teve grupo que fez campanha contra o bullying com cartazes espalhados pela escola; outro grupo criou um vídeo sobre preconceito contra pessoas LGBT+ que foi apresentado numa reunião de pais; teve até um trabalho sobre acessibilidade escolar feito pelo grupo da Ana e do Pedro.

A reação dos alunos nessas atividades é sempre enriquecedora. Muitos percebem que podem fazer diferença com pequenas ações no ambiente em que vivem. Meu objetivo é que eles saiam da escola não só dominando conteúdos acadêmicos mas também preparados para serem cidadãos críticos e atuantes na sociedade. Quando vejo eles se empolgando com essas discussões ou quando algum deles vem me contar sobre algo relacionado fora da sala de aula, sinto que estamos no caminho certo.

E é isso aí pessoal! Espero que essas dicas ajudem vocês na sala de aula também. Qualquer coisa tô por aqui pra trocar ideias!

E aí, continuando nosso papo sobre essa habilidade, uma das coisas que mais me encanta é perceber quando os meninos realmente entenderam o que estamos discutindo sem precisar daquela prova formal chata. Tipo assim, às vezes tô andando pela sala e ouvindo as conversas entre eles quando estão fazendo uma atividade em grupo e dá pra ver que a ideia tá sendo absorvida. Por exemplo, teve um dia que o João e a Ana estavam discutindo sobre uma reportagem sobre a desigualdade salarial entre homens e mulheres. Aí eu ouvi o João falando pra Ana: "Mas olha só, isso não é só questão de salário, tem toda uma estrutura que coloca os homens em vantagem, tipo a falta de creches que prejudica as mulheres". Aí eu pensei: "Esse entendeu!". Isso vale mais que um monte de perguntas de múltipla escolha.

Outro momento é quando eles começam a explicar um pro outro. O Guilherme tava com dificuldade num texto sobre preconceito religioso, e a Mariana foi lá e começou a desenrolar, explicando pra ele que isso não é só falar mal da religião do outro, mas algo bem mais profundo que envolve intolerância e ignorância. Quando vejo esse tipo de troca entre eles, fico todo feliz porque é sinal de que tão entendendo e não só decorando.

Agora, claro, rolam uns erros comuns aí no caminho. Um deles é quando eles ficam presos no superficial e não exploram as causas mais profundas das situações. Teve uma vez que a Júlia comentou numa discussão que "o problema do racismo é só falta de educação". Eu parei tudo ali e comecei a puxar ela pra pensar nas estruturas sociais, na história, nas políticas públicas. Falei: "Júlia, olha só, é mais complicado do que isso. Vamos pensar no contexto histórico e econômico também?". Ajudo a galera a perceber essas camadas ao fazer perguntas durante as discussões, tipo um puxãozinho suave pra irem além.

E quando vejo esses erros na hora, paro tudo e tento corrigir ali mesmo pra não deixar passar batido. Aí damos um passo atrás e refazemos o caminho juntos.

Agora sobre o Matheus e a Clara, cada um com seu jeito especial de aprendizado. Pra ajudar o Matheus com TDAH, faço umas adaptações nas atividades. Tipo assim, eu divido as tarefas em etapas menores pra ele não se perder ou se sentir sobrecarregado. E nas aulas mais práticas ou nas discussões em grupo, deixo ele escolher se quer trabalhar em pé ou sentado, dou essa liberdade pra ele canalizar a energia. Às vezes uso fichas coloridas pra ele visualizar melhor o esquema das ideias. Já testei uns jogos educativos também pra fazer ele focar melhor no conteúdo. O que não deu certo foi tentar forçar ele a seguir exatamente o mesmo ritmo da turma toda hora; isso só deixava ele ansioso.

Com a Clara, que está no espectro do autismo (TEA), adapto o material visual porque ela tem uma facilidade maior com imagens do que com textos longos. Então sempre preparo uns slides bem visuais e dou essas versões pra ela acompanhar durante as aulas. Também monto roteiros bem detalhados das atividades pra ela saber exatamente o que esperar; dá uma segurança e evita aqueles momentos de ansiedade por conta das surpresas. Outra coisa que funcionou super bem foi criar um cantinho na sala onde ela pode ir se sentir sobrecarregada – um espaço tranquilo com fones de ouvido anti-ruído e materiais sensoriais. O que não rolou muito bem foi tentar explicar conceitos abstratos só na fala; preciso sempre dar exemplos concretos ou usar recursos visuais.

Bom, pessoal, acho que deu pra compartilhar um bom pedaço das minhas experiências com vocês por hoje. Tô sempre tentando novas abordagens por aqui e aprendendo com os meninos também. E vocês? Como estão lidando com esses desafios nas suas salas? Vamos trocando ideias! Até a próxima!

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