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EM13CHS103Ciências Humanas e Sociais Aplicadas · 1º EM Ano · Ensino Médio

Elaborar hipóteses, selecionar evidências e compor argumentos relativos a processos políticos, econômicos, sociais, ambientais, culturais e epistemológicos, com base na sistematização de dados e informações de diversas naturezas (expressões artísticas, textos filosóficos e sociológicos, documentos históricos e geográficos, gráficos, mapas, tabelas, tradições orais, entre outros).

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Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, essa habilidade da BNCC, a EM13CHS103, é uma parada bem legal de trabalhar. Basicamente, a gente precisa ajudar os alunos a pensar criticamente sobre vários aspectos da sociedade: política, economia, meio ambiente, cultura... Tudo isso a partir de dados e informações que eles vão aprender a sistematizar. A ideia é que eles consigam elaborar hipóteses e compor argumentos sólidos sobre esses temas. Na prática, quer dizer que a galera tem que ser capaz de juntar peças diferentes - tipo um gráfico aqui, um texto ali, uma pintura acolá - e formar uma opinião própria, embasada em evidências.

Quando os meninos chegam no 1º ano do Ensino Médio, eles já vêm com uma bagagem de história e geografia e tals. Eles sabem o básico sobre fatos históricos, já ouviram falar de movimentos culturais, têm uma noção do que são mapas e gráficos. Agora, o desafio é fazer eles darem um passo além: não é só saber o fato, mas usar esse fato pra montar um argumento. Por exemplo, se a gente tá falando de revoluções políticas, o aluno precisa entender o contexto econômico e social da época e usar isso pra explicar por que as pessoas fizeram o que fizeram.

Uma das atividades que eu costumo fazer é chamada "Debate dos Séculos". Eu separo a turma em grupos e cada grupo fica responsável por defender um ponto de vista específico sobre um evento histórico importante. Por exemplo, na última vez fizemos sobre a Revolução Francesa. Um grupo tinha que defender os interesses da nobreza, outro dos camponeses e por aí vai. Eu dou pra eles uma mistura de materiais: trechos de textos da época, algumas imagens de arte que retratam o período, tabelas com dados sobre economia daquela época. Os alunos têm uns dois dias pra preparar seus argumentos e depois a gente faz um debate em sala.

Foi engraçado como na última vez o João quase convenceu todo mundo que o melhor mesmo era ter ficado com a monarquia! Ele usou uns dados econômicos que encontrou nas tabelas e uns trechos de cartas da época pra argumentar. Foi bem interessante ver como eles conseguiram se colocar no lugar das pessoas daquela época. A atividade leva mais ou menos uma semana contando preparação e debate.

Outra atividade legal é a "Rota das Culturas". Eu pego várias expressões artísticas - pode ser música, dança, culinária - de diferentes partes do Brasil e organizo uma espécie de feira cultural na sala. Cada dupla ou trio escolhe uma região ou cultura específica pra representar. Eles precisam pesquisar a história por trás daquela expressão cultural e apresentar isso pro resto da turma. Então, por exemplo, na última vez a Maria Eduarda e a Ana Clara pegaram o frevo pernambucano. Elas trouxeram não só música e dança, mas também mapas mostrando como Recife se desenvolveu em volta dessa manifestação cultural.

Os meninos adoram porque é bem dinâmico e eles aprendem muito uns com os outros. E dá pra ver como eles começam a conectar os pontos: como uma música pode falar tanto sobre um povo, sua história e sua economia. Em relação ao tempo, essa atividade toma umas duas semanas porque eu deixo eles trabalharem bastante na pesquisa.

Por fim, tem um projeto contínuo ao longo do ano chamado "Cores do Desenvolvimento". A ideia é simples: eles precisam acompanhar notícias reais sobre algum projeto econômico ou ambiental em andamento no Brasil (tipo assim construção de hidrelétrica ou desmatamento na Amazônia) e montar uma linha do tempo com textos jornalísticos, gráficos de impacto econômico e opiniões de especialistas.

Na última vez o Pedro ficou responsável por monitorar as mudanças nas leis ambientais no Mato Grosso. Ele ficou todo empolgado quando descobriu uns gráficos mostrando o impacto do desmatamento na agricultura local. E aí depois ele apresentou isso pra galera junto com umas reportagens de jornal online que traziam entrevistas com agricultores locais. O legal é que essa atividade ajuda muito a estimular o senso crítico deles porque eles veem como as coisas são complexas no mundo real.

No geral, as reações dos alunos são bem positivas. No começo eles estranham um pouco porque estão acostumados com aquela coisa mais tradicional de "professor fala e aluno escuta", mas depois que pegam o jeito gostam bastante desse método mais ativo de aprendizagem.

Fico sempre impressionado com o quanto eles conseguem crescer ao longo das atividades. Cada aluno tem seu jeito de aprender e expressar conhecimento, mas trabalhando essas habilidades juntos assim eles acabam percebendo que podem usar suas próprias experiências e interesses pessoais pra criar algo único.

Bom, acho que é isso! Se alguém quiser trocar ideia ou tiver alguma dica nova me dá um toque aí! É sempre bom aprender uns truques novos pros meninos! Valeu!

Olha, pra perceber se o aluno realmente aprendeu, não precisa de prova formal, não. A sacada tá no dia a dia, nas pequenas coisas que eles fazem ou falam sem perceber. Quando tô andando pela sala e ouço eles discutindo um tema, vejo se tão usando os argumentos que a gente trabalhou nas aulas. É tipo música pros ouvidos quando, sei lá, ouço o João falando pra Maria: "Mas e os dados do gráfico que a gente viu ontem? Não é bem assim..." Aí eu penso: "Ah, esse entendeu!" Ou quando o pessoal tá em grupo e um explica pro outro com confiança e clareza, é sinal de que internalizou aquele conhecimento.

Teve uma vez que a Ana tava explicando pro Lucas sobre a influência da economia em decisões políticas, usando um exemplo de inflação que discutimos em sala. Ela falou com tanta convicção e usou os dados certos que eu percebi: "Tá aí, entendeu o recado!" Ou quando o Pedro fez uma apresentação sobre aquecimento global e começou a puxar dados de uma pesquisa que leu na biblioteca. Ele conectou tudo de uma forma tão lógica que eu sabia que ele tinha compreendido de verdade.

Agora, os erros mais comuns... Ah, esses acontecem. Muitos alunos ainda têm dificuldade em conectar os dados com os argumentos que tão construindo. Tipo o Felipe, que vez ou outra começa com um argumento super forte mas não amarra com os dados que tem. Acho que isso acontece porque eles ainda tão se familiarizando com a ideia de não só ter uma opinião, mas saber sustentá-la. Quando pego esse tipo de erro na hora, interrompo de leve e pergunto: "Mas qual dado sustenta sua ideia?" Isso ajuda eles a reorganizarem o pensamento.

Outra situação clássica é ver a galera generalizando demais. Tipo assim, a Júlia uma vez falou durante uma discussão sobre cultura: "Todo mundo ama música sertaneja!" Aí eu tive que entrar e dizer: "Será que todo mundo mesmo?" Ajudo eles a perceberem essas generalizações e a usarem dados mais concretos. Faço isso perguntando se têm alguma pesquisa ou informação específica pra reforçar o ponto.

Sobre o Matheus, que tem TDAH, e a Clara, com TEA, eu sempre busco formas de adaptar as atividades pra eles. Pro Matheus funciona bem quebrar as tarefas em partes menores e mais gerenciáveis; tipo assim, em vez dele fazer uma pesquisa longa de uma vez, divido em etapas menores com prazos mais curtos. Também deixo ele usar fones de ouvido pra cortar ruídos na hora da concentração. O que não funcionou foi tentar fazer ele seguir o ritmo da turma inteira em atividades longas sem pausas.

Já com a Clara, eu percebo que ela se sai melhor quando tem material visual pra apoiar o que tá estudando. Uso muito infográfico e vídeos curtos que ajudam na compreensão dos temas mais abstratos. Ela também funciona bem quando tem uma rotina bem definida; então faço questão de sempre explicar o plano do dia logo no começo da aula pra ela saber o que esperar. Uma coisa que não deu certo foi exigir dela participação em discussões abertas sem aviso prévio — prefiro dar um tempo pra ela se preparar antes.

É isso aí, galera! No fim das contas, cada aluno tem seu jeito próprio de aprender e cabe a gente dar aquele empurrãozinho certo na hora certa. Tamo junto nessa missão de formar cabeças pensantes! Abraços!

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