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EM13CHS501Ciências Humanas e Sociais Aplicadas · 1º EM Ano · Ensino Médio

Analisar os fundamentos da ética em diferentes culturas, tempos e espaços, identificando processos que contribuem para a formação de sujeitos éticos que valorizem a liberdade, a cooperação, a autonomia, o empreendedorismo, a convivência democrática e a solidariedade.

CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, quando a gente fala dessa habilidade EM13CHS501 da BNCC, o que vem na minha cabeça é ajudar os meninos a entenderem que ética não é só uma palavrinha bonita que tá na redação do Enem. É mostrar pra eles que, ao longo da história e nas várias culturas, as pessoas sempre tentaram descobrir o que é certo e errado. E aí, a gente precisa fazer eles se ligarem que ser ético vai além do comportamento individual. É sobre atuar em grupo, valorizar a liberdade, ser cooperativo, ter autonomia, conviver de forma democrática e ser solidário.

Por exemplo, o que quero ver é um aluno meu conseguindo olhar pra uma determinada situação e pensar: "O que seria a coisa mais certa a fazer aqui? Como isso impacta o outro? Será que tô respeitando a liberdade do colega? Tô sendo justo?" E tipo assim, isso tudo já tá meio embutido no que eles vêm discutindo desde os outros anos. Quando estavam no 2º ano, por exemplo, já falavam sobre direitos humanos e cidadania. Só que agora no 3º ano, a proposta é dar uma aprofundada e entender essas questões em contextos mais amplos e diversos.

Vou contar então algumas atividades que costumo fazer pra trabalhar essa habilidade com minha turma do 3º ano.

Uma das atividades que faço é chamada "Roda de debate cultural". Eu pego textos curtos de culturas diferentes, sabe? Coisa simples mesmo, tipo uma história indígena brasileira, um conto africano e um trecho de filosofia grega antiga. Aí divido a sala em grupos pequenos, cada grupo fica com um texto. Eles leem e têm uns 20 minutos pra discutir entre si o que aquele texto diz sobre ética. Depois fazemos uma roda maior e cada grupo compartilha suas ideias. Da última vez, foi engraçado porque o Pedro tava com o texto africano e ficou tão animado com a discussão que começou a puxar argumentos até da série de TV favorita dele pra explicar conceitos éticos! A turma se envolveu tanto que estouramos o tempo da aula.

Outra coisa que gosto muito de fazer é um projeto chamado "Diário Ético". Os alunos têm que escrever durante uma semana sobre situações diárias em que tiveram que tomar decisões éticas ou viram alguém tomando. Podem ser situações simples, tipo emprestar o lápis pro colega ou dar lugar no ônibus. No final da semana, eles compartilham algumas dessas situações na sala e discutimos juntos. O material aqui é bem simples: só papel e caneta mesmo. Na última vez, a Maria trouxe uma situação em que ajudou uma colega nova na escola a se enturmar no recreio. A turma toda ficou tocada e rolou até um debate sobre inclusão social. É bem legal porque eles acabam se abrindo muito.

A terceira atividade é uma simulação chamada "Decisão em Conselho". Eu coloco os alunos em grupos maiores e dou um cenário hipotético de uma vila onde precisam decidir sobre a construção de uma nova praça ou um hospital. Tem gente na vila que quer mais lazer, outros querem melhorar a saúde. Eles têm que chegar numa decisão unânime como se fossem um conselho comunitário mesmo. Uso folhas grandes pra eles irem anotando suas ideias e argumentos. A galera leva umas duas aulas pra decidir. Na última vez, a turma do Carlos decidiu pela praça, mas só depois de muita discussão sobre qualidade de vida versus saúde. E o legal é ver eles refletindo sobre como essas decisões afetam todo mundo ao redor.

A reação dos meninos nessas atividades é sempre muito interessante. No começo rola um estranhamento porque sair do "certo" teórico é complicado, mas depois vão se soltando. Surpreende como eles trazem referências atuais das redes sociais e até da família pra discutir ética.

E bom, acho que trabalhar essa habilidade é isso aí: fazer eles pensarem criticamente sobre as próprias ações e as dos outros dentro de contextos variados. E noto como isso vai além da sala de aula. Alguns pais já me disseram que perceberam mudanças nos filhos em casa também.

Então é isso pessoal, espero ter ajudado um pouco com essas ideias aí! Se alguém tiver mais sugestões ou quiser compartilhar experiências desse tipo também, tô aqui pra ouvir!

Olha, então, continuando aqui... O que quero ver é um aluno meu conseguindo olhar pro mundo à volta e pensar: "Opa, isso aqui tá certo?" ou "Será que isso é justo?". E aí, como professor, tem uns jeitos da gente sacar se a galera tá pegando essa ideia sem precisar aplicar prova formal.

Bom, uma coisa que eu faço é circular pela sala de aula. Tipo assim, enquanto os meninos estão discutindo em grupo ou trabalhando em alguma atividade, eu vou andando, escutando as conversas. E, às vezes, quando um aluno puxa pro lado e fala pro outro algo como "Mas será que tá certo a gente fazer assim?" ou "Isso não tá justo com a turma", aí eu vejo que ele tá começando a entender o lance da ética de verdade. Uma vez, o Lucas tava explicando pro João sobre um dilema ético que a gente trouxe em sala - era sobre compartilhar informação sigilosa. Ele disse: "João, pensa se fosse com você. Não seria legal, né?". Na hora pensei: "Ah, moleque entendeu!"

E também tem aqueles momentos preciosos quando um aluno se levanta pra apresentar um trabalho e começa a relacionar o tema com problemas reais da escola ou da comunidade. Como aquele dia em que a Mariana fez uma apresentação sobre direitos humanos e puxou uma discussão sobre o acesso à educação aqui em Goiânia. Vi nos olhos dela e na forma como ela falava que os conceitos tinham ganhado sentido.

Agora, quanto aos erros comuns... Ah, sempre tem aqueles tropeços, né? O Pedrinho, por exemplo, ele sempre confunde ética com moral. Vira e mexe ele fala como se fossem a mesma coisa. Então tem que parar e explicar que ética é mais sobre regras coletivas e moral tá mais ligada aos valores individuais. Outro erro é a galera achar que ser ético é só seguir regras. A Sofia uma vez disse: "Ah professor, mas eu tô seguindo as regras". Aí eu expliquei: "Sofia, ser ético é também questionar as regras quando elas não parecem justas."

Quando pego esses erros no meio da aula, tento corrigir ali na hora mesmo pra não deixar passar batido. Eu paro a discussão, chamo atenção de todos e esclareço ali usando exemplos práticos ou trazendo novas perguntas pra provocar o pensamento crítico deles.

E olha, na turma tem o Matheus que tem TDAH e a Clara que tem TEA. Com eles eu preciso adaptar algumas coisas. Pro Matheus, por exemplo, eu divido as tarefas em partes menores com prazos curtos. Se for um texto grande pra ler, a gente divide em trechos e discute um por vez. Já a Clara às vezes precisa de materiais visuais mais concretos. Tipo quando estamos falando sobre diversidade cultural, eu trago imagens e vídeos bem explicativos.

Uma coisa que deu super certo foi criar um espaço no fundo da sala onde o Matheus pode ir quando precisa de uma pausa rápida pra se concentrar de novo. E com a Clara funciona bem quando dou um roteiro mais detalhado do trabalho antes de começar pra ela saber direitinho o passo a passo.

Agora, nem tudo são flores... Teve vez que tentei colocar o Matheus numa atividade em grupo muito longa e ele se perdeu completamente no meio do caminho. Aprendi que ele precisa de intervalos curtos nessas situações. Já com a Clara, percebi que atividades muito abertas sem estrutura clara não funcionam bem; ela fica meio perdida.

No fundo, é um aprendizado constante pra mim também. Todo dia é um desafio novo pra adaptar e encontrar jeitos novos de ensinar essa turma tão diversa que tenho.

E aí, galera do fórum, essas são algumas das minhas experiências na sala de aula com essa habilidade da BNCC. Se alguém tiver dicas ou quiser compartilhar também como faz por aí, seria legal ouvir! Valeu pela troca sempre boa de ideias! Abraço!

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