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EM13CHS203Ciências Humanas e Sociais Aplicadas · 3º EM Ano · Ensino Médio

Comparar os significados de território, fronteiras e vazio (espacial, temporal e cultural) em diferentes sociedades, contextualizando e relativizando visões dualistas (civilização/barbárie, nomadismo/sedentarismo, esclarecimento/obscurantismo, cidade/campo, entre outras).

CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, essa habilidade EM13CHS203 da BNCC é tipo uma viagem bem doida que a gente faz junto com os alunos. No fundo, é sobre entender como o conceito de território, as fronteiras e até a ideia de vazio significam coisas diferentes em contextos culturais e históricos diversos. A ideia principal é fazer uma comparação desses conceitos, mostrando que eles não são universais e que dependem de como a sociedade tá estruturada. Parece complicado, mas, na prática, é mais simples do que parece.

Então, como eu entendo isso? Bom, os alunos precisam ser capazes de ver que o território não é só um pedaço de terra com limites, mas pode significar poder, identidade, ou até disputa. As fronteiras também têm um papel diferente dependendo da época ou do lugar. Por exemplo, pra algumas sociedades, uma fronteira pode ser uma linha invisível que separa culturas completamente distintas. E o vazio... esse é legal porque leva a galera a pensar fora da caixa. Não é só sobre um espaço sem nada; pode ser um tempo de mudança ou um espaço cultural esperando pra ser preenchido. Na prática, o aluno tem que conseguir olhar pra um mapa ou uma situação e interpretar esses significados todos, sem cair na ideia de que civilização é sempre melhor que barbárie ou que cidade é sempre mais desenvolvida que campo.

A turma já vinha com uma base de entender mapas e território no sentido mais físico e geográfico das coisas, graças ao que estudaram no primeiro ano. Então, essa habilidade vem pra dar um passo adiante, complexificando esses conceitos e trazendo mais reflexão.

Agora vamos às atividades! A primeira coisa que eu faço é uma atividade chamada "Mapa Cultural Vivo". Uso um mapa grande da América do Sul (simples mesmo, impresso em papel A3) e peço pros alunos marcarem onde eles acham que há mais diversidade cultural. Divido a turma em grupos de 4 ou 5 e dou uns 20 minutos pra eles discutirem e marcarem no mapa usando post-its coloridos. O legal é ver a discussão pegando fogo. Da última vez, o Lucas ficou impressionado quando a Vanessa falou da diversidade cultural na fronteira entre Brasil e Paraguai. Ele nunca tinha pensado nessa região dessa forma.

Outra atividade que gosto é "Fronteiras Invisíveis". Pra essa, não precisa de material físico além de papel e caneta. Peço pro pessoal anotar lugares na cidade onde sentem que há fronteiras invisíveis (tipo bairros ricos/pobres). Depois cada um compartilha sua visão. Isso leva cerca de meia aula e sempre gera umas discussões boas. Lembro do Tiago falando sobre como se sente quando vai pra um shopping caro aqui em Goiânia. Ele sentiu que era quase como atravessar uma fronteira mesmo!

A terceira atividade chama "Histórias do Vazio". Eu trago trechos curtos de livros ou filmes (pode ser algo tipo “Mad Max” ou até “Grande Sertão: Veredas”) onde os personagens enfrentam um vazio – seja espacial ou temporal – e peço pros alunos imaginarem como seria preencher esse vazio. Pode ser escrevendo uma cena nova ou desenhando. É incrível ver a criatividade deles! Da última vez, a Júlia criou um final alternativo pro “Mad Max” onde o deserto virou um vilarejo cheio de vida por causa do esforço comunitário.

Olha, o mais interessante dessas atividades é ver como os alunos começam a mudar a forma de ver o mundo ao redor deles. Eles passam a perceber que conceitos como território e fronteira não são fixos e podem ser interpretados de várias formas. E também rola aquela transformação no jeito deles discutirem e argumentarem suas ideias. O ambiente da sala fica mais aberto e acolhedor pras diferenças.

Enfim, trabalhar essa habilidade é sempre um desafio gostoso porque nos faz repensar nossas próprias certezas e visões de mundo também. E essa troca com os alunos só nos enriquece ainda mais. Se alguém aí tiver outras ideias ou quiser saber mais detalhes sobre alguma dessas atividades, me dá um toque! É sempre bom aprender com vocês também.

Até o próximo post!

Aí, continuando aqui o papo sobre a habilidade EM13CHS203, uma coisa que eu sempre observo é como os alunos absorvem o conteúdo de maneiras diferentes e isso fica bem claro sem precisar de prova formal, sabe? Quando eu tô circulando pela sala, só de ouvir as conversas deles dá pra perceber quem sacou a ideia mesmo. Por exemplo, quando o João tá explicando pro Pedro por que a ideia de território na Amazônia é diferente daquela em São Paulo, eu penso "esse moleque tá entendendo". Ou quando a Ana questiona a Maria sobre como as fronteiras na Europa mudaram depois das guerras, dá pra ver que ela tá ligando os pontos.

Tem também aquele momento em que eles começam a debater entre si. Esses dias, o Lucas começou a falar sobre como as comunidades indígenas têm uma visão de território que é mais ligada à cultura e não só à terra em si. Aí galera toda entrou na discussão, com o Marcelo argumentando que isso impacta até as políticas públicas e tal. Quando vejo esse tipo de diálogo, sei que eles não só entenderam o conteúdo mas também tão aplicando em outros contextos.

Claro que no caminho tem aqueles tropeços que são bem comuns. Tipo, muita gente confunde a ideia de fronteira física com cultural. A Júlia outro dia disse que achava que a fronteira entre Brasil e Paraguai era só uma linha no mapa. Expliquei pra ela que, além da linha, tem toda uma questão cultural e social ali envolvida. E esses erros acontecem porque é fácil pensar só num conceito literal, sem aprofundar no contexto. Quando pega um erro assim na hora, eu tento puxar uma pergunta ou dar um exemplo pra clarear as coisas. Pergunto se já visitaram Foz do Iguaçu ou Ciudad del Este pra ver na prática como essas fronteiras se misturam.

Outra questão é a Clara e o Matheus, cada um tem suas necessidades específicas e a gente precisa tá atento nisso. O Matheus tem TDAH e precisa de um ambiente mais controlado pra conseguir focar. Eu sempre tento colocar ele num grupo com colegas que ajudam a manter ele por dentro do assunto. Dividimos as atividades em partes menores pra ele não se perder e alternamos momentos de conversa com coisas mais práticas, tipo fazer um mapa juntos ou construir maquetes que representam territórios diferentes.

Já a Clara tem TEA e funciona melhor quando tem uma rotina bem definida e previsível. Eu sempre mando os materiais antes das aulas pra ela poder se preparar com calma, e durante a aula tento usar mais imagens e gráficos porque ela responde bem a informações visuais. Outra coisa que ajuda muito é usar histórias ou vídeos sobre os temas porque ela curte bastante quando pode associar o assunto com algo concreto.

Ah, e teve uma vez que tentei passar uma atividade em grupo com liberdade total pro pessoal criar seu jeito de apresentar o trabalho. Mas olha, não deu certo pro Matheus. Ele ficou perdido com tantas opções e acabou não conseguindo contribuir como queria. Percebi que ele precisa de instruções mais fechadas, então agora deixo claro cada passo que ele deve seguir.

E olha só, falando da Clara, certa vez tentamos usar realidade aumentada nas atividades de geografia pensando que ia ser superlegal pra todo mundo. Mas não rolou tão bem pra ela porque foi informação demais de uma vez só. Aprendemos então que com ela o ritmo tem que ser mais controlado, sem tanta novidade ao mesmo tempo.

Enfim, é isso aí pessoal! Cada dia é um aprendizado novo tanto pros meninos quanto pra mim. A gente vai ajustando o método conforme vai percebendo as necessidades da turma. Espero que esse papo todo ajude vocês também nas suas salas de aula! Se tiverem dicas ou quiserem compartilhar experiências também, tô por aqui! Abraço!

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