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EM13CHS204Ciências Humanas e Sociais Aplicadas · 1º EM Ano · Ensino Médio

Comparar e avaliar os processos de ocupação do espaço e a formação de territórios, territorialidades e fronteiras, identificando o papel de diferentes agentes (como grupos sociais e culturais, impérios, Estados Nacionais e organismos internacionais) e considerando os conflitos populacionais (internos e externos), a diversidade étnico-cultural e as características socioeconômicas, políticas e tecnológicas.

CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, essa habilidade EM13CHS204 da BNCC é bem legal de trabalhar com os meninos. Na prática, ela é sobre entender como as pessoas ocuparam e ocuparam espaços ao longo do tempo, e como isso ajudou a formar as fronteiras e territórios que conhecemos hoje. É também sobre ver quem participou desse processo todo, tipo os Estados, impérios, grupos sociais, culturais, e tal. E também sobre reconhecer os conflitos que surgem daí, tanto internos quanto entre diferentes países, além de levar em conta a diversidade de etnias e culturas e as condições econômicas e políticas.

Se parar pra pensar, é como um quebra-cabeça gigante que a gente tem que montar pra entender como o mundo tá do jeito que tá. Então, quando a gente fala em "comparar e avaliar", quer dizer que os alunos têm que ser capazes de olhar todas essas peças do quebra-cabeça (quem ocupou o quê, quando, como e por quê) e tirar algumas conclusões daí. Os meninos precisam conseguir entender que, por exemplo, a formação dos países da América Latina teve um contexto diferente dos países da Europa, e por aí vai.

A turma já vem com uma base legal desde o primeiro ano do ensino médio. Eles já discutiram bastante sobre colonização nas Américas, sobre os diferentes povos indígenas que habitavam aqui antes dos europeus chegarem e tiveram uma introdução sobre os grandes impérios antigos lá da Europa e Ásia. Então, quando chegam no segundo ano, eles já têm uma ideia bacana do que são territórios e algumas noções de fronteiras.

Uma das atividades que faço é um debate sobre as fronteiras atuais no mundo. Aí uso mapas-múndi simples com as fronteiras políticas desenhadas. Divido a turma em grupos menores de 4 ou 5 alunos — geralmente juntamos as carteiras mesmo. Dou uns 20 minutos pra eles prepararem argumentos sobre como essas fronteiras foram formadas e quais conflitos elas geram ou evitaram. Depois cada grupo apresenta seu ponto de vista pro restante da classe. Da última vez que fiz isso, o João estava super empolgado defendendo o papel dos organismos internacionais na mediação de conflitos — ele até puxou o exemplo da ONU no caso do Sudão do Sul.

Outra coisa que faço é uma pesquisa sobre os povos indígenas brasileiros e suas territorialidades. Aí a gente usa a internet mesmo — cada aluno trazendo seu celular ou tablet — pra procurar informações sobre um povo específico. Essa atividade leva mais tempo, tipo duas aulas de 50 minutos cada. Peço para eles focarem em como esses povos ocupavam o espaço antes da chegada dos europeus e como isso mudou depois. Depois eles apresentam pro restante da turma num formato de seminário curtinho, uns 5 ou 10 minutos por grupo. Da última vez, o Ricardo trouxe umas fotos super legais de artefatos do povo Xavante, e a Maria fez questão de comentar sobre a importância cultural desses objetos pros Xavantes.

E tem uma atividade que a galera sempre gosta muito: simulação de uma conferência internacional sobre migração. Aí eu sou como se fosse o mediador do evento e divido a turma em grupos representando diferentes países. Cada grupo tem que apresentar sua posição sobre migração — quais políticas adotam, quais são os desafios que enfrentam com isso e possíveis soluções para melhorar essas situações. A gente usa cartolina pra fazer as bandeirinhas dos países e essas coisas assim pra ambientar melhor. Costuma levar umas três aulas porque cada grupo precisa de tempo pra se preparar bem e apresentar suas ideias. Teve uma vez que o Pedro representou um país europeu com uma política bem rígida sobre imigração, enquanto a Ana defendia um país africano com muitos emigrantes devido às crises locais. Foi interessante ver como eles dialogaram buscando um consenso.

É sempre desafiador mas gratificante ver os alunos se engajando nessas atividades e conseguindo conectar essas questões complexas com exemplos concretos do dia-a-dia deles — tipo aquele debate entre o Pedro e a Ana sobre imigração que ficou cada vez mais interessante à medida que eles iam trazendo dados reais para apoiar seus argumentos.

No final das contas, meu objetivo é mostrar pros meninos que tudo tá interligado: história, geografia, economia... E que entender isso tudo ajuda eles a serem cidadãos mais críticos e informados. É isso aí galera! Espero que essas ideias possam ajudar alguém por aqui. Até mais!

Se parar pra pensar, é como se a gente estivesse montando um quebra-cabeça da nossa sociedade. E a graça é justamente ver a garotada conectando os pontos, descobrindo as peças que faltam e como elas se encaixam. Agora, quanto ao jeito de perceber que os meninos estão realmente aprendendo essa habilidade sem precisar de uma prova formal, é só ficar de olho neles durante a aula. Eu circulo bastante pela sala, e quando vejo a turma discutindo entre eles, já dá pra sacar quem pegou o fio da meada.

Teve uma vez que eu ouvi duas alunas, a Luíza e a Marina, conversando sobre um mapa que a gente estava estudando. A Luíza explicava pra Marina como as fronteiras de um país tinham mudado ao longo dos anos por conta de conflitos e acordos políticos. Ela fez umas comparações com eventos históricos que a gente viu em aula anterior, e eu pensei: "Ah, essa entendeu." Não precisou de mais nada, só aquela conversa ali me mostrou que ela estava ligando as informações.

Outra coisa que acontece muito é quando um aluno explica pro outro. Aí eu percebo muito bem quem tá entendendo. Teve um dia que o Pedro, que sempre foi meio quieto na aula, estava ajudando o Felipe a entender como as culturas dos povos indígenas influenciaram na formação do Brasil atual. E o jeito como ele explicava mostrava que ele não só decorou as coisas, ele realmente entendeu o negócio. Isso é gratificante demais pra um professor.

Agora, sobre os erros mais comuns que os meninos cometem nessa habilidade... Olha, tem uns que acontecem direto! Um erro bem típico é confundir causa e consequência nos processos históricos. Por exemplo, o João vive confundindo o motivo de um conflito com o que aconteceu por conta dele. Tipo assim, ele uma vez falou que a guerra foi causada pelo aumento do território em vez de perceber que o aumento do território foi uma consequência da guerra. Acho que isso acontece porque às vezes eles pegam as informações meio picadas, sem ver a ligação entre elas.

Quando rola isso na hora da aula, eu tento puxar outros exemplos pra clarear a cabeça deles. Faço umas perguntas tipo "e se fosse ao contrário?" ou "o que teria acontecido se tal coisa não tivesse ocorrido?". Ajuda eles a pensarem no processo como um todo.

Sobre o Matheus que tem TDAH e a Clara com TEA, aí já tive que fazer umas adaptações nas atividades. Pro Matheus, é importante mesmo variar o tipo de atividade. Se eu fico só falando ou só passando texto longo, ele se distrai fácil demais. Então eu misturo vídeo com áudio e uns jogos educativos. Tipo umas simulações na internet onde eles podem mover fronteiras num mapa virtual, essas coisas mais interativas ajudam ele a focar.

Já com a Clara, o negócio é ser bem claro nas instruções e usar sempre materiais visuais. Ela responde super bem quando tem imagens pra associar com o que tá aprendendo. Uma vez eu usei uns infográficos bem coloridos sobre migrações históricas e ela ficou fascinada. Mas tem que tomar cuidado com muitos estímulos visuais ao mesmo tempo porque ela fica sobrecarregada.

Ah, também aprendi que organizar melhor o tempo das atividades faz diferença pros dois. Dar um tempo extra pras tarefas ou dividir em etapas menores ajuda muito eles a completarem as atividades sem ficar aquela sensação de corrida contra o relógio.

Bom, acho que é isso aí! Cada dia aprendendo um pouco mais com os meninos e sempre tentando achar maneiras novas de fazer esse tema ser mais interessante pra eles. E vocês? Como lidam com esses desafios aí nas suas turmas? Bora trocar umas ideias! Até mais!

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