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EM13CNT304Ciências da Natureza e suas Tecnologias · 3º EM Ano · Ensino Médio

Analisar e debater situações controversas sobre a aplicação de conhecimentos da área de Ciências da Natureza (tais como tecnologias do DNA, tratamentos com células-tronco, neurotecnologias, produção de tecnologias de defesa, estratégias de controle de pragas, entre outros), com base em argumentos consistentes, legais, éticos e responsáveis, distinguindo diferentes pontos de vista.

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Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, galera, vou contar um pouco como eu trabalho essa habilidade EM13CNT304 da BNCC no 3º ano do ensino médio. Na prática, o que essa habilidade pede é que os alunos consigam analisar e debater assuntos meio polêmicos relacionados à Ciência, tipo as tecnologias do DNA ou tratamentos com células-tronco, usando argumentos sólidos e responsáveis. Ou seja, eles precisam entender que existem diferentes pontos de vista e aprender a respeitar isso, tudo com base em legalidade e ética.

Imagina que os meninos já vêm de um histórico bom no 2º ano, onde a gente já discutiu bastante sobre a evolução da biotecnologia, por exemplo. Eles já têm uma bagagem sobre genética básica e os impactos das tecnologias na sociedade. Então, quando a gente chega no 3º ano, eles já estão mais afiados pra discutir essas coisas de forma crítica.

Agora, vou contar um pouco das atividades que eu faço na sala com eles.

Uma das atividades que dá muito certo é o famoso debate. Eu organizo uma vez por bimestre e pego temas atuais e pertinentes. A última vez falamos sobre edição genética usando CRISPR. Eu levo materiais impressos com reportagens de jornal, artigos curtos e vídeos explicativos. A galera se divide em dois grupos, um a favor e outro contra, e cada grupo tem que se preparar com argumentos embasados por esses materiais. Eu dou uma aula inteira pra preparação — uns 50 minutos — e outra aula pra o debate mesmo. Cara, é incrível ver como eles se envolvem.

Teve uma vez que a Marina levantou um ponto interessante sobre como a edição genética pode ser usada pra erradicar doenças hereditárias, enquanto o Gustavo trouxe à tona a questão dos riscos de criar super-humanos. A discussão ficou tão boa que acabou virando conversa de corredor depois da aula. Aí você vê que a coisa funciona mesmo!

Outra atividade que faço é uma simulação de conferência científica. Isso é mais trabalhoso e leva umas duas semanas no total, entre preparar e apresentar. Cada aluno escolhe um tema controverso — pode ser neurotecnologia ou controle biológico de pragas, por exemplo — e precisa pesquisar sobre isso. Eles fazem um mini artigo e depois apresentam na frente da turma como se estivessem numa conferência real. Eu deixo eles usarem slides, mas tem que falar também.

Lembro bem do dia que o Lucas apresentou sobre neurotecnologia e ética. Ele começou meio nervoso, mas logo se soltou quando viu que a galera tava curtindo o que ele dizia. No final, ele até arrancou aplausos quando disse que é essencial manter o controle ético sobre o avanço das tecnologias pra não ferir direitos humanos. Foi lindo de ver!

Além dessas atividades maiores, gosto de fazer discussões rápidas no início ou final da aula sobre notícias recentes. Trago uma notícia quentinha — tipo algo sobre avanços em células-tronco — e jogo pra roda: "E aí galera, o que vocês acham disso?" A ideia é ouvir opiniões rápidas, sem muito compromisso formal. Isso ajuda muito a deixar eles ligados no que tá rolando no mundo e exercita o pensamento crítico constantemente.

Teve um dia engraçado que trouxe uma notícia sobre cientistas tentando ressuscitar espécies extintas usando DNA antigo. O Pedro soltou "Professor, será que vão trazer dinossauros de volta igual em Jurassic Park?" Todo mundo caiu na risada, mas foi legal porque isso desencadeou uma discussão séria sobre limites éticos na ciência.

O legal dessas atividades é que os alunos ficam bem mais engajados quando eles veem a aplicação real do conhecimento científico no dia a dia deles e do mundo todo. Eles começam a perceber que ciência não é só aquela coisa teórica do livro, mas algo que tem impacto direto na vida deles e das pessoas ao redor.

Bom, é isso! Espero ter dado um panorama legal de como essa habilidade pode ser trabalhada na prática. Se alguém tiver mais dicas ou quiser trocar ideias sobre outras formas de abordar esse tema em sala de aula, tô sempre por aqui!

Aí, gente, continuando a conversa sobre a habilidade EM13CNT304, uma coisa que sempre me perguntam é como eu sei se os alunos realmente entenderam o conteúdo, sem precisar aplicar uma prova. Bom, no dia a dia em sala de aula, dá pra perceber isso de várias maneiras. Quando tô circulando pela sala enquanto eles fazem as atividades em grupo, fico de olho nas conversas. É engraçado como, às vezes, eles ensinam uns aos outros. Um dia desses, o João tava explicando pro Pedro sobre as implicações éticas do uso de células-tronco, e usou exemplos que eu tinha dado em aula misturado com umas coisas que ele pesquisou. Na mesma hora pensei: "Ah, esse entendeu direitinho!"

Outra forma é quando alguém faz uma pergunta que vai além do que a gente discutiu. A Beatriz, por exemplo, uma vez levantou uma questão sobre como as novas tecnologias de edição genética poderiam afetar a medicina no futuro, algo que nem tinha sido pauta direta naquele dia. Isso mostra que a menina tá ligando os pontos e já tá pensando além. E tem também aqueles momentos em que você vê o brilho nos olhos deles quando algo faz sentido de verdade. É bem gratificante.

Sobre os erros mais comuns que os alunos cometem nesse conteúdo, olha, tem uns clássicos. O Lucas, por exemplo, sempre confunde clonagem com edição genética. Teve um dia que ele tava defendendo uma ideia sobre clonagem reprodutiva como se fosse edição genética sem perceber a diferença entre as duas coisas. Isso é bem comum porque os termos são usados meio que juntos nas mídias e acabam misturando tudo na cabeça deles.

Outra situação é quando eles tentam argumentar sem basear suas opiniões em dados concretos. A Mariana é ótima aluna, mas às vezes ela se empolga ao debater e esquece de usar referências ou dados pra suportar o ponto de vista dela. Quando pego esses erros na hora, gosto de pedir pra eles explicarem da forma como entenderam e depois dou exemplos práticos ou meto uns questionamentos pra fazer eles pensarem melhor.

Agora, sobre como lido com o Matheus e a Clara, cada um com suas questões específicas. O Matheus tem TDAH e precisa de uma abordagem diferenciada. Pra ele, eu uso muito material visual e esquemas coloridos que ajudem a manter o foco. Tipo mapas mentais ou infográficos sobre os temas que a gente discute. Eu também deixo ele se movimentar durante as atividades, dentro do possível, porque ficar parado é super difícil pra ele.

Com a Clara, que tá no espectro autista (TEA), a chave é a previsibilidade e estruturação das atividades. Uso rotinas bem definidas e aviso com antecedência qualquer mudança no cronograma. Pra ela funciona bem quando dou instruções escritas além das faladas e também deixo ela usar fones de ouvido quando precisa se concentrar mais.

Vez ou outra tentei usar jogos educativos pra engajar mais esses dois, mas logo percebi que pro Matheus era muito estímulo visual e ele ficava agitado demais. Pra Clara não funcionou tanto porque às vezes os sons dos jogos eram uma distração.

No fim das contas, é muito sobre conhecer os alunos e testar o que funciona melhor com cada um. Nem sempre o que vale pra um vale pro outro.

Bom, pessoal, é isso aí. Espero ter dado uma boa ideia de como eu trabalho essa habilidade em sala de aula e como faço pra adaptar as coisas pro Matheus e pra Clara. Qualquer dúvida ou se alguém tiver dicas também pra compartilhar, tô por aqui! Abraço!

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