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EM13CNT102Ciências da Natureza e suas Tecnologias · 1º EM Ano · Ensino Médio

Realizar previsões, avaliar intervenções e/ou construir protótipos de sistemas térmicos que visem à sustentabilidade, considerando sua composição e os efeitos das variáveis termodinâmicas sobre seu funcionamento, considerando também o uso de tecnologias digitais que auxiliem no cálculo de estimativas e no apoio à construção dos protótipos.

CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, essa habilidade EM13CNT102 da BNCC parece meio complicada à primeira vista, mas dá pra quebrar ela em partes pra entender melhor. A ideia é basicamente fazer os alunos pensarem em como a gente pode usar o conhecimento sobre sistemas térmicos pra criar coisas sustentáveis. É tipo quando você aprende a fazer um bolo e depois começa a inventar suas próprias receitas e adaptações. Aqui, a gente tá falando de sistemas que lidam com calor, como geladeiras, aquecedores de água, essas coisas. Eles têm que prever o que vai acontecer se mexer em alguma coisa, tipo mudar o material de um protótipo ou a fonte de energia. E com as tecnologias digitais? Bom, é usar simulações, aplicativos que ajudam a calcular. O importante é que eles consigam aplicar isso pra algo real e sustentável.

Agora, no começo do ano com o primeiro ano do ensino médio, a galera já vem com noção básica do que é termodinâmica lá do nono ano. Eles sabem que tem troca de calor, entropia, aqueles conceitos mais teóricos. Eu pego isso e começo a dar uma cara mais prática. A questão é sempre fazer eles verem onde isso tudo se encaixa no dia a dia deles.

Uma das atividades que faço é a construção de um protótipo simples de aquecedor solar com garrafas PET. Bem no estilo faça você mesmo, mas pensando na eficiência e sustentabilidade do negócio. Eu trago alguns materiais simples: garrafas PET, mangueiras finas de PVC preta (porque preto absorve calor melhor), papel alumínio e uma base de madeira velha. Geralmente organizo a turma em grupos de cinco porque aí eles conseguem dividir bem as tarefas e todo mundo participa. Essa atividade leva umas duas semanas porque precisa planejar, fazer o protótipo e depois testar direitinho.

A última vez que fiz essa atividade foi bem curiosa. A Mariana, que é sempre bem criativa, resolveu testar uma ideia de forrar o fundo das garrafas com papel alumínio pra ver se ficava mais quente ainda. Aí ela chamou o João e a Gabriela pra medir a temperatura da água antes e depois do sol bater por umas horas. Eles ficaram impressionados quando a diferença foi mais do que imaginavam! Foi legal ver eles fazendo estimativas e depois validando com o resultado real.

Outra atividade que dá muito certo é usar um simulador online pra entender como as mudanças nas variáveis termodinâmicas afetam o funcionamento dos sistemas térmicos. Tem um site que uso, o PhET Simulações, onde eles podem mexer nas variáveis como pressão e temperatura num motor térmico virtual e ver o que acontece na hora. Isso não leva muito tempo não, uma aula de 50 minutos é suficiente pra eles brincarem um pouco e depois discutirmos o que perceberam.

Quando usei essa atividade pela última vez, teve um momento engraçado: o Lucas achou que tinha descoberto um jeito novo de energia infinita só porque ele conseguiu aumentar muito a eficiência mexendo na temperatura. Aí foi um baita aprendizado explicar por que isso não funciona assim na realidade (a famigerada segunda lei da termodinâmica!). Mas foi bacana ver ele tão empolgado e pensando fora da caixa.

Por último, faço uma discussão em sala sobre soluções reais já aplicadas por aí afora no mundo todo. Trago alguns exemplos de inovação em sistemas térmicos sustentáveis, como as casas passivas na Europa ou os aquecedores solares no Brasil mesmo. Aí peço pra galera pesquisar em casa sobre algum sistema similar que acham interessante e trazer pra gente conversar na próxima aula. Essa parte é ótima porque instiga eles a pensar criticamente sobre o que viram e muitas vezes rende boas ideias.

Uma vez, o Pedro trouxe uma apresentação sobre uma casa que gera energia própria usando painéis solares integrados às janelas – algo que ele achou num site gringo – e começou uma discussão acalorada sobre como poderíamos adaptar essa ideia pro clima daqui de Goiânia, onde o sol reina absoluto quase o ano todo.

Enfim, trabalhar essa habilidade é sempre desafiador mas também muito recompensador quando vejo os meninos se envolvendo e trazendo ideias novas pra roda. A gente vai aprendendo junto e isso dá aquele ânimo pra seguir em frente. E você aí, como tem lidado com essas habilidades mais complexas da BNCC? Compartilha aí também!

Aí você deve estar se perguntando: "Carlos, beleza, mas como você sabe que os meninos aprenderam tudo isso sem uma prova formal?" Olha, é tudo uma questão de observação e sentir o clima da sala. Quando tô circulando pela sala, eu fico de olho nas expressões e reações dos alunos. Dá pra perceber quando a galera tá interessada ou quando tão só olhando pro quadro sem entender nada. E nas conversas entre eles? Nossa, é ouro puro! Tipo, quando um aluno explica pro outro e você vê aquela cara de eureka, é aí que eu penso: "Ah, esse entendeu."

Teve uma vez, numa atividade prática sobre isolantes térmicos, que o João tava explicando pra Maria que "se você enrolar a garrafa com papel alumínio, vai segurar mais o calor." Ele sabia direitinho o porquê e como funcionava. Ou quando a Luísa comentou com a Júlia que "usar vidro duplo na janela é melhor pra manter o calor dentro de casa no inverno." Claro como água que ela entendeu a parada dos materiais que isolam o calor e por quê.

Agora, falando dos erros comuns... Olha, muitos caem na armadilha de achar que mais grosso ou maior sempre é melhor pra isolar calor. Tipo o Lucas, que achava que um cobertor mais grosso isolava melhor que um cobertor mais fino mas mais denso. Aí eu bati um papo com ele e expliquei que às vezes é mais sobre a densidade do material do que só a espessura. Esse erro acontece porque é intuitivo pensar assim, né?

Outra falha comum é confundir condutores e isolantes. Teve uma vez que a Ana tava convencida de que metais eram bons isolantes porque são frios ao toque. Aí eu expliquei que justamente por serem frios ao toque é porque eles conduzem o calor rápido da sua mão pra eles. Nessas horas, eu tento usar exemplos concretos ou metáforas do dia a dia. A gente até fez um experimento com diferentes materiais pra sentir como cada um conduzia ou isolava o calor.

Sobre o Matheus, que tem TDAH, olha só... Eu sempre tento deixar as atividades bem dinâmicas. Tipo, em vez de só ler sobre um conceito, a gente faz experiências práticas ou jogos educativos. Materiais visuais ajudam muito ele também. Eu percebi que algo como quadros brancos individuais onde ele pode desenhar suas ideias funciona muito bem. Ah, e pausas curtas durante as atividades são essenciais pra ele não perder o foco.

Já com a Clara, que tem TEA, é importante ter uma rotina bem definida. Ela se sente mais confortável sabendo o que vem a seguir. Eu uso muitos mapas mentais e esquemas visuais pra ajudar ela a organizar as informações na cabeça dela. Uma coisa legal que funciona bem são as fichas de apoio com passo-a-passo das atividades. Mas tudo tem seu desafio... Teve um dia que tentei uma atividade em grupo mais aberta e percebi que não deu muito certo pra ela. Hoje sei ajustar as atividades pra ter sempre uma opção individual também.

Bom, esse é um pouco do meu mundo com essa habilidade maluca da BNCC e como eu tento lidar com os desafios do dia a dia na escola. É claro que cada aluno é único e tem seu jeito de aprender, mas é isso que torna nosso trabalho tão interessante e desafiador ao mesmo tempo.

Espero ter ajudado alguém aí com essas ideias e experiências! Se tiverem perguntas ou quiserem compartilhar suas próprias histórias, manda aí! Até a próxima!

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