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EM13CNT305Ciências da Natureza e suas Tecnologias · 1º EM Ano · Ensino Médio

Investigar e discutir o uso indevido de conhecimentos das Ciências da Natureza na justificativa de processos de discriminação, segregação e privação de direitos individuais e coletivos, em diferentes contextos sociais e históricos, para promover a equidade e o respeito à diversidade.

CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Bom, galera, a habilidade EM13CNT305 da BNCC é mais ou menos assim: a gente precisa ajudar os alunos a entenderem como o conhecimento das Ciências da Natureza pode ser usado de forma errada pra justificar preconceitos e discriminações. É tipo quando alguém usa biologia pra falar que uma raça é superior à outra, um trem absurdo assim. A ideia é investigar esses usos errados e discutir pra promover o respeito e a diversidade.

O aluno, no final, tem que conseguir identificar esses discursos que têm base científica distorcida e discutir por que eles são problemáticos. Além disso, eles precisam entender o contexto histórico e social disso tudo. Na prática, isso significa entender que ciência de verdade não apoia discriminação e que, ao contrário, pode ajudar a promover a equidade.

A galera já vem da série anterior com alguma noção de história das ciências e como às vezes no passado se usou a ciência de maneira errada. Tipo, eles já ouviram falar sobre o uso da eugenia nos anos 30, mas agora a gente aprofunda mais.

A primeira atividade que eu faço é uma roda de conversa com base em textos curtos. Eu escolho uns textos que falam sobre episódios históricos em que se usou ciência pra justificar desigualdades. Um que sempre rola é sobre a frenologia, aquela pseudo-ciência que dizia que dava pra saber o caráter das pessoas pela forma do crânio. Aí me junto com os alunos em círculo e vamos discutindo: o que tinha de verdade nisso? Porque as pessoas acreditavam?

Essa atividade costuma levar uns 40 minutos. Eu distribuo xerox dos textos (nada de material chique) e organizo a sala em círculo pra galera se encarar mais fácil. A reação dos alunos varia. Teve uma vez que o Luizinho ficou pasmo quando ouviu sobre a frenologia e disse: "Professor, como alguém pôde cair nessa?". O legal é ver eles começando a questionar.

Outra coisa que faço é trabalhar com documentários curtos. Tem um documentário chamado "A História da Raça" que fala sobre a construção social do conceito de raça e como isso foi misturado com ciência de forma errada. Eu passo trechos desse filme (uns 20 minutos), depois divido eles em grupos pequenos pra discutirem. Cada grupo faz anotação das ideias principais e compartilha com todo mundo.

Essa atividade leva uma aula inteira. Eles adoram ver vídeo — quem não gosta? — mas o mais bacana é o papo depois. Da última vez, a Maria Clara levantou uma questão sobre como hoje em dia ainda tem gente usando genética pra justificar certas coisas. Foi muito massa ver como ela relacionou com coisas atuais.

Por último, gosto de fazer um debate simulado. Funciona assim: divido a turma em dois grupos e dou um tema polêmico pra cada lado defender ou criticar, sempre relacionado ao uso de ciência em contextos discriminatórios. A última vez foi sobre o uso de testes genéticos pra determinar aptidões profissionais ou acadêmicas.

Eu preparo eles antes, na aula anterior, mostrando dados reais (mas sem dar minha opinião). Cada grupo pesquisa mais sobre o tema e prepara seus argumentos — leva uma aula essa preparação. No dia do debate mesmo, cada grupo tem tempo pra falar e depois rola uma réplica.

Esse debate é sempre animado! O João Pedro, por exemplo, é um showman nos debates, ele gosta de argumentar com paixão. Na última vez ele estava defendendo que testes genéticos são limitados e não deveriam ser usados como determinantes na vida de ninguém. Ele até trouxe uns dados de pesquisas recentes pra embasar o ponto dele — foi demais!

No fim das contas, essas atividades ajudam os meninos a entenderem que ciência não é só fórmula ou experimento no laboratório, mas também tem impacto social gigantesco. E essa habilidade específica ajuda eles a desenvolver senso crítico sobre como esses conhecimentos são usados na sociedade.

Olha, dá trabalho preparar tudo isso, mas vale muito a pena ver os alunos crescendo nesses debates e discussões. Acho importante sair só do teórico e fazer eles pensarem nos impactos reais do conhecimento científico na sociedade deles mesmo.

É isso aí, pessoal! Espero que isso ajude algum colega por aí pensando em como trabalhar essa habilidade com os alunos. Qualquer coisa, estamos aí pra trocar ideias!

tender que, na ciência, a gente deve sempre buscar evidências corretas e não deixar o preconceito ditar o rumo do conhecimento. Agora, como que eu percebo que os meninos e meninas realmente entenderam essa habilidade? Olha, não é só na hora da prova, viu? É na sala de aula, no dia a dia, que a gente vê a mágica acontecer.

Sabe aquele momento em que você tá circulando pela sala e escuta os alunos discutindo entre eles? Pois é, é aí que eu vejo quem realmente entendeu. Tipo uma vez, o João tava explicando pra Maria por que era errado usar uma explicação biológica pra justificar comportamentos sociais. Ele falou algo como "Maria, pensa bem, só porque alguém é mais forte fisicamente não quer dizer que ele tem mais direito de mandar nas pessoas". Quando eu ouvi isso, eu pensei: "Pô, tá entendendo o espírito da coisa!" Também tem aquelas horas em que você vê um aluno desenrolar um argumento sozinho durante uma discussão em grupo. A Larissa, por exemplo, já levantou a mão e começou a falar sobre como o conceito de 'raça pura' na biologia é um mito e como ele foi usado pra justificar coisas horríveis na história. A clareza com que ela explicou isso pros colegas foi algo que me deixou orgulhoso.

Agora falando dos erros comuns que os alunos cometem quando estão lidando com esse conteúdo... Bom, acontece muito de alguns alunos confundirem a diferença entre fato científico e opinião pessoal. O Pedro, por exemplo, uma vez disse que "é só uma questão de opinião" quando falávamos sobre teorias científicas e discriminação. Aí eu paro tudo e explico a diferença. Eu falo tipo assim: "Pedro, quando a gente fala de ciência, estamos falando de algo que tá baseado em evidências. Opinião é outra coisa". Eu procuro sempre trazer pra realidade deles, com exemplos concretos do dia a dia.

Outra confusão comum é misturar causa e consequência. Tipo a Ana achou que porque certas características biológicas podem existir em maior frequência numa população, isso poderia explicar diferença de desempenho escolar entre grupos. Aí eu explico: "Ana, essas características podem até ter uma base biológica, mas o desempenho escolar depende de um monte de fatores sociais também". Eu tento mostrar como as coisas são interligadas e multifatoriais.

Sobre as adaptações para o Matheus que tem TDAH e a Clara com TEA... Bom, a primeira coisa é entender que cada aluno tem seu ritmo e suas necessidades específicas. Pro Matheus, que tem TDAH, é fundamental manter as atividades bem dinâmicas e com pausas. Ele tem muita energia! Então eu tento dividir a aula em blocos mais curtos e variar bastante os tipos de atividade: uma hora um jogo, depois uma discussão em dupla, logo em seguida um vídeo curtinho. E sempre dou um tempo pra ele respirar entre cada atividade. Tentar engajar ele em atividades práticas também ajuda muito — experimentos simples são ótimos.

Agora com a Clara, que tem TEA, procuro ser bem claro nas instruções e uso muito apoio visual. Eu desenvolvi alguns materiais com imagens e quadros sinóticos pra ajudar ela a entender o conteúdo. Sabe aqueles diagramas de causa e consequência? Funcionam bem demais pra ela! E sempre deixo ela escolher se quer participar das discussões em grupo ou trabalhar mais individualmente no começo. Tem funcionado melhor assim.

Já tentei algumas coisas que não deram certo também. Tentei uma vez fazer uma atividade com muita improvisação e sem roteiro definido... fiquei perdido e eles mais ainda! Aprendi que tanto pro Matheus quanto pra Clara é melhor ter um plano claro desde o começo.

Bom, galera, essas são algumas das estratégias que tenho usado aqui na minha sala pra lidar com essa habilidade da BNCC. Cada turma é única e cada aluno também é único — então temos sempre que estar atentos e abertos para adaptar o que for necessário. Espero que essas experiências possam ajudar vocês aí também! Se alguém estiver fazendo algo diferente ou tiver sugestões novas, compartilha aí! Abraço!

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