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EF15AR12Arte · Ano · Ensino Fundamental - Anos Iniciais

Discutir, com respeito e sem preconceito, as experiências pessoais e coletivas em dança vivenciadas na escola, como fonte para a construção de vocabulários e repertórios próprios.

DançaProcessos de criação
CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, quando a gente fala dessa habilidade EF15AR12 da BNCC, a coisa é mais ou menos assim: a molecada tem que aprender a falar sobre as experiências deles em dança sem ficar julgando ou tirando sarro dos coleguinhas. Quer ver? A ideia é que eles consigam compartilhar o que sentiram e pensaram durante uma atividade de dança, respeitando o que o outro também sentiu. Na prática, é tipo assim: depois de uma atividade de dança, os meninos precisam ser capazes de dizer "Ah, eu achei legal porque me senti livre pra mexer de um jeito novo" ou "Me senti meio envergonhado no começo, mas depois foi ficando legal". E aí eles também escutam o que os outros têm pra dizer, sem preconceito.

Isso aí tem muito a ver com o que eles já começaram a aprender no primeiro ano, né? Lá no primeiro ano, já começavam a trabalhar com movimento e expressão pessoal, mas era mais sobre explorar o corpo mesmo, tipo "vamos ver como é que a gente pode se mexer de formas diferentes". Agora no segundo ano, eles já devem começar a conectar isso com a parte de comunicação e respeito ao repertório do outro.

Bom, vou te contar as atividades que faço com essa turma e como é que funciona.

Primeira atividade: Dança das Emoções. Eu uso aqueles tapetes grandes de EVA, sabe? É barato e fácil de achar. Eu coloco algumas músicas diferentes pra tocar, cada uma evocando uma emoção diferente – tipo alegria, tristeza, euforia. A turma é dividida em grupos pequenos de cinco ou seis alunos e cada grupo fica num canto do tapete. Eles têm uns 15 minutos pra criar uma sequência de movimentos que represente a emoção da música. Depois, cada grupo apresenta pros outros. Olha só, na última vez que fizemos isso, o Joãozinho tava meio envergonhado no começo, mas aí ele se soltou na música alegre e começou a pular igual um canguru — a turma toda riu junto porque ele tava super feliz. Eles reagem super bem a essa atividade porque gostam do desafio de criar algo novo.

A segunda atividade se chama Histórias Dançadas. Os alunos recebem papéis com pequenas histórias – podem ser coisas do dia a dia ou situações engraçadas – e precisam transformar essas histórias em uma apresentação de dança. O material aqui é simples: só os papéis com as historinhas mesmo. Eu dou uns 30 minutos pra eles pensarem e ensaiarem isso. Na última vez, o grupo da Amanda teve uma história sobre um cachorro que se perdeu e encontrou seu dono depois de muita aventura. Eles interpretaram isso de um jeito tão divertido que até me emocionei! A turma adora quando eles têm liberdade pra criar em cima das histórias; eles se sentem importantes por poderem mostrar suas ideias.

A terceira atividade é algo chamado Rodas de Conversa Dançante. A gente começa com uma dança livre em roda – sem música mesmo ou com uma música bem suave. Depois de uns 10 minutos dançando livremente, paramos e nos sentamos numa roda pra compartilhar como foi a experiência. Que material eu uso? Nenhum além do espaço da sala mesmo! Nessa última vez que fizemos isso, a Sofia falou algo muito interessante: "Eu tava com medo de dançar sozinha no começo, mas quando vi que todo mundo tava junto deu coragem". E aí o Lucas completou dizendo: "Eu também senti isso! E foi legal ver todo mundo junto, como se estivéssemos contando uma história juntos". Essas falas foram incríveis porque mostraram que eles estavam conseguindo respeitar e apreciar as experiências dos outros.

Agora, tem uma situação engraçada pra te contar: quando fiz essa última atividade, o Pedro escorregou durante a dança e caiu sentado no chão. Todo mundo parou por um segundo e aí ele começou a rir de si mesmo! Isso foi ótimo porque mostrou como eles estão aprendendo a não ter vergonha das imperfeições e estão prontos pra apoiar uns aos outros.

Bom, o mais bonito disso tudo é perceber como essas atividades ajudam os meninos a construir não só um vocabulário em dança mas também maior empatia e respeito pelas ideias dos outros. E olha, quando eles conseguem fazer isso na dança, acaba refletindo também nas outras áreas da escola e na vida deles fora daqui. É essa construção coletiva que faz tudo valer a pena no fim do dia.

É isso aí! Se tiver alguma dúvida ou ideia nova pra compartilhar sobre como você trabalha essa habilidade com seus alunos, tô por aqui!

Agora, bora falar de como eu vejo que os alunos tão realmente aprendendo essa habilidade sem precisar aplicar aquelas provas formais chatonas. Olha, a primeira coisa que eu faço é prestar atenção nas conversas deles durante e depois das atividades. Quando tô circulando pela sala, sempre tem aquele momento em que os meninos começam a trocar ideia entre eles. E é aí que a mágica acontece. Se eu ouço um aluno falando algo tipo "Cara, eu consegui me soltar mais nessa dança" ou "Nossa, hoje eu senti a música de um jeito diferente", já sei que tão pegando o espírito da coisa. Uma vez, o João falou pro Pedro que achou a dança mais fácil porque tava pensando no movimento das ondas do mar, e isso foi bonito de ver. Foi aí que percebi: ele tá começando a conectar as coisas de uma maneira pessoal e significativa.

Outra coisa é quando um aluno explica pro outro. Isso aconteceu com a Mariana e a Luísa. A Luísa tava meio insegura e aí a Mariana chegou e disse "Imagina que você tá contando uma história com seu corpo". Achei massa! Fiquei ali só escutando, vendo a troca de experiências e aprendendo com eles também.

Aí tem os erros comuns que os meninos cometem nessa habilidade. Um erro frequente é focar demais na técnica e esquecer da expressão pessoal. O Vinícius, por exemplo, fica tão preocupado em fazer o movimento perfeito que acaba travando um pouco. Ele tenta fazer certinho, mas esquece de relaxar e sentir a música. E isso acontece porque eles associam muito arte com perfeição. Quando vejo isso rolando, procuro dar um toque na hora, tipo "Ô Vinícius, tenta só curtir a música dessa vez e ver o que acontece". Às vezes funciona, às vezes não, mas faz parte do processo.

E sobre o Matheus e a Clara, que tem TDAH e TEA respectivamente, tenho que ajustar algumas coisas pras atividades ficarem mais inclusivas pra eles. Com o Matheus, por exemplo, preciso quebrar as atividades em partes menores pra ele não se perder no processo. E sempre tento usar músicas mais rítmicas e repetitivas porque ele se conecta melhor assim. Uma coisa que tem dado certo é usar figuras coloridas no chão pra ele seguir enquanto dança. Ajuda ele a manter o foco.

Com a Clara é um pouco diferente. Ela tem TEA e precisa de instruções bem claras e diretas. Sempre falo primeiro o que vai acontecer durante a atividade e dou um tempo extra pra ela processar tudo. Eu também uso cartões visuais pra ela entender melhor os movimentos e as emoções que pode expressar na dança. Uma vez tentei usar uma música muito agitada com ela e não deu muito certo; ela ficou incomodada com o barulho alto e ritmo acelerado. Então adaptei pra algo mais suave e vi que ela conseguiu participar melhor.

No fim das contas, cada aluno tem seu jeito de aprender e a gente vai ajustando todo dia. É um desafio, mas é também muito recompensador quando a gente vê eles se expressando com confiança.

Bom, acho que já falei demais por hoje! Espero que essas experiências ajudem vocês aí no dia a dia com a turma também. Qualquer coisa é só chamar!

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