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EF15AR14Arte · Ano · Ensino Fundamental - Anos Iniciais

Perceber e explorar os elementos constitutivos da música (altura, intensidade, timbre, melodia, ritmo etc.), por meio de jogos, brincadeiras, canções e práticas diversas de composição/criação, execução e apreciação musical.

MúsicaElementos da linguagem
CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, quando a gente fala dessa habilidade EF15AR14 da BNCC, a gente tá falando de fazer os meninos perceberem e explorarem o som em toda sua complexidade, sabe? Parece complicado, mas na prática é bem divertido. A ideia é que eles consigam reconhecer coisas como altura, intensidade, timbre, melodia, ritmo. Tipo, quando a gente canta uma música, cada som tem um tamanho, uma força, um tipo de voz. Eles já vêm com uma base do 1º ano onde brincaram bastante com música, mas agora a coisa fica mais elaborada. Eles precisam entender que não é só ouvir e cantar, mas perceber o que está por trás dos sons. Por exemplo, eles têm que conseguir identificar quando uma música tá mais alta ou baixa, rápida ou lenta, e até diferenciar a voz de um violão e de uma flauta.

Uma atividade que gosto muito de fazer é o "Jogo do Maestro". É bem simples e a turma adora. Eu uso o que temos na sala: palmas, batidas no corpo e instrumentos de percussão que os meninos mesmo fazem com latinhas e pote de sorvete. Primeiro explico que eles vão ser músicos e eu serei o maestro. Aí faço gestos grandes com as mãos pra representar quando eles devem tocar forte ou fraco, rápido ou devagar. Eles adoram essa parte! Divido a turma em pequenos grupos, geralmente uns cinco alunos por grupo. Cada grupo tem seu "maestro" e eles vão se revezando. Essa brincadeira costuma levar uma aula inteira de 50 minutos. Na última vez que fizemos isso, o João ficou tão empolgado que começou a inventar uns movimentos novos pro papel de maestro e todo mundo seguiu. Foi hilário! No final, eles se sentem super importantes e entendem um pouco mais sobre como controlar o som.

Outra atividade é "A Caixa dos Sons". Para essa atividade, eu preparo uma caixa cheia de pequenos objetos que fazem barulho: chocalho de arroz, tampas de panela, apitos, e por aí vai. Aí coloco a turma em círculo no chão. Tiro um objeto por vez da caixa e peço pra eles fecharem os olhos enquanto faço o som. Depois perguntamos qual objeto fez cada som e discutimos sobre como ele soa: é alto? É baixo? É suave ou estridente? Essa atividade não leva mais do que uns 30 minutos e sempre termina com os meninos querendo fazer os próprios sons. Numa dessas vezes, o Pedro trouxe uma coisa parecida com um reco-reco feito com tampinha de garrafa amassada num pedaço de madeira. Ele ficou super orgulhoso quando todo mundo reconheceu o som dele!

E olha só, tem também uma brincadeira chamada "Caminhada Musical". Coloco várias músicas diferentes pra tocar – aquelas que a gente baixa da internet ou usa do celular mesmo – e vou pedindo para eles andarem conforme o ritmo da música. Se a música é lenta, eles andam devagar; se acelera, eles têm que correr um pouquinho (dentro do possível na sala!). Isso ajuda muito eles entenderem o ritmo na prática. Da última vez que fizemos isso, a Luísa começou a inventar uns passinhos junto com a música e logo todos estavam imitando ela. É muito legal ver como cada um reage diferente à mesma música. Costumo usar uns 20 minutos da aula pra isso porque os resultados são rápidos e visíveis: logo eles começam a perceber o ritmo sem precisar pensar muito.

O mais bacana dessas atividades é ver como cada criança reage de um jeito diferente: tem os mais tímidos que vão aos poucos pegando confiança pra se expressar e também aqueles que já chegam fazendo pose como se fossem maestros natos! É claro que nem sempre tudo sai perfeito: tem dia que a caixa some porque alguém levou pra casa sem querer ou quando falta luz justo na hora da caminhada musical (já aconteceu!), mas no fim das contas são essas surpresas que tornam o ensino tão vivo.

E aí a galera vê música não só como algo pra ouvir no rádio ou no celular, mas como algo que dá pra criar junto ali mesmo na sala. E quando conseguimos isso... ah, meu amigo... aí sabemos que cumprimos nosso papel! Deixo vocês aqui com essas ideias e espero ouvir as histórias de vocês também!

E aí, continuando aqui sobre essa habilidade EF15AR14. Bom, a gente não aplica prova formal, sabe? Então, eu tô sempre com um ouvido atento nas conversas deles e olho bem pro que eles fazem durante as atividades. Tipo assim, tem aluno que você percebe que tá entendendo quando ele começa a explicar pro colega como fazer algo, tipo quando a gente tá em uma atividade com instrumentos e a Laura diz pro Pedro: "Olha, você tem que tocar mais forte aqui pra fazer o som ficar assim." Isso mostra que ela sacou a intensidade, sacou? Ou quando tô circulando pela sala e escuto o João comentando com a Ana: "A música fica mais feliz quando toca desse jeito, com esse ritmo mais rápido." Aí eu penso: "Ah, esse entendeu o lance do ritmo e da melodia."

Outro dia, fizemos uma atividade onde eles tinham que criar uma pequena melodia usando xilofones. Cada um tinha que usar três notas diferentes e o Lucas saiu com uma sequência que tinha uma lógica clara de começo, meio e fim. Aí eu vejo: ele entendeu a questão de melodia e estrutura. Essas são as pistas que vou pegando no dia a dia.

Mas também tem os erros comuns. Tipo a Sofia, que às vezes confunde altura com intensidade. Na cabeça dela, quanto mais alto o som, mais forte ele tem que ser. Isso acontece bastante porque a gente tende a associar as duas coisas naturalmente, né? Aí eu sempre tento trazer ela de volta pro eixo perguntando: "Sofia, se o som tá saindo baixinho mas agudo, como você descreveria isso?" E vamos trabalhando até desmistificar.

Tem também o caso do Felipe que muitas vezes troca timbre por ritmo. Ele fala: "Ah, essa música tá rápida porque tem esse som de tambor." Quando na verdade ele queria falar do timbre do instrumento, e não do ritmo. Normalmente dou exemplos práticos na hora: pego dois instrumentos diferentes e toco no mesmo tempo pra ele perceber a diferença no timbre.

Agora falando dos nossos amigos especiais da turma: o Matheus e a Clara. O Matheus tem TDAH e precisa de atividades que envolvam mais movimento pra manter o foco. Então sempre que posso incluo coisas onde ele pode se mexer mais, tipo danças ou jogos musicais onde ele é o maestro da turma por um tempo. Também dou intervalos curtos entre as atividades pra ele dar uma circulada pela sala.

Já a Clara, com TEA, se beneficia muito de rotinas bem estruturadas e uso de materiais visuais. Eu preparo cartões com desenhos dos instrumentos e das notas musicais que vamos usar na atividade do dia. Antes de começar qualquer coisa nova, explico tudo de forma bem visual e concreta. Às vezes coloco fones de ouvido nela com música baixa pra ajudá-la a focar melhor sem o excesso de estímulos sonoros.

Ambos têm uma atenção bem personalizada. Teve um dia que tentei integrar o Matheus numa atividade de roda musical e ele ficou perdido porque tinha muita coisa acontecendo ao mesmo tempo. Então percebi que ele funciona melhor em atividades individuais ou em duplas onde pode ter mais controle do ambiente.

Com a Clara já aconteceu o contrário: numa atividade individual ela não se sentiu confortável, mas quando incluída em um grupo menor ela conseguiu interagir melhor e até ajudou os colegas a entenderem uma sequência rítmica usando os cartões visuais.

E é isso, pessoal! A gente vai aprendendo junto com eles, ajusta daqui, experimenta dali... essas experiências acabam sendo riquíssimas pra quem tá na sala todo dia tentando fazer a teoria virar prática. E quem disse que ensinar não é arte? Até mais ver!

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