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EF15AR06Arte · Ano · Ensino Fundamental - Anos Iniciais

Dialogar sobre a sua criação e as dos colegas, para alcançar sentidos plurais.

Artes visuaisProcessos de criação
CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, quando a gente fala dessa habilidade EF15AR06 da BNCC, que é dialogar sobre a própria criação e dos coleguinhas, para alcançar sentidos plurais, a gente tá falando de incentivar os meninos a conversarem sobre o que criaram, explicarem o que pensaram ao criar e escutarem o que os outros têm a dizer sobre as suas obras. Não é só fazer um desenho e pronto, sabe? É criar, compartilhar e discutir. E isso é muito bacana porque ajuda eles a desenvolverem um olhar mais crítico e também a respeitar a diversidade de ideias e expressões.

Na prática, vejo que esse diálogo sobre criação se conecta muito com o que eles já sabem lá do infantil, onde eles já estão acostumados a mostrar os desenhos pros amiguinhos e ouvir comentários. Mas agora no 1º ano, a ideia é aprofundar isso. Eles precisam conseguir explicar melhor o que fizeram, por que escolheram certas cores ou formas, entender o que outras crianças fizeram e até expressar suas opiniões sobre isso de forma respeitosa. Isso tudo ajuda eles a perceberem que não existe uma única resposta certa em arte, mas sim várias possibilidades.

Então deixa eu contar como isso rola na sala. A gente faz várias atividades legais pra trabalhar essa habilidade, mas vou falar de três que sempre dão certo.

A primeira é a "Galeria de Arte das Nações". Eu peço pros meninos criarem uma bandeira de um país imaginário. A gente usa papel sulfite e guache, algo simples e acessível. Deixo eles usarem pincéis ou até os dedinhos mesmo. A turma fica dividida em grupinhos de três ou quatro e leva mais ou menos uns 40 minutos pra criarem as bandeiras. Depois disso, a gente faz uma espécie de exposição na própria sala de aula. Eles colocam as bandeiras nas mesas e todo mundo passeia pela sala olhando as criações dos colegas.

Da última vez que fizemos, o Lucas inventou um país chamado "Dragolândia" com uma bandeira cheia de dragões coloridos. Ele explicou pra turma que os dragões eram amigos do povo lá e protegiam o país. Aí a Mariazinha perguntou por que tinha um dragão rosa, e ele respondeu que lá os dragões podiam ser da cor que quisessem. Foi ótimo ver como eles estavam envolvidos e respeitando as ideias uns dos outros.

Outra atividade legal é a "Mural das Emoções". Depois de uma introdução básica sobre cores frias e quentes, cada aluno pinta um quadrado de papel com as cores que representam suas emoções naquele dia. Isso aí leva uns 30 minutos. Quando terminam, a gente cola tudo junto num mural grande na parede da sala. O bacana aqui é que cada um explica por que escolheu aquelas cores. A turma fica em semicírculo em volta do mural ouvindo as explicações.

Numa dessas vezes, o Pedro pintou seu quadrado com um monte de azul escuro. Ele disse que tava triste porque seu cachorro tava doente. Aí a Ana ofereceu pintar um sol amarelo no canto do quadrado dele pra deixar ele mais animado. Ele deixou e depois disso começaram todos a pedir pra adicionar coisas nos quadrados uns dos outros. Foi uma bagunça organizada maravilhosa!

E por último tem a "História Coletiva Ilustrada". A gente começa com uma história inventada por mim ou por eles mesmos — pode ser sobre animais falantes ou uma cidade mágica — algo bem aberto. Aí cada aluno desenha uma parte da história em papel A4 com lápis de cor ou giz de cera, o que preferirem. Essa atividade leva mais ou menos uns 50 minutos porque desenhar história dá trabalho!

Depois juntamos tudo numa sequência e cada grupo apresenta sua parte explicando como se conecta com o restante da história. Da última vez, o Rodrigo fez um desenho onde um gato falante estava ajudando uma tartaruga velha a encontrar seu lar perdido. Quando chegou a vez da Julia, ela pegou o gancho e desenhou um mapa do tesouro ajudando na busca! Viu só? Essa colaboração toda surgiu desse diálogo sobre criação.

Bom, essas são algumas das coisas que faço na sala pra trabalhar essa habilidade da BNCC. O mais gratificante é ver como os meninos se abrem para novas ideias e aprendem uns com os outros numa boa. Acho que além de desenvolver habilidades artísticas, essas atividades ajudam muito eles a se expressarem melhor e respeitarem as diferenças dos colegas. E aí, como vocês fazem na escola de vocês?

Na prática, vejo que esse diálogo sobre criação se conecta muito com a forma como os meninos interagem no dia a dia na sala de aula. Não é só sobre o que eles falam, mas como eles falam, como se olham, como reagem ao que o outro fala. Quando eu tô circulando pela sala, ouvindo as conversas enquanto eles trabalham nos projetos artísticos, dá pra perceber quando um aluno captou a ideia. Tipo assim, tem o Joãozinho que sempre explica pro amigo o que ele tá fazendo e por que escolheu certa cor ou forma. Ele vira pro colega e diz algo do tipo: "Eu usei esse azul aqui porque me lembra o céu que vejo de manhã." Nessas horas eu penso: "Ah, esse entendeu!"

Outro momento em que vejo que a habilidade tá rolando legal é quando alguém termina alguma coisa e, em vez de só mostrar pra mim, eles começam a mostrar uns pros outros e comentam. Teve uma vez que a Mariana estava mostrando a pintura dela, cheia de corações e flores, e o Lucas perguntou por que ela escolheu aquele tom de rosa. Aí ela respondeu: "Porque esse é o rosa da blusa da minha mãe." Aí você vê que rolou uma troca significativa ali.

Agora, sobre erros comuns, tem alguns que aparecem bastante. O Felipe, por exemplo, tem dificuldade em ouvir os colegas e às vezes domina a conversa toda quando estamos em grupo. Eu percebo que ele quer mostrar tudo o que sabe ou fez, mas esquece de escutar os outros. Aí eu preciso intervir um pouquinho: "Felipe, deixa a Ana falar um pouquinho agora?" Isso ajuda ele a lembrar que o diálogo é uma via de mão dupla.

Também tem aqueles alunos que se perdem nos detalhes e acabam não entendendo bem o conceito maior da atividade. Como a Sofia, que adora desenhar muitos detalhes pequenos e fica tão focada neles que acaba não explicando direito sua ideia geral pros colegas. Quando isso acontece, tento puxar ela pra pensar um pouco mais no todo: "Sofia, conta pra gente qual é a ideia maior do seu desenho?" Fazendo isso, ela começa a amarrar melhor as ideias.

Sobre o Matheus e a Clara, são dois casos bem únicos na sala. O Matheus tem TDAH e precisa de atividades mais dinâmicas, com pausas programadas. Então, quando estamos fazendo algum trabalho artístico mais longo, tento dar umas paradas estratégicas pra ele esticar as pernas ou fazer um exercício rápido. E sempre tô por perto pra garantir que ele não se distraia demais com outras coisas. Com ele, também uso materiais variados, como tintas com texturas diferentes pra prender mais a atenção dele.

Já com a Clara, que tem TEA, percebo que ela se dá melhor com uma rotina bem definida. Então, nas atividades artísticas, procuro manter um passo a passo claro do que vamos fazer. Uso cartões visuais com cada etapa da atividade pra ajudar ela a se organizar melhor no processo criativo. E olha, isso funciona muito bem pra ela! Agora, algo que não deu certo foi tentar atividades em grupo muito grandes; isso acaba deixando ela meio perdida no meio da bagunça de vozes. Pra ela, os grupos menores funcionam melhor.

E assim vamos levando. Acho importante estar sempre atento às necessidades de cada aluno e ir ajustando as estratégias conforme necessário. Cada dia é uma nova descoberta e cada momento é uma chance de aprender com eles também.

Bom, gente, é isso aí por hoje. Espero que essas experiências possam inspirar vocês de alguma maneira ou ajudar nos desafios diários da sala de aula! Vamos trocando ideias por aqui. Um abração pra todo mundo!

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