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EF15AR05Arte · Ano · Ensino Fundamental - Anos Iniciais

Experimentar a criação em artes visuais de modo individual, coletivo e colaborativo, explorando diferentes espaços da escola e da comunidade.

Artes visuaisProcessos de criação
CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, quando a gente fala dessa habilidade EF15AR05 da BNCC, eu vejo como uma oportunidade da molecada meter a mão na massa e explorar o mundo ao redor, sacou? Não é só sobre desenhar ou pintar. É tipo encorajar os meninos a criar e usar a imaginação, tanto sozinhos quanto junto com os colegas, e ainda por cima usar os espaços que eles têm acesso, tipo a escola e o que tem por perto. No primeiro ano, eles já chegam com uma noção básica das cores, formas e materiais por causa do que viram na educação infantil. Então, o próximo passo é eles começarem a entender que podem expressar ideias e sentimentos através do que criam. É sobre eles perceberem que qualquer lugar pode ser um ateliê.

Agora eu vou contar umas atividades que eu faço com minha turma pra trabalhar essa habilidade. A primeira é "Desenhando o Quintal". A ideia aqui é levar os meninos pro pátio da escola e deixar eles observarem o que podem ver de lá. Aí cada um escolhe um cantinho pra sentar e desenhar o que achar interessante. Pode ser uma árvore, uma sombra legal no chão, ou até um passarinho que resolveu dar as caras. A gente só precisa de papel sulfite e lápis de cor, coisa simples. Organizo a turma em duplas ou trios pra um ajudar o outro durante o desenho. Essa atividade leva uns 40 minutos. A última vez que fizemos isso, a Ana ficou fascinada com um passarinho azul que apareceu e passou quase o tempo todo só olhando pra ele antes de começar a desenhar. Já o Pedro, desenhou umas folhas secas caídas no chão. O resultado foi massa porque mesmo sendo um espaço conhecido deles, cada um tinha uma perspectiva diferente.

Outra atividade que faço é "Arte nas Mãos", onde a galera coloca a mão na tinta e faz um mural coletivo numa parede da escola. A gente usa tinta guache porque sai fácil depois, e papel pardo pra proteger o chão da sujeira. Primeiro eu explico que cada um vai escolher uma cor pra representar seu estado de espírito naquele dia. Depois de todo mundo pegar sua cor, eles vão carimbando suas mãos no mural e formando imagens abstratas juntas. Faço isso em grupos pequenos de cinco alunos pra não virar bagunça total. Uns 30 minutos são suficientes pra fazer toda a arte e depois limpar as mãos. Da última vez que rolou essa atividade, a Júlia ficou toda animada porque usou amarelo pra mostrar que estava feliz naquele dia e acabou tendo a ideia de fazer carinhas sorridentes com os dedos em cima das marcas das mãos.

Por fim, tem a atividade "Exploradores da Vila”, onde levamos os alunos para uma caminhada rápida pela vizinhança da escola. Nesse passeio, eles têm que observar as cores das casas, os grafites nos muros, as plantas nos jardins – tudo vale! Depois voltamos pra sala e cada aluno escolhe algo que viu pra reproduzir em papel. Aqui usamos papel craft e giz de cera por serem materiais fáceis de manusear pros pequenos. A turma é dividida em duplas pra ir conversando sobre o que viram durante o passeio enquanto desenham suas impressões. Isso leva mais ou menos 1 hora contando o passeio e a produção artística. Na última vez, o Luís viu um carro antigo estacionado na rua e decidiu desenhá-lo com muitos detalhes; já a Beatriz se encantou com uma trepadeira florida na entrada de um sobrado.

Essas atividades não só ajudam os alunos a desenvolverem suas habilidades artísticas individuais, mas também promovem colaboração e comunicação entre eles. Quando trabalham juntos ou trocam ideias sobre suas criações, eles aprendem a valorizar o processo criativo do colega e isso cria um ambiente muito legal na sala de aula. Bom demais ver como cada um traz seu jeito único de ver o mundo pras atividades! Aproveitando essas experiências práticas, eles vão descobrindo que arte não é só sobre técnica, mas também sobre enxergar beleza em todo canto.

E aí, quem tiver mais ideias ou experiências pra compartilhar sobre essa habilidade, manda aí! Adoro trocar figurinhas com vocês! Até mais!

E aí, continuando no papo da habilidade EF15AR05, eu vou te contar como é que percebo quando a criançada realmente entendeu o que tá rolando sem precisar aplicar uma prova formal. Pra mim, é na hora do recreio, quando tô ali circulando pela sala ou até mesmo durante as atividades práticas, que dá pra sacar se eles tão sacando a parada ou não. Olha só, tem vezes que eu tô andando pela sala e vejo a Maria explicando pro Pedro como misturar duas cores pra criar outra. Aí eu penso: "Ah, essa aí já pegou a ideia!" Ou então, quando tô passando entre as mesas e escuto o João falando pro Lucas: "Isso aqui é tipo quando a gente pintou aquelas folhas lá fora, lembra?" É nessas horas que eu vejo que eles tão ligando os pontos, fazendo conexões, sabe?

Outro exemplo foi com o Felipe, um dia desses. Ele tava lá tentando criar uma paisagem e o amigo dele veio dar uma força. O Felipe explicou pro colega que queria fazer o céu mais claro pra parecer que era manhã. O interessante é ver que ele não só entendeu o conceito de tonalidade, mas também tá conseguindo traduzir isso pro trabalho dele. Nessas conversas informais, nos gestos e na maneira como eles se relacionam com o material, dá pra perceber um monte sobre o aprendizado deles.

Agora, falando dos erros mais comuns... bom, tem uns que são clássicos e acontecem direto. A Bianca, por exemplo, adora usar um monte de cor no trabalho dela. O problema é que às vezes ela mistura tanto que acaba ficando tudo meio marrom. Isso acontece porque eles ainda tão aprendendo sobre as misturas de cores e tal. Quando vejo isso acontecendo, eu vou lá e digo: "Bianca, tenta usar essas cores primeiro pra ver o que sai." Na maioria das vezes, uma orientação rápida já resolve.

Tem também o Gustavo, que adora desenhar animais, mas ele tem dificuldade com proporções. Uma vez ele desenhou um elefante do tamanho de uma formiga ao lado de uma flor gigante. Isso acontece porque a molecada tá começando a entender o espaço e as proporções nas artes visuais. Então, dou uma mãozinha mostrando como usar o papel de forma mais organizada ou uso referências visuais pra ajudar.

Agora, vamos falar do Matheus e da Clara. O Matheus tem TDAH e a Clara tem TEA. Com o Matheus, a chave tá em manter ele ocupado com tarefas curtas e variadas. Não adianta dar um projeto muito longo porque ele perde o interesse rapidinho. Atividades que envolvem movimento funcionam bem pra ele. Tipo deixar ele pintar em cavaletes ou fazer colagens com coisas que possa pegar na mão. Às vezes ele precisa de pausas mais frequentes e eu deixo ele dar uma volta pela sala.

Já com a Clara é um pouco diferente. Ela precisa de um ambiente mais tranquilo e previsível. Estruturo as atividades dela de forma mais detalhada e uso cartões visuais pra guiar os passos dela na atividade. O material sensorial também é bacana pra ela: massa de modelar ou texturas diferentes ajudam na concentração.

O que não funciona tão bem? Bom, já tentei fazer atividades em grupo grandes com eles dois e vi que não rola muito bem. O Matheus se distrai e a Clara fica desconfortável com tanto estímulo ao mesmo tempo. Então, divido em grupos menores ou dou tarefas mais individuais quando preciso.

E assim vou adaptando aqui e ali conforme preciso. Cada dia é um aprendizado também pra mim como professor.

É isso aí, pessoal! Espero ter dado uma luz sobre como perceber o progresso deles sem precisar daquela prova formal toda chata. E sempre lembrando que cada aluno é único e tem sua própria maneira de aprender e se expressar na arte. Qualquer coisa, tamo por aqui pra trocar ideia! Grande abraço!

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