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EF15AR22Arte · Ano · Ensino Fundamental - Anos Iniciais

Experimentar possibilidades criativas de movimento e de voz na criação de um personagem teatral, discutindo estereótipos.

TeatroProcessos de criação
CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, trabalhar essa habilidade EF15AR22 com os meninos do 3º Ano é um desafio, mas é super gratificante também. Quando a BNCC fala de experimentar possibilidades criativas de movimento e de voz na criação de um personagem teatral e discutir estereótipos, eu entendo que a gente precisa ajudar os alunos a perceber que eles podem ser qualquer coisa no palco, sabe? E o mais importante é que eles podem fazer isso do jeito deles, sem se prender àquelas ideias fixas sobre como um personagem deve ser.

Na prática, eu acho que essa habilidade significa ensinar os alunos a explorar o corpo e a voz de maneiras diferentes pra dar vida a personagens únicos e nem sempre seguir aquela ideia que a gente vê na TV ou nos filmes. Por exemplo, se eles querem interpretar um príncipe ou uma princesa, não precisam fazer só do jeito tradicional. Eles podem ser príncipes engraçados, princesas aventureiras, sabe? A ideia é brincar com essas possibilidades. E isso também ajuda a discutir estereótipos porque a gente conversa muito sobre essas diferenças.

Agora, os meninos chegam ao 3º Ano já com alguma noção de interpretação básica. Na série anterior, eles já começaram a brincar de faz de conta e alguns até já usaram fantasias e adereços simples. Então, a ideia é pegar essa base que eles já têm e levar pra um nível onde eles possam explorar mais a criatividade.

Uma das atividades que faço é algo bem simples que chamo de "A Caixa Mágica". Uso uma caixa cheia de objetos do dia-a-dia — chapéus, lenços, óculos de sol e talheres de plástico. Organizo os alunos em grupos pequenos, geralmente de quatro ou cinco, e cada grupo escolhe um objeto da caixa. A tarefa é criar um personagem usando aquele objeto e apresentar pra turma. Isso leva uns 40 minutos.

Da última vez que fizemos, teve uma situação engraçada com o João. Ele pegou um talher de plástico e se transformou num chef altamente explosivo que falava francês inventado e gesticulava como se estivesse fazendo um jantar superimportante. A turma gargalhou enquanto ele falava "bon appétit" pra todo mundo! Foi divertido ver como ele explorou não só a voz mas também os movimentos exagerados.

Outra atividade é o "Espelho Mágico". Aqui, a ideia é formar duplas. Um aluno faz movimentos estranhos e engraçados na frente do espelho — que é o colega — e o outro tem que imitar. Depois trocam os papéis. Essa atividade não precisa de material nenhum além dos próprios alunos e dura cerca de 20 minutos. É uma forma bacana de trabalhar movimento corporal porque eles começam a perceber nuances de expressões faciais e movimentação.

Teve uma vez que a Maria quase caiu no chão de tanto rir porque o Paulo decidiu se transformar num robô quebrado que se movia em câmera lenta com braços desengonçados. Essa situação sempre rende boas risadas e ajuda os meninos a perderem a timidez.

Por fim, tem a "Cena Improvisada". Divido a classe em grupos pequenos novamente e dou uma situação bem simples pra cada grupo — tipo "você é um astronauta em outro planeta" ou "você encontrou um animal falante no jardim". Eles têm 10 minutos pra preparar uma cena curta baseada nessa situação. Não usam adereços nem nada elaborado, é tudo na base da imaginação mesmo.

Na última vez que fizemos essa atividade, o Lucas e a Sofia criaram uma cena hilária onde eram dois astronautas conversando com alienígenas que só falavam por mímica. Foi interessante como os dois usaram gestos exagerados pra comunicar ideias simples como "comer" ou "dormir" sem usar palavras.

Essas atividades são maneiras super práticas de trabalhar essa habilidade porque elas envolvem criatividade, exploração corporal e vocal, além da discussão sobre estereótipos quando falamos das cenas depois. E veja bem, não precisa muita coisa: um espaço livre na sala, uns objetos básicos... Isso é suficiente pra deixar os meninos explorarem esse lado teatral.

Então é isso, pessoal! Espero que essas ideias ajudem outros professores por aí também. A verdade é que ver os meninos soltando a criatividade desse jeito vale muito a pena. E qualquer dúvida ou sugestão tô por aqui!

Olha, quando a gente tá tentando ver se os meninos entenderam a habilidade EF15AR22, você meio que precisa ficar esperto com os detalhes do dia a dia. Não é uma coisa que dá pra avaliar só com prova, né? Eu geralmente circulo pela sala e fico prestando atenção nas interações deles, na forma como se expressam e se envolvem nas atividades. Por exemplo, quando eles estão fazendo um exercício de criar personagens, eu ouço as conversas entre eles e dá pra sacar se eles tão no caminho certo.

Teve um dia que o Pedro tava explicando pro Lucas como ele podia usar uma voz mais engraçada pra fazer o personagem dele. O Pedro falou algo tipo "Lucas, tenta falar mais alto e meio rápido, parece que ele tá sempre atrasado", e o Lucas começou a testar várias formas até encontrar uma que ficou hilária. Isso é um sinal claro de que o Pedro entendeu a proposta e tá começando a olhar pros personagens de uma forma mais criativa. E quando o Lucas pegou a dica e melhorou ainda mais, percebi que ele também tava entendendo.

Agora, os erros mais comuns que vejo são os meninos se prendendo aos estereótipos. Tipo, a Ana sempre quer fazer princesas ou fadas com aquelas vozes fininhas e comportadas. Aí eu tento puxar ela pra explorar outras possibilidades, tipo fazer uma princesa que fala grosso porque tá sempre brava ou uma fada que adora contar piada. Esses erros acontecem porque eles ainda tão acostumados com padrões de filmes e desenhos que assistem. Quando percebo isso durante as atividades, dou uns toques na hora e incentivo eles a sair do comum.

E tem aqueles momentos em que o aluno esquece de usar o corpo nas apresentações. Isso aconteceu outro dia com o João. Ele tava interpretando um vilão super sério mas só mexia a boca enquanto falava. Eu cheguei pra ele e falei: "João, seu vilão pode ser bem mais assustador se você usar o corpo todo! Que tal mexer as mãos ou dar uns passos de lado enquanto fala?" Ele tentou e o resultado foi bem mais interessante.

Agora sobre o Matheus, que tem TDAH, eu percebi que ele precisa de um pouco mais de movimento durante as aulas. Se ele fica muito tempo sentado ou numa atividade só, perde o interesse rapidinho. Então, eu faço várias atividades diferentes no mesmo dia. Uma hora pode ser criar personagens em grupos pequenos e depois cada grupo apresenta rapidinho pro resto da turma, assim ele não perde o foco. E pra ajudá-lo a se organizar melhor, eu uso cronômetros visuais pra ele visualizar quanto tempo falta pra cada atividade acabar.

Já a Clara, que tem TEA, ela precisa de um pouco mais de estrutura e previsibilidade nas atividades. Eu sempre explico as etapas antes de começar e uso cartões visuais pra ela saber o que vem a seguir. Uma coisa que ajudou muito foi criar personagens juntos com ela antes da atividade começar. Nós desenhamos o personagem dela num papel e depois ela usa isso como guia durante a interpretação. Isso ajuda ela a se sentir mais segura e confortável.

O que não funcionou muito bem foi quando tentei usar música na hora das apresentações sem avisar antes. O Matheus ficou super agitado e a Clara ficou desconfortável com o barulho inesperado. Aprendi rápido que preciso avisar sobre essas coisas antes.

Bom, é assim que eu faço por aqui. Cada dia é um aprendizado novo com os meninos e um desafio diferente pra mim também. Mas é gratificante ver eles explorando essa criatividade toda na prática. Espero que essas experiências ajudem outros professores aí também. Se alguém tiver mais alguma dica ou ideia pra compartilhar sobre como lidar com essas situações, tô por aqui! Valeu!

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