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EF08MA22Matemática · Ano · Ensino Fundamental - Anos Finais

Calcular a probabilidade de eventos, com base na construção do espaço amostral, utilizando o princípio multiplicativo, e reconhecer que a soma das probabilidades de todos os elementos do espaço amostral é igual a 1.

Probabilidade e estatísticaPrincípio multiplicativo da contagem Soma das probabilidades de todos os elementos de um espaço amostral
CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, essa habilidade EF08MA22 aí da BNCC é sobre probabilidade, e a gente tenta descomplicar pro pessoal do 8º Ano. Basicamente, o que os alunos precisam entender é como calcular a chance de uma coisa acontecer. Eles vão ter que aprender a construir um tal de "espaço amostral", que nada mais é do que todas as possibilidades de um evento, e depois usar o princípio multiplicativo pra calcular essas chances. No final das contas, é perceber que se você somar todas as probabilidades possíveis de um evento, dá sempre 1. Pra resumir de um jeito prático: se você joga um dado, tem 6 números que podem sair, e cada número tem a mesma chance de sair. Então, eles têm que entender que, somando todas essas chances, dá 1.

Agora, comparando com o que eles já viram em anos anteriores, essa parte da probabilidade vem lá do básico que eles aprendem sobre frações e porcentagem. Tipo assim: no 7º Ano, eles já começam a ter uma noção básica de frações e porcentagens, então quando falo de probabilidade no 8º Ano, pego esse gancho. Pode parecer complicado pra alguns no início, mas quando eles percebem que é só uma evolução do que já sabem, fica mais fácil.

Vou contar três atividades que eu faço na sala pra trabalhar essa habilidade. A primeira delas é um jogo com dados e cartas. Eu divido a turma em grupos de quatro ou cinco alunos. Cada grupo recebe dois dados e um baralho comum. O desafio é calcular as chances de tirar certas combinações nos dados ou certas cartas no baralho. A primeira vez que fiz isso com a turma do ano passado foi até engraçado. A Júlia, por exemplo, ficou surpresa quando percebeu que a probabilidade de tirar um "7" nos dados era bem maior do que tirar um "2" ou "12". Aí ela ficou super empolgada explicando pros outros o porquê disso acontecer. Essa atividade leva uma aula inteira, tipo uns 50 minutos, mas vale cada minuto porque eles se envolvem de verdade.

Outra atividade que faço é usar aquelas tampinhas de garrafa PET, sabe? Eu levo um saco cheio delas em cores diferentes pra aula. A ideia é cada aluno pegar algumas tampinhas sem olhar e depois calcular a probabilidade de pegar uma cor específica. Por exemplo, se tem cinco tampinhas vermelhas e dez azuis no saco, qual a chance de pegar uma vermelha? Aí eu peço pra eles experimentarem algumas vezes e compararem com os cálculos que fizeram. Dá pra fazer em dupla ou trio e leva uns 30 minutos mais ou menos. Da última vez que fiz essa atividade, o Pedro ficou de olho nas tampinhas o tempo todo pra ver se não tinha ninguém "trapaceando", foi hilário! Mas no final ele entendeu direitinho como funciona o lance da probabilidade.

A última atividade envolve tecnologia. A gente usa um software simples de simulação de eventos aleatórios no computador da escola. Divido os alunos em duplas ou trios novamente porque temos poucos computadores disponíveis na sala. Esse software simula lançamentos de moedas ou rolagens de dados e mostra graficamente como as probabilidades se comportam com o tempo. Pros alunos verem o gráfico se formando à medida que os lançamentos acontecem faz toda diferença! Da última vez que fizemos isso, a Mariana ficou impressionada porque ela achava que todas as possibilidades tinham a mesma chance sempre. Quando ela viu como a probabilidade converge pra resultados esperados depois de muitas tentativas, ficou animada com a matemática por trás disso tudo. Essa atividade geralmente toma duas aulas porque primeiro tem a parte teórica explicando o software e depois vem a prática.

Essas atividades não são mágicas nem nada assim, mas ajudam muito a galera a fixar bem o conceito na cabeça deles. Cada aluno reage de um jeito diferente: alguns pegam rápido e ajudam os colegas; outros demoram mais tempo; tem aqueles que só se interessam quando percebem aplicações práticas; mas faz parte do nosso trabalho encontrar formas diferentes pra ajudar todo mundo na sua própria caminhada.

No geral, acho que trabalhar com probabilidade deixa os meninos mais curiosos sobre como o mundo funciona na prática. Isso porque eles começam a perceber que muitos aspectos do dia-a-dia podem ser explicados ou previstos com matemática básica. E aí vai dando aquele gostinho bom deles enxergarem utilidade no que estão aprendendo além dos livros.

Bom pessoal, é isso aí! Espero ter ajudado vocês com essas ideias simples pra trabalhar essa habilidade da BNCC na sala de aula! Me contem como vocês fazem também!

Olha, pra saber se os meninos realmente aprenderam o negócio de probabilidade sem precisar apelar pra aquela prova formal, eu fico de olho na movimentação da sala. É meio que um radar, sabe? Às vezes, na hora que eu tô circulando entre as carteiras, eu escuto umas conversas que me animam. Tipo, quando o João vira pro amigo e diz algo como: "Se a gente tem 3 camisas e 2 calças diferentes, quantas combinações dá pra fazer? Ah, são 6, né?". Aí eu penso: "Esse moleque pegou a ideia do princípio multiplicativo!". Ou então quando a Marcela explica pra amiga como montar o espaço amostral jogando dois dados e faz aquilo com uma segurança danada. Nessas horas, eu percebo que a coisa tá fluindo.

Outro momento que eu noto que os alunos entenderam é quando eles começam a fazer perguntas mais avançadas ou quando começam a relacionar o que aprenderam com coisas do dia a dia. Teve um dia que o Lucas chegou e perguntou se a chance de chover durante o recreio era calculada do mesmo jeito que a chance de sair um número par no dado. Ele ficou curioso! Isso mostra que o menino tá começando a entender como aplicar probabilidade em diferentes contextos.

Agora, sobre os erros comuns... Ah, isso acontece direto! A Mariana, por exemplo, sempre confunde espaço amostral com evento. Ela acha que são a mesma coisa. Então, ela pensa que todas as possibilidades de um evento são só as que ela quer observar. Acho que isso acontece porque às vezes o conceito é meio abstrato demais. Aí eu tento sempre usar exemplos concretos, tipo lançar dois dados e listar todas as combinações possíveis antes de falar sobre os resultados específicos que eles querem observar.

O Pedro é outro que vive tropeçando na soma das probabilidades. Ele geralmente esquece que tem que dar 1 no final. Ele já me perguntou uma vez: "Professor, como assim dá 1? A soma não é só somar?". Aí eu expliquei que é como contar todas as possibilidades, igual quando você procura todas as opções no catálogo da loja. Com ele, eu costumo fazer umas atividades práticas com moedas ou cartas pra ele ver essa soma na prática e entender que é como fechar um ciclo.

E tem também aquelas situações da pressa em resolver tudo logo. A Ana sempre quer pular etapas e acaba errando porque não monta o espaço amostral direito desde o começo. Com ela, eu já conversei e falei pra dar uma respirada antes de começar a resolver.

Sobre lidar com o Matheus e a Clara... Bom, cada um tem seu jeito, né? O Matheus tem TDAH e é super agitado. Eu descobri que ele aprende melhor em partes menores e com muita prática. Então eu divido as atividades em pequenos blocos. Tipo assim, ao invés de dar uma folha inteira de exercícios de uma vez, eu dou dois ou três e depois faço uma pausa pra ele perguntar ou comentar o que achou. E olha só, funciona bem melhor! Além disso, uso jogos online de probabilidade porque eles chamam mais a atenção dele e aí ele se concentra melhor.

Com a Clara é outro esquema. Ela tem TEA e prefere rotina e previsibilidade. Então pra ela eu crio um cronograma visual das aulas: primeiro fazemos isso, depois aquilo e assim por diante. Isso ajuda ela a saber o que esperar e ficar mais tranquila. Ela também se beneficia muito de exemplos visuais e manipulativos. Eu trouxe uns cubos coloridos pra montar espaços amostrais físicos e isso foi certeiro pra ela! Mas já tentei usar vídeos explicativos longos e não rolou muito bem porque vídeos podem ter muitas informações ao mesmo tempo e deixam ela perdida.

Enfim, é isso aí galera! Cada aluno é um mundo diferente e nossa missão é achar a chave certa pra abrir cada um deles pro aprendizado. Espero ter ajudado com essas experiências! Se alguém tiver dicas ou quiser trocar ideia sobre isso tudo aí, tô por aqui.

Até mais!

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