Voltar para Matemática Ano
EF08MA16Matemática · Ano · Ensino Fundamental - Anos Finais

Descrever, por escrito e por meio de um fluxograma, um algoritmo para a construção de um hexágono regular de qualquer área, a partir da medida do ângulo central e da utilização de esquadros e compasso.

GeometriaConstruções geométricas: ângulos de 90°, 60°, 45° e 30° e polígonos regulares
CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, essa habilidade EF08MA16 da BNCC aí é um desafio bacana pra trabalhar com a turma do 8º ano. Na prática, é sobre fazer os meninos entenderem como construir um hexágono regular usando esquadros e compasso. O que eles têm que saber fazer é pegar uma medida do ângulo central e, com isso, partir pra construir um hexágono qualquer. Parece complicado, mas quando a gente bota a mão na massa, fica mais claro.

Os meninos já vêm do 7º ano com uma noção de ângulos e polígonos, então já sabem sobre ângulos de 90°, 60°, 45° e até o de 30°. O que a gente faz agora é aprofundar isso. Eles precisam traduzir o que sabem de teoria pra prática, usando instrumentos de desenho. E aí que entra o tal do algoritmo, que nada mais é que um passo a passo pra chegar num resultado. A ideia é eles conseguirem explicar isso tanto escrevendo como fazendo um fluxograma. É tipo aquele negócio de receita de bolo, sabe? Tem que seguir as etapas certinho pra dar certo no final.

Agora, deixa eu te contar três atividades que eu faço nessa parte:

Primeira atividade: eu começo com uma introdução sobre hexágonos. A gente usa papel quadriculado, esquadros e compasso. Eu dou uma breve explicação sobre o que é um hexágono regular e como ele se relaciona com os ângulos que eles já conhecem. Divido a turma em duplas pra incentivar a troca de ideias. Essa atividade costuma levar uns 50 minutos. Os alunos costumam ficar animados quando veem que conseguem desenhar um hexágono perfeito só com essas ferramentas simples. Da última vez, a Ana e a Beatriz estavam bem empolgadas quando perceberam que os ângulos estavam certinhos. Elas até ajudaram o Joaquim, que estava meio perdido no começo.

Segunda atividade: agora é hora do tal do fluxograma. Depois da primeira atividade, eles já têm uma noção boa de como funciona o processo, então eu dou folhas em branco e peço pra eles desenharem o fluxograma do algoritmo que usaram na atividade anterior. A turma continua em duplas, porque aí um vai ajudando o outro a lembrar dos passos. Isso também leva uns 50 minutos. No final das contas, cada dupla apresenta seu fluxograma pro resto da turma. O Pedro e o Gustavo fizeram um fluxograma super detalhado e até colorido pra destacar as etapas! Isso ajudou muito porque deu ideias pros outros colegas.

Terceira atividade: a última parte é ver se eles conseguem transferir essa habilidade pra outras situações. Então eu dou um desafio: desenhar um hexágono com uma área específica. Aqui eles têm que usar tudo que aprenderam até agora: ângulos, compasso e as noções de área. Eu deixo eles trabalharem em trios dessa vez, porque aí as ideias ficam ainda mais ricas. Isso leva uns 60 minutos e mais uns 10 pra discussão final em sala sobre as diferentes estratégias usadas por cada trio. Sempre acontece alguma coisa engraçada ou inesperada; da última vez, o Lucas ficou todo animado porque achou um jeito diferente de começar o desenho e foi legal ver como ele conseguiu explicar isso para os amigos.

A turma reage bem legal a essas atividades porque foge daquele negócio só de ficar olhando quadro e caderno. Eles gostam de ver as coisas tomando forma ali na frente deles e se sentem desafiados a resolver problemas práticos. E mesmo quando algum aluno tem mais dificuldade ou fica meio travado, como o Joaquim da primeira atividade, sempre tem alguém disposto a ajudar ou então eu dou aquele empurrãozinho.

No final das contas, trabalhar essa habilidade ajuda os meninos a desenvolverem o raciocínio lógico e a habilidade de planejar passo a passo antes de executar uma tarefa. É legal ver como eles vão ganhando confiança em usar esses instrumentos e percebem que geometria não é só teoria chata; tem muita coisa prática e aplicável.

Bom, espero que esse relato tenha ajudado quem tá pensando em como trabalhar essa habilidade com suas turmas também. Se alguém tiver outras dicas ou atividades diferentes, compartilha aí! É sempre bom trocar ideias com quem tá na mesma luta diária. Até mais!

Olha, uma coisa que eu sempre falo é que perceber que o aluno aprendeu sem aplicar uma prova formal é um daqueles momentos mágicos que fazem a gente continuar na profissão. Quando eu tô circulando pela sala, gosto de ouvir as conversas dos meninos. Às vezes, paro perto só ouvindo, sem eles perceberem muito. E é nessa hora que a gente vê quem pegou a ideia. Tipo, se eles estão debatendo sobre como medir com o compasso ou como posicionar o esquadro corretamente e de repente um deles vira pro outro e diz "não, você tem que abrir mais o compasso pra pegar o raio certo", aí eu sei que estão entendendo. Teve uma vez que o Lucas tava explicando pro João, que tava meio perdido, e ele começou a falar "pensa em cada lado do hexágono como se fosse igualzinho, tipo os lados de um dado, tudo igualzinho". Quando ouvi isso, pensei "esse moleque entendeu", porque ele associou com algo do cotidiano.

E tem aqueles momentos quando eles criam coragem pra levantar a mão e explicar o raciocínio deles na frente da galera. Agora, erros são comuns e fazem parte do aprendizado. Um erro bem comum que vejo é na hora de usar o compasso. A Sofia, por exemplo, tava tentando fazer um hexágono mas não tava fechando o desenho. Toda vez ficava meio torto. Cheguei perto e percebi que ela tava errando na abertura do compasso, tava usando uma medida menor do que deveria. Isso acontece porque eles às vezes confundem a medida do raio com a do lado do hexágono.

Outro erro clássico é achar que qualquer ângulo funciona pra construir o hexágono. O Pedro insistia em usar 45° achando que ia dar certo. Nessas horas eu procuro não corrigir direto. Deixo eles tentarem terminar pra verem onde deu errado e aí discutimos juntos. Pergunto "o que vocês acham que aconteceu aqui?", e quando percebem onde erraram a ficha cai de vez.

Falando agora do Matheus, que tem TDAH, preciso sempre manter as atividades dinâmicas pra ele não perder o foco. Ele gosta de movimento, então atividades práticas são as melhores pra ele. Às vezes monto grupos menores pra ele poder participar mais ativamente. Uso relógios ou cronômetros pra dividir o tempo da aula em blocos curtos, assim ele não se perde no tempo e consegue acompanhar sem muita dificuldade.

Já a Clara, com TEA, precisa de uma abordagem um pouco diferente. A organização é essencial. Eu preparo um roteiro visual da atividade com passos numerados e uso figuras bem claras pra cada etapa. Outro dia fiz isso com a construção do hexágono e funcionou super bem! Ela seguiu cada passo e conseguiu completar sozinha. Também deixo ela escolher o lugar na sala onde se sente mais confortável, geralmente longe do barulho dos outros grupos.

Agora, já teve coisa que tentei e não rolou também. Uma vez preparei um material cheio de cores pra chamar a atenção do Matheus, mas foi muita informação de uma vez só e ele ficou mais distraído ainda. Tive que voltar pro básico: poucas cores e mais objetividade.

Bom, gente, acho que é isso por hoje! Espero ter ajudado com essas experiências da sala de aula. Se tiverem mais dicas ou quiserem compartilhar como lidam com essas situações aí na escola de vocês, tô por aqui pra trocar ideia! Abraço!

Gere materiais prontos para esta habilidade

Plano de aula, lista de exercícios ou avaliação — tudo com o código EF08MA16 incluído.

Criar material em 30 segundos

Grátis para começar. Sem cartão.