Voltar para Matemática Ano
EF08MA14Matemática · Ano · Ensino Fundamental - Anos Finais

Demonstrar propriedades de quadriláteros por meio da identificação da congruência de triângulos.

GeometriaCongruência de triângulos e demonstrações de propriedades de quadriláteros
CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, quando a gente fala dessa habilidade EF08MA14 da BNCC, que é sobre demonstrar propriedades de quadriláteros por meio da identificação da congruência de triângulos, o que a gente tá querendo é que os alunos consigam reconhecer os quadriláteros e entender que muitos dos segredos desses bichinhos estão nos triângulos que eles formam. É como se o quadrado, o retângulo, o losango, o paralelogramo fossem quebra-cabeças de triângulos. Então, na prática, o aluno precisa olhar pra um quadrilátero e sacar que ele pode desmontar aquilo em triângulos e que esses triângulos vão contar tudo sobre os ângulos, lados iguais e tal.

Antes de chegar nisso, lá no 7º ano, a galera já aprendeu sobre ângulos, triângulos de vários tipos (equilátero, isósceles, escaleno) e um pouco de congruência. Então eles já vêm com uma base sobre ângulos opostos pelo vértice serem iguais, sobre soma dos ângulos dar 180° nos triângulos e coisas assim. O desafio agora é juntar esse conhecimento com os quadriláteros. Tipo, eles precisam ver que em muitos casos, quando cortam um quadrilátero (mentalmente ou literalmente), eles podem usar aquela história dos triângulos pra provar que dois lados são iguais ou que os ângulos são de um jeito ou de outro.

Pra botar isso em prática na sala com os meninos do 8º ano, tenho feito algumas atividades bem legais. Vou contar três delas aqui.

A primeira é uma atividade com papel colorido. Cada aluno ganha duas folhas A4 coloridas. Aí peço pra eles desenharem e recortarem um quadrado, um retângulo, um losango e um trapézio. Depois, eles têm que dobrar esses quadriláteros até conseguirem ver os triângulos dentro deles. Essa parte é bem divertida e dura uns 30 minutos porque eles ficam tentando dobrar de várias formas pra ver se acham alguma coisa nova. Uma vez fiz essa atividade e o Lucas, todo empolgado, disse: "Professor, achei dois triângulos iguais no losango!" E a turma toda ficou olhando pra ver como ele tinha dobrado o papel. Isso dá uma energia danada pra sala porque quando um acha algo novo, todo mundo quer entender.

Outra coisa que faço é levar a turma pro pátio com barbante e giz colorido. Divido eles em grupos de quatro ou cinco alunos e dou pedaços de barbante pra cada grupo. Eles têm que formar quadriláteros no chão e depois usar pedaços de barbante menores pra traçar triângulos dentro deles. Essa atividade leva mais tempo, tipo uma aula inteira de 50 minutos, porque envolve medirem direitinho com régua os lados dos triângulos que formam dentro dos quadriláteros. Eles reagem super bem porque podem fazer no chão mesmo sem precisar ficar só na sala olhando quadro. Da última vez, a Mariana se empolgou tanto que começou a criar desafios pros colegas do tipo "agora veja se você consegue formar triângulos congruentes aqui!"

E tem também a atividade das cartolinas. Primeiro dou uma aula explicando direitinho como usar o teorema de Pitágoras e outras estratégias pra provar se triângulos são congruentes. Aí na aula seguinte, divido a sala em duplas e entrego cartolinas e canetinhas coloridas. Cada dupla escolhe um quadrilátero e tem que montar uma cartolina explicando como aquele quadrilátero pode ser desmontado em triângulos congruentes e o que isso prova sobre seus lados e ângulos. Essa atividade toma umas duas aulas porque na primeira eles pesquisam e esboçam as ideias e na segunda montam tudo na cartolina. Da última vez o João e o Pedro montaram uma apresentação super detalhada sobre o paralelogramo deles, usaram até régua de escala pra garantir tudo certinho.

Essas atividades ajudam a galera a ver a matemática não só como números e fórmulas no papel mas como algo visual, quase palpável, sabe? E no final das contas eles acabam entendendo mais do porquê das coisas serem do jeito que são e não apenas decorando propriedades soltas. E é isso, pessoal! Espero que essas ideias ajudem por aí também! Valeu!

E aí, continuando essa conversa sobre a habilidade EF08MA14, vou te contar como é que eu percebo se os meninos realmente aprenderam o conteúdo sem precisar aplicar uma prova formal. Olha, você vai pegando jeitinho de ver isso no dia a dia mesmo, quando tá circulando pela sala, ouvindo o papo deles, ou até quando um aluno tá explicando pro outro.

Teve um dia que a Ana tava explicando pro Lucas como ela chegou a uma conclusão sobre os triângulos dentro de um paralelogramo. Ela falou algo do tipo: "Olha, Lucas, se você traçar uma diagonal, vai ver que formam dois triângulos iguais, eles têm os mesmos lados." Aí eu pensei: "Essa entendeu!" Porque perceber que os triângulos são congruentes é dominar a técnica. Outro exemplo foi o Pedro, que eu sempre via rabiscando no caderno durante as explicações. Um dia ele levantou a mão e disse: "Então, prof, é tipo desmontar o quadrado em dois triângulos e saber que eles são iguais." Daí já vi que ele tava no caminho certo.

Agora, quanto aos erros mais comuns, esses são bem interessantes. A Maria, por exemplo, sempre confundia congruência com igualdade de medidas. Tipo, ela achava que só se o lado fosse exatamente igual em centímetros que os triângulos eram congruentes. Conversando com ela, percebi que faltava clareza na diferença entre iguais e congruentes. Daí eu dei uma dica: "Maria, pensa nos triângulos como irmãos gêmeos: eles podem ser virados ou estar em posições diferentes, mas continuam sendo gêmeos."

Outro erro é dos alunos que veem só um lado da questão. O João é um desses. Ele só olhava pro lado mais óbvio do problema e esquecia de verificar todos os ângulos e lados. Aí eu chegava junto e dizia: "João, vamos olhar pra esse triângulo com carinho? Verifica todas as partes dele."

Sobre os alunos com necessidades especiais, como o Matheus que tem TDAH e a Clara que tem TEA, a gente tem que ter aquele olhar atento pra modificar as atividades sem perder o objetivo da aula. O Matheus, por exemplo, se distrai fácil. Então eu tento usar mais atividades práticas com ele, tipo jogos de montar com pecinhas de madeira onde ele possa fisicamente criar e desmontar quadriláteros e ver os triângulos se formarem. Isso funciona bem porque mantém ele focado e engajado.

A Clara já é diferente. Com o TEA, ela tem alguns focos bem específicos e às vezes precisa de um tempinho maior pra processar as informações. Pra ela, eu costumo usar desenhos grandes e coloridos dos quadriláteros no quadro ou em cartazes pela sala. Um dia, fizemos uma atividade onde cada um tinha um papel com um tipo de quadrilátero desenhado e ela gostou muito de decorar com adesivos coloridos enquanto pensava nas partes do quadrilátero. O importante é dar tempo pra ela e não pressionar.

Claro que nem tudo funciona sempre. Teve uma vez que tentei usar música pra recapitular os conceitos — pensei que podia ajudar o Matheus a fixar melhor — mas acabou distraindo ainda mais ele. Com a Clara também tive um momento de tentativa e erro quando dei um texto muito grande pra ler sobre quadriláteros; ela ficou confusa e foi preciso ajustar pra algo mais visual.

Bom pessoal, é isso aí! Cada dia é um aprendizado diferente na sala de aula e a gente vai se adaptando conforme os desafios aparecem. Se alguém tiver mais dicas ou quiser trocar experiências sobre essa habilidade ou outras situações de sala de aula, tô por aqui! Abraço!

Gere materiais prontos para esta habilidade

Plano de aula, lista de exercícios ou avaliação — tudo com o código EF08MA14 incluído.

Criar material em 30 segundos

Grátis para começar. Sem cartão.