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EF08MA08Matemática · Ano · Ensino Fundamental - Anos Finais

Resolver e elaborar problemas relacionados ao seu contexto próximo, que possam ser representados por sistemas de equações de 1º grau com duas incógnitas e interpretá-los, utilizando, inclusive, o plano cartesiano como recurso.

ÁlgebraSistema de equações polinomiais de 1º grau: resolução algébrica e representação no plano cartesiano
CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, quando a gente fala dessa habilidade EF08MA08, a gente tá falando de fazer os meninos entenderem como usar sistemas de equações do 1º grau pra resolver problemas do dia a dia deles, sabe? É tipo mostrar que matemática não é só um monte de número e letra jogado pra cima. Na prática, eles precisam conseguir pegar uma situação da vida real, transformar aquilo em equações, resolver e entender o resultado. E o plano cartesiano entra aí como uma ferramenta pra visualizar melhor essas soluções.

Pra entender isso, a molecada já vem de um histórico de operações básicas e de equações simples do ano anterior. Eles já sabem o que é uma incógnita, uma equação do primeiro grau, só que até então era tudo mais encaixotado pra uma variável só, né? Agora, eles precisam lidar com duas ao mesmo tempo. Então a gente expande o que eles já sabem e mostra como essas duas incógnitas podem ser usadas juntas pra resolver um problema.

Vou contar aí três atividades que a gente fez na sala esse ano e que ajudaram bastante a galera a entender essa habilidade.

Primeiro, rolou uma atividade bem bacana chamada "Feirinha da Matemática". Peguei o material clássico: papel quadriculado, canetas coloridas e recortes de produtos de supermercado. Dividi a turma em pequenos grupos, geralmente de quatro alunos, pra cada um simular ser um mercadinho. Cada grupo tinha que escolher dois produtos pra vender – tipo banana e maçã – e definir preços. A tarefa era criar problemas pros outros grupos resolverem usando sistemas de equações. Coisa do tipo: "Se eu comprar 3 bananas e 2 maçãs, gasto tanto; se comprar 5 bananas e 4 maçãs, gasto outro tanto. Quanto custa cada fruta?" Aí eles trocavam os problemas entre si. Foi interessante ver o João e a Mariana discutindo se a conta fazia sentido ou não, se tava certa ou não. Essa atividade tomou umas duas aulas inteiras porque a galera empolgou mesmo.

Depois teve outra que chamei de "Projeto Construindo o Parque". Usei folha A3, régua e lápis de cor. Os meninos tinham que desenhar um parque no plano cartesiano dado algumas restrições: tipo "as trilhas têm que começar no ponto A e terminar no ponto B", ou "a área do lago precisa ser um trapézio entre esses pontos". A ideia era desenvolver um sistema de equações pra definir essas trilhas e áreas. Juntei eles em duplas pra facilitar o troço todo. No início, os meninos travaram, mas quando entenderam que era meio que desenhar um mapa com equações, foram longe! O Pedro fez umas linhas tortas no início e disse: "Ah, profê, tá parecendo mais uma corrida maluca do que um parque!" E assim eles ajustaram até ficar legal. Isso levou umas três aulas, tranquilamente.

A última atividade foi uma simulação chamada "Detetive da Matemática". A gente usou só papel e lápis mesmo. Preparei uns enigmas estilo detetive em que eles tinham que resolver quem era o culpado usando informações dadas em forma de equações do primeiro grau com duas variáveis. Algo como: "O suspeito A estava em dois lugares ao mesmo tempo? Se sim, as equações não batem." Eles tinham que montar as equações baseadas nas pistas dadas e ver qual fazia sentido no contexto. Foi tudo feito em aula normal com os alunos individualmente dessa vez. E você precisava ver o brilho nos olhos quando o Lucas percebeu que tinha achado o culpado! Ele gritou: "Achei! O Carlos não poderia estar na cena do crime!" Essa foi mais rápida, coisa de uma aula só.

O legal nessas atividades é ver como a molecada se solta quando vê que matemática faz parte do dia a dia deles, sabe? Eles começam meio travados porque acham que é complicado demais, mas quando colocam na prática percebe-se que dá pra visualizar melhor qualquer problema. E olha só, é sempre bom fazer com que eles trabalhem em grupo ou dupla porque um ajuda o outro a entender melhor os conceitos.

Enfim, por mais que dê trabalho preparar essas atividades todas, vale muito a pena ver os meninos entendendo tudo e até se divertindo no meio da matemática! É isso aí, minha gente! Até mais!

Então, voltando ao papo sobre como eu percebo que a galera tá aprendendo de verdade, sem fazer aquelas provas formais, tem umas situações que são bem esclarecedoras. Tipo assim, quando tô andando pela sala, gosto de ouvir as conversas dos meninos. Você percebe quando eles começam a trocar ideias entre si, explicando um pro outro como chegaram numa solução. Uma vez, eu tava passando entre as mesas e ouvi a Júlia explicando pro Pedro como ela conseguiu resolver um sistema de equações usando o método da substituição. Ela tava lá desenhando no caderno dele, mostrando como isolou uma variável e tal. Na hora pensei: "Poxa, a Júlia entendeu mesmo!" Porque uma coisa é resolver exercício ali quietinha, outra é ter segurança pra explicar pro colega.

Outra situação que é bem legal é quando a sala tá num burburinho e aí você vê pequenos grupos se formando naturalmente. Às vezes paro e fico só observando. Vi o Lucas uma vez ajudando o Rafael a entender onde ele tava errando num probleminha de contexto. O Lucas apontava pro gráfico que tinham feito e lá tava o gráfico errado do Rafael. Com paciência, ele foi mostrando passo a passo onde estava o erro na interpretação do problema inicial. Esse tipo de interação diz muito sobre o entendimento deles.

Agora, sobre os erros mais comuns... Ah, tem uns que são batata! A Ana, por exemplo, vive confundindo os sinais quando vai montar as equações das situações-problema. A gente fala mil vezes sobre prestar atenção ao "mais" e "menos", mas às vezes na pressa ela troca tudo. E aí já viu, né? O resultado final sai todo errado. Isso acontece porque muitas vezes eles focam tanto em achar uma resposta que acabam atropelando etapas. Quando pego isso na hora, vou lá e pergunto: "Ei, Ana, olha esse sinal aqui, tá certinho?" E aí ela revisa o passo todo.

Também tem o Tiago, que sempre esquece de verificar as soluções no final. Ele até consegue resolver as equações certinho, mas não confere se realmente faz sentido no contexto do problema. Esse é um erro comum porque eles acham que só de chegar numa solução numérica tá resolvido. Então sempre reforço: "Volta lá na questão original e vê se essas soluções fazem sentido!"

Falando do Matheus que tem TDAH e da Clara com TEA, eu faço algumas adaptações nas atividades pra eles. Com o Matheus, percebi que se eu fizer muita explicação oral seguida ele acaba se perdendo no meio do caminho. Então uso cartõezinhos coloridos com passos resumidos das atividades pra ele ir seguindo. Além disso, dou mais intervalos pra ele se levantar e mexer um pouco antes de voltar ao exercício. Funciona bem assim porque ele consegue focar por períodos mais curtos.

Pra Clara, eu descobri que ela se dá melhor com atividades mais visuais e com instruções bem claras e diretas. Desenhei umas fichas com exemplos de sistemas de equações já resolvidos e deixo com ela durante as atividades pra consultar quando tiver dúvida. Também tento usar linguagem mais simples e concreta na hora de explicar os problemas.

O que não funcionou foi quando tentei fazer uma atividade muito aberta com múltiplos passos sem uma estrutura clara pra seguir. Tanto o Matheus quanto a Clara ficaram perdidos e frustrados. Aprendi que quanto mais estruturada e previsível for a atividade pra eles, melhor.

Bom, acho que é isso por hoje nesse assunto de EF08MA08! É sempre um desafio adaptar as aulas pras necessidades da galera toda, mas vale muito a pena quando a gente vê eles realmente entendendo e se ajudando. Espero que minhas experiências tenham ajudado vocês aí do fórum também! Até a próxima conversa!

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