Voltar para Matemática Ano
EF07MA36Matemática · Ano · Ensino Fundamental - Anos Finais

Planejar e realizar pesquisa envolvendo tema da realidade social, identificando a necessidade de ser censitária ou de usar amostra, e interpretar os dados para comunicá-los por meio de relatório escrito, tabelas e gráficos, com o apoio de planilhas eletrônicas.

Probabilidade e estatísticaPesquisa amostral e pesquisa censitária Planejamento de pesquisa, coleta e organização dos dados, construção de tabelas e gráficos e interpretação das informações
CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, tá aí uma habilidade que, quando você lê na BNCC, pode até parecer meio complicada, mas na prática é bem interessante e aplicável. Quando a gente fala da EF07MA36, estamos falando de fazer os meninos trabalharem com pesquisa, tipo aquelas que a gente vê na TV, sabe? A ideia é que eles consigam entender quando precisam olhar todo mundo (censitária) ou só uma parte (amostra) de um grupo pra fazer uma análise legal.

O aluno precisa saber planejar a pesquisa, descobrir o que quer saber, de quem precisa saber e escolher se vai entrevistar todo mundo ou só uma galera representativa. Depois, ele tem que organizar os dados, fazer tabelas e gráficos e conseguir interpretar tudo isso. Eles já vêm do 6º ano sabendo um pouco sobre gráficos e tabelas, então agora o desafio é mais aplicar isso num contexto de pesquisa e usar planilhas eletrônicas que eles talvez ainda não dominem muito bem.

Bom, na minha turma do 7º ano, eu gosto de fazer umas atividades bem práticas pra essa habilidade. A primeira coisa que faço é uma pesquisa sobre hábitos de leitura na escola. Eu peço pros meninos se dividirem em grupos de quatro ou cinco e cada grupo tem que entrevistar alunos de outras séries. Eles precisam decidir juntos se vão entrevistar toda a turma ou só alguns alunos. Eu dou um formulário simples pra eles anotarem as respostas. Isso geralmente leva duas aulas: uma pra organizar tudo e outra pra coleta dos dados. Nessa atividade, a turma fica bem agitada no começo, porque eles querem escolher os melhores horários e quem vai fazer o quê, mas depois ficam super focados.

Lembro na última vez que fizemos isso, o João ficou preocupado porque achou que a turma dele não estava respondendo com seriedade. Aí ele veio até mim, e eu sugeri mudar um pouco o jeito de abordar as perguntas, tipo explicar melhor o objetivo da pesquisa. No final, o grupo dele conseguiu dados super interessantes.

Outra atividade que faço é uma pesquisa sobre as músicas mais populares entre os alunos da escola. O legal dessa é que eles mesmos escolhem as perguntas com base no que acham relevante: gênero musical, artista favorito, etc. Aqui eu misturo um pouco: algumas perguntas são abertas e outras são fechadas pra facilitar depois nos gráficos. Eles usam celulares ou computadores da escola pra fazer essas metas pesquisas online. Isso leva umas três aulas no total, porque além das entrevistas eles têm que discutir quais são as perguntas e depois organizar tudo em planilhas.

Os alunos adoram essa parte das planilhas. O Pedro sempre fica animado porque gosta de mexer no Excel — já tem até uns truques que me ensina! Aí eles criam gráficos baseados nas respostas coletadas. Tem uma hora que vira quase uma competição pra ver quem faz o gráfico mais bonito ou mais informativo. Na última vez que fizemos isso, a Ana conseguiu fazer um gráfico de pizza super colorido em 3D e todo mundo ficou impressionado.

Por fim, a terceira atividade é mais reflexiva. Depois das pesquisas feitas, eu peço que cada grupo faça um relatório escrito dos resultados e apresentem pra turma com apoio de slides ou cartazes. Aqui eles têm que explicar o processo todo: desde como escolheram se seria amostra ou censitário até os resultados finais dos gráficos. Essa parte leva mais tempo — umas quatro aulas — porque envolve escrita e preparação das apresentações.

Lembro da última vez que a Mariana estava super nervosa pra apresentar o relatório dela sobre hábitos alimentares. Mas ela fez um ótimo trabalho — organizou tudo direitinho e conseguiu apresentar dentro do tempo combinado. Inclusive teve uma hora que ela respondeu uma pergunta da professora da turma do lado (que tinha vindo assistir) com muita confiança!

Essa habilidade da BNCC é realmente rica porque permite que os alunos façam um monte de conexões com o mundo real. Eles aprendem a importância de coletar dados corretamente e como apresentar informações de forma clara para outras pessoas entenderem. E mais do que isso: desenvolvem habilidades de organização, trabalho em equipe e comunicação que vão levar pra vida toda.

É sempre gratificante ver como cada aluno vai se desenvolvendo ao longo dessas atividades, começando meio sem jeito com as planilhas até chegar a fazer apresentações incríveis no final! E você aí? Como trabalha essa habilidade com seus alunos? Tem alguma dica boa?

E aí, galera! Continuando nossa conversa sobre a habilidade EF07MA36, uma das coisas que eu curto bastante é perceber quando os meninos estão sacando o conteúdo. E vou te contar, não precisa nem de prova formal pra isso, viu? No dia a dia da sala, só de dar umas voltas ali entre as carteiras ou ficar com os ouvidos atentos nas conversas deles, já dá pra sentir quem pegou a ideia e quem tá precisando de uma ajudinha extra.

Por exemplo, às vezes tô circulando pela sala enquanto eles tão trabalhando em grupo e escuto a Luana explicando pro Gabriel por que eles precisam fazer uma amostragem e não entrevistar todo mundo. Ela fala algo tipo: "Olha, Gabriel, se a gente fosse perguntar pra escola inteira sobre o lanche preferido, imagina quanto tempo levaria? Então pegamos só umas turmas e tá bom". Aí eu penso: "Ah, essa entendeu direitinho!"

Outra situação é quando você vê aquele momento “eureka” nos olhos do aluno. Teve um dia que fui ajudar o João na atividade sobre planejamento de pesquisa. Ele tinha colocado uns dados bem confusos, misturados. Quando eu dei uma dica pra ele organizar primeiro as perguntas que queria responder, vi um brilho nos olhos dele quando a ficha caiu. Ele reorganizou tudo e conseguiu até explicar pros colegas depois. Esse tipo de coisa é muito legal de ver e mostra que o aprendizado tá acontecendo.

Agora, sobre os erros comuns, ah rapaz, são muitos! O Pedro, por exemplo, volta e meia confunde população com amostra. Ele chega e diz: "Professor, vou perguntar pra amostra inteira!" E aí eu tenho que mostrar pra ele que amostra é só uma parte da população. Isso acontece porque, no começo, eles querem resolver tudo de uma vez e ficam afobados. Quando pego esses erros na hora, sempre paro pra perguntar o que ele acha que cada termo quer dizer e dou aquele exemplo prático da festa: "Se você for organizar uma festa pra escola toda (população), você perguntaria sobre música pra todo mundo ou só pros representantes das turmas (amostra)?" Costuma ajudar.

E falando sobre o Matheus, que tem TDAH, e a Clara, com TEA... cada um tem suas particularidades e a gente tem que adaptar as atividades de uma forma que funcione pra eles também. Com o Matheus, o negócio é manter as atividades dinâmicas e quebrar as tarefas em partes menores. Tipo assim, se eu sei que vamos fazer uma atividade longa de pesquisa, divido em etapas curtas e dou metas pequenas, tipo "primeiro vamos pensar nas perguntas", depois "agora escolhemos quem vamos entrevistar". Isso ajuda ele a não se perder no meio do caminho.

Para a Clara, às vezes uso materiais visuais mais estruturados. Tenho algumas fichas coloridas com ícones que representam as etapas da pesquisa. Ajuda ela a seguir um passo a passo claro. O negócio com ela é ser bem claro nas instruções e dar um tempinho extra quando precisa terminar alguma atividade.

Uma situação engraçada foi quando tentei usar um daqueles joguinhos online educativos pra turma toda achando que ia ajudar o Matheus focar mais... mas acabou sendo um caos porque ele ficou tão animado com os jogos que queria testar todos ao mesmo tempo! Vi que não funcionou muito bem nesse caso. Mas aí aprendi a reservar um espacinho do quadro onde ele pode ir marcando cada passo concluído da tarefa como forma de manter o foco.

Bom, pessoal, acho que é isso por hoje. Adoro poder compartilhar essas experiências com vocês e ouvir também como lidam com essas paradas na sala de aula. Sempre dá pra aprender alguma coisa nova! Vou ficando por aqui, mas qualquer coisa tô por perto no fórum. Abraço a todos!

Gere materiais prontos para esta habilidade

Plano de aula, lista de exercícios ou avaliação — tudo com o código EF07MA36 incluído.

Criar material em 30 segundos

Grátis para começar. Sem cartão.